Terça-feira, Agosto 29, 2006
Tintin Cineclube |30.8.06, quarta |20h30
Cine-Teatro Lima Penante | Av. João Machado, 67 ¿ Centro
Assacine - filmes inéditos em João Pessoa.
p.s. sessão gratuita.
¿O mundo de Yan¿, de Niu Batista
[João Pessoa/PB, 20min, Fic., 2006]
Vídeo paraibano será lançado no Tintin Cineclube
O lançamento de uma produção local que envolveu mais de 40 pessoas em sua realização é a atração do Tintin cineclube desta quarta-feira, dia 30. O filme ¿O mundo de Yan¿ (Fic, 20min), dirigido por Niu Batista, será exibido no ¿Assacine¿ deste mês, que acontece nas dependências do Cine Teatro Lima Penante, às 20h30, com entrada gratuita. A sessão é promovida pela Associação Brasileira dos Documentaristas (ABD/PB), em parceira com a UFPB, TVUFPB e Prefeitura Municipal de João Pessoa, através da Funjope.
O filme retrata a história de um jovem que vive interno numa Casa de Saúde, por apresentar distúrbios mentais. Mesmo neste contexto, Yan (Joht Cavalcante) consegue mergulhar num universo encantado. As tentativas de fugas frustradas não fazem Yan desistir de chegar à Terra do Sol, o paraíso tão prometido por sua querida Dorinha (Raquel Domingues). Um mundo que ele tenta ilustrar através de origamis e desenhos, dons artísticos que Yan faz com maestria.
A produção movimentou grande parte dos profissionais do audiovisual de João Pessoa, contando com uma equipe de 24 pessoas e um elenco de 21 atores, sendo a maioria estreante na atuação em filmes. O trabalho de preparação dos atores foi desenvolvido em conjunto com Everaldo Vasconcelos, diretor de teatro e professor na UFPB.
Niu Batista, diretor do filme, conta que a idéia foi justamente desenvolver um laboratório onde os atores com formação e atuação no teatro, pudessem se familiarizar com a linguagem do vídeo. ¿Esperamos com isso criar novas possibilidades de trabalho para esses atores que a partir dessa primeira experiência podem agora participar de outras produções¿, ressalta.
Já conhecido por parte do público pessoense, que conferiu os seus filmes anteriores ¿Traços da Vida¿, documentário sobre o cartunista Luzardo e os vídeos de ficção ¿Produto Final¿ e ¿Escapamento Furado¿, Niu Batista ressalta que ¿O mundo de Yan¿ aborda o universo da fantasia, mas de forma bem realista. ¿O roteiro, desenvolvido pelas estudantes de radialismo da UFPB, Deisy Fernanda e Kellianne Alves, teve a consultoria de uma psiquiatra. Foi importante para que pudéssemos entender melhor o universo que estávamos abordando¿, afirma.
A realização do filme contou com o apoio da UFPB, Departamento de Comunicação (Decom), Pólo Multimídia, Ldmi, Cefet, Nepau (Núcleo de estudos e pesquisas audiovisuais), Associação Pestalozzi da Paraíba, Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), Associação Brasileira dos Documentaristas, seção Paraíba (ABD/PB) e Gráfica JB.
A mostra ¿Assacine¿ exibe filmes inéditos em João Pessoa uma vez por mês. Após a exibição, a equipe do filme estará presente para conversar com os espectadores e esclarecer o processo de realização. Em seguida haverá uma festa com discotecagem e bar em pleno funcionamento.
Contato do diretor Niu Batista
niubp@hotmail.com
tel. 8862.2822
+informações
Ponto de Cultura Urbe Audiovisual | ABD-PB
Av. João Machado, 67, Centro - João Pessoa, PB
83+3221.8450 | abd_pb@yahoo.com.br
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Segunda-feira, Agosto 28, 2006
[ CURSO DE INTRODUÇÃO AO DOCUMENTÁRIO CRIATIVO ]
O cinema na Paraíba e na região do Nordeste vive um momento de franca expansão. Estas realizações contam com uma produção crescente de curtas-metragens, tanto em termos numéricos quanto qualitativos, com filmes figurando em festivais nacionais e internacionais e freqüentemente arrebatando prêmios e agradando público e crítica.
Há, entretanto, um paradoxo na atual produção cinematográfica regional: à medida que filmes são produzidos e ganham fama, os profissionais locais não contam com nenhum curso técnico ou teórico regular no meio. Nenhum curso que capacite especialistas nas diversas áreas de produção de um filme, tendo estes que, freqüentemente, recorrer a profissionais de outros Estados.
Visando incentivar a produção de documentários e contribuir para a pesquisa de novas linguagens, o Programa Olhar Brasil, através da Associação Brasileira de Documentaristas - Seção Paraíba e a Universidade Federal da Paraíba - Pólo Multimídia, em parceria com Prefeitura de João Pessoa - FUNJOPE, o Governo do Estado da Paraíba - FUNESC e o Coletivo Parai´wa, decidiram promover uma atividade de formação e reflexão em torno do audiovisual, o Curso de Documentário Criativo, para um público interessado em escrever roteiros ou dirigir documentários.
OBJETIVO
Abordagem teórica e prática ao estudo do documentário, dentro de uma visão abrangente dos processos criativos envolvidos na preparação e redação de um roteiro.
PÚBLICO ALVO
Público interessado em escrever roteiros ou dirigir documentários.
FORMATO DO CURSO
O curso será realizado por meio de aulas expositivas e presenciais, com carga horária de 48 (quarenta e oito) horas no total.
As aulas serão na auditório da TV Universitária, situada no Campus I da UFPB, em João Pessoa.
HORÁRIO DO CURSO
Das 14h30 às 17h30 - de segunda a sexta-feira
Das 19h00 às 22h00 - segundas, quintas e sextas-feiras - atendimento individual para alunos que tiverem projetos de documentários, com dia e horário a ser marcado pelo instrutor.
PERÍODO
De 11 a 22 de setembro de 2006
INSCRIÇÕES E SELEÇÃO DOS PARTICPANTES DO CURSO
A inscrição e o curso serão oferecidos gratuitamente. A inscrição deverá ser enviada para o endereço eletrônico abd_pb@yahoo.com.br , com o assunto: "Inscrição Online Curso Documentário Criativo" no período de 21 de agosto a 04 de setembro de 2006.
A inscrição também pode ser entregue pessoalmente no seguinte endereço:
URBE AUDIOVISUAL/ABD-PB; Rua João Machado, 67, Centro - João Pessoa - PB, Telefone: (083) 32218450.
Pré-Requisitos
A seleção dos participantes será feita através da análise de currículo e carta de motivação, que deverá responder às perguntas: por que deseja participar do curso? O que entende por documentário cinematográfico? Qual a sua ocupação/profissão? E o que espera do curso?
O candidato deverá apresentar também um texto de 10 a 15 linhas sobre um argumento para um documentário.
Os participantes serão selecionados pela organização do evento em conjunto com o especialista que irá ministrar o curso.
CRONOGRAMA
Período de inscrição: 21 de agosto a 04 de setembro de 2006.
Pelo endereço: abd_pb@yahoo.com.br
Seleção dos alunos: De 05 a 09 de setembro de 2006
Divulgação do resultado: 10 de setembro de 2006
Início do Curso: 11 de setembro de 2006
PROGRAMA
1- Visualização de clássicos do cinema documental: de Frederick Wiseman a Joris Iven, de Jean Rouch a François Reichenbach (sujeito à obtenção desse material).
2- Introdução, diálogo e debate geral sobre o documentário de criação.
3- Como preparar, escrever e apresentar uma sinopse de projeto.
4- Oficina de apresentação de projetos de documentários de curta-metragem dos espectadores, trabalhando na redação e nas idéias de direção.
5- Consulta virtual permanente para futuros projetos que possam nascer da oficina ou de propostas dos participantes.
PROFISSIONAL QUE MINISTRARÁ O CURSO
Gualberto Ferrari
Argentino, radicado na França, com formação em teatro e cinema, é roteirista, diretor e especialista em análise de roteiros (Scrip Doctor).
Consultor do Produire au Sud, ministra oficinas de roteiros cinematográficos desde 2002, inclusive as intercontinentais para jovens produtores da França, do Brasil e da Tailândia.
Como roteirista, assinou longas-metragens, como Buenos Aires Ida y Vuelta
e o documentário Evita, una estrella de Show-Biz. Foi co-roteirista,
dentre outros filmes, da adaptação para o cinema de Diario para un cuento,
de Julio Cortazar. Foi co-realizador do filme Havanna, vencedor do Grande
Prêmio, Golden Gate Awards, no Festival de São Francisco, em 1991 e 1993.
Realizou também os documentários Cadiz e São Paulo gigante e intimista.
Atualmente, está trabalhando no projeto do documentário Confesiones
Argentinas e no longa de ficção Photos.
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Quarta-feira, Agosto 23, 2006
[ Fórum da ABD-PB reúne profissionais do audiovisual em Bananeiras ]
O evento acontece dentro da programação do "Diálogos da Criação - Festa das artes", neste sábado, dia 26
Aproveitando a Festa das Artes, em Bananeiras/PB, a Associação Brasileira de Documentaristas - Seção Paraíba (ABD-PB) promove nesse sábado, dia 26, um encontro entre produtores, realizadores e público do audiovisual paraibano. O objetivo é fazer um grande debate sobre as questões relacionadas ao setor, incluindo as ações para a interiorização da formação profissional, além da produção e difusão de obras audiovisuais.
Também estarão presentes a este primeiro fórum os Pontos de Cultura paraibanos, levando a experiência de suas atividades e propondo ações conjuntas na área audiovisual.
A programação se inicia as 8h30 com a apresentação do histórico e das ações em andamento da ABD/PB. Ainda pela manhã, os participantes conhecerão os pontos de cultura que funcionam na Paraíba e haverá um debate sobre a interiorização de ações audiovisuais e a articulação entre municípios da Paraíba. Nesse tema será discutido a possibilidade do contexto digital ampliar o acesso dos pequenos municípios à experiência audiovisual.
A exibição de curtas-metragens paraibanos produzidos dentro do projeto "Revelando os Brasis", apresentados pelos seus respectivos realizadores, está previsto para acontecer às 11h. A palestra sobre captação de recursos para projetos audiovisuais, ministrado por Fernando Abath e a elaboração de um documento em prol do audiovisual na Paraíba para ser entregue às instâncias governamentais, encerram a programação do fórum.
Oficinas - Fortalecendo as ações voltadas para o setor do audiovisual na "Festa das Artes", estão sendo oferecidas quatro oficinas que abrangem algumas das práticas do setor: "Como criar e manter um cineclube na sua cidade" (dias 24 e 25), ministrada por Francisco Sales e Zonda Bez, programadores do Tintin cineclube, que funciona semanalmente em João Pessoa; "Roteiro para cinema e vídeo" (dias 23 e 24), ministrada pelo cineasta Torquato Joel; "Processo de realização cinematográfica" (24 a 26), ministrada pelo cineasta Marcus Vilar; "Produção para cinema e vídeo", ministrado pelo produtor Durval Leal Filho (25 e 26).
O evento "Diálogos da criação - Festa das artes" está acontecendo em Bananeiras, brejo paraibano, desde o dia 14 e se estende até o dia 26 de agosto. Trata-se de um encontro que reúne os diversos segmentos que atuam na produção artisitico-cultural da Paraíba, abrindo espaço para um olhar critico e para a diversidade em prol da fortificação das identidades regionais.
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[ GLAUBER ROCHA NO TINTIN CINECLUBE ]
Tintin Cineclube | programação semanal |19h30
Cine-Teatro Lima Penante | Av. João Machado, 67 - Centro - 3221-8450
23/08 | quarta | 19h30| MOSTRA GLAUBER
apresentação | Astier Basilio
"O pátio", de Glauber Rocha [BR, 11min, fic, 1959]
"Maranhão 66", de Glauber Rocha [BR, 11min, doc, 1966]
"A Degola Fatal", Ricardo Favilla e Colvia Molinari [BR, 13 min, doc, 2004]
+ curta-bônus
Entrada gratuita.
Curtas de Glauber Rocha são exibidos no Tintin Cineclube
Algumas raridades da filmografia do cineasta brasileiro Glauber Rocha serão exibidas nesta quarta-feira, dia 23, as 19h30, no Tintin cineclube, localizado nas dependências no Cine-Teatro Lima Penante. O seu primeiro filme, o curta "O pátio", e o seu curta documental "Maranhão 66" faz parte da "Mostra Glauber", homenagem do Tintin em lembrança ao 25º aniversário de sua morte.
Mesmo sendo mais conhecido pela sua produção em longas metragens, principalmente "Deus e o Diabo na Terra do Sol" e "Terra em Transe", o cineasta nunca descartou a possibilidade do curta como forma de expressar as suas inquietações estéticas. Um de suas últimas obras, e verdadeiro legado cultural para o povo brasileiro, é o curta "Di", homenagem ao amigo Di Cavalcante que Glauber filmou no funeral do pintor. A exibição do filme está interditada pela justiça desde 1979, por solicitação da filha de Di.
Além dos curtas "O Pátio" e "Maranhão 66", a mostra ainda exibe "A Degola Fatal", dirigido por Ricardo Favilla e Colvia Molinari, documentário construído a partir de imagens feitas originalmente em super-8, no dia 22 de agosto de 1981, no funeral de Glauber Rocha.
"O pátio" (fic, 11min) é o primeiro filme de Glauber, realizado em 1959 na Bahia, no qual aparecem alguns traços característicos do cineasta: forte presença da natureza, tratamento do espaço e enquadramento.
A outra atração é o documentário "Maranhão 66" que registra a posse de José Sarney como governador do Maranhão. Foi financiado pelo próprio evento que marcou o início do domínio político da família Sarney no Estado, que perdura até hoje. Em contraponto ao discurso de posse e da multidão em celebração, o filme mostra a miséria da população a ser governada. Algumas das imagens documentais da festa foram usadas na montagem de Terra em transe.
Após a sessão haverá um debate com o jornalista Astier Basílio. A mostra é gratuita. Mais informações na Abd/PB, pelo telefone 3221.8450.
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Quarta-feira, Agosto 16, 2006
[ QUINTA-FEIRA QUENTE ]
Segue abaixo 3 dicas para uma quinta-feira bem cinematográfica:
1. Projeto Cine Volante em Mangabeira
O Projeto Cine Volante da Prefeitura Municipal de João Pessoa passa amanhã pela Escola Municipal David Trindade, a partir das 19h30 e vai apresentar os curtas 'Con(c)serto' , de Fabiano Gonper e Sacha Teixeira, ' A Menina do Algodão', de Kleber Mendonça e Daniel Bandeira e o 'O Buraco' , de Taciano Valério.
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2. 17/08 | quinta | 19h30| QUINTA DA BOA VISTA no TINTIN CINECLUBE
'Dom Hélder Câmara - O Santo Rebelde', de Érika Bauer [Brasília, 74 min, doc, 2004]
Sinopse: Documentário que revisita os pensamentos de Dom Hélder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife, falecido em 1999. Mostra sua participação política, sua luta pela justiça, paz e a promoção humana contra a miséria e a fome, seus anseios e decepções, contados por amigos, estudiosos e o próprio Dom Helder em cenas inéditas no Brasil e na Europa, bem como sua indicação por quatro anos seguidos ao prêmio Nobel da Paz.
*Toda quarta tem sessão no Tintin Cineclube.
+informações: www.birilo.blogger.com.br
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A ABD-PB funciona diariamente nas dependências do NTU [Núcleo de Teatro Universitário], de segunda a sexta, de 9h00 as 13h00 / 15h00 as 18h30
endereço: av. João Machado, 67, Centro
fone: 83 3221 8450
e-mail: abd_pb@yahoo.com.br
PATROCÍNIO
Ministério da Cultura / Governo Federal
APOIO
UFPB / PRAC / COEX / NTU
Funjope
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3. João Batista de Brito lança livro no Parahyba Café
Literatura no Cinema (São Paulo: Unimarco, 2006) de João Batista de Brito
Data: dia 17 de agosto, quinta-feira.
Horáio: a partir das 20:00 horas
Local: Parahyba Café
O sexto livro do crítico João Batista de Brito, aborda o problema da adaptação cinematográfica, formulando a pergunta: o que realmente acontece quando um texto literário, romance, conto ou peça, ganha expressão fílmica? De modo objetivo e didático, o livro discute e expõe as operações que viabilizam essa difícil e pouco conhecida transformação semiótica.
Além de capítulos teóricos sobre o problema da adaptação cinematográfica, Literatura no Cinema contém análises de filmes que se basearam em grandes obras literárias, nacionais e internacionais. Ao lado da seção de teoria, a seção de análises práticas está dividida em três tópicos: (1) Shakespearianos, (2) Brasileiros e (3) Outros. Entre os filmes brasileiros discutidos estão clássicos como Vidas Secas, e realizações recentes, como Abril Despedaçado. Já a relação dos Outros inclui um leque amplo de obras literárias que ganharam forma fílmica, que vai da Odisséia de Homero a Joyce, passando por Ana Karenina.
Hoje em dia, cada vez mais, profissionais das áreas mais diferentes têm utilizado o cinema para ilustrar as suas atividades. Discutindo a relação do filme com outra modalidade de arte, o livro de João Batista de Brito pode ser útil para esses profissionais, especialistas em suas respectivas áreas de trabalho, mas não em cinema.
Conhecido pela sua atuação em jornais locais, João Batista de Brito é professor e pesquisador aposentado da UFPB, e autor de vários livros sobre cinema e literatura, entre os quais Imagens Amadas (São Paulo: Ateliê Editorial) e Signo e Imagem em Castro Pinto (Editora de UFPB). Seu último livro, Um beijo é só um beijo (Manufatura) foi uma incursão na ficção onde os dois meios, literatura e cinema, se mesclavam. Atualmente, João Batista de Brito mantém coluna de cinema no Correio das Artes, e de crônica, em O Norte.
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Segunda-feira, Agosto 14, 2006
Tintin Cineclube |16.8.06, quarta |19h30
Cine-Teatro Lima Penante | Av. João Machado, 67 - Centro
16/08 | quarta | 19h30| MOSTRA ITAÚ CULTURAL
'33',de Kiko Goifman [São Paulo, 74 min, doc, 2004]
Um road movie entre fumaça, parteiras, cartomantes, porteiros, médicos e detetives. Um documentário com aspectos de filme noir, onde o diretor torna-se personagem de sua própria obra quando decide encontrar a sua mãe biológica. Essa é a proposta de '33' (SP, 74 min, doc, 2004) de Kiko Goifman, filme que será exibido nesta quarta-feira, dia 16, as 19h30, no Tintin Cineclube, promovido pela Abd/PB (Associação Brasileira dos Documentaristas).
Goifman é filho adotivo e, no ano em que completou 33 anos, decidiu procurar a mãe. A partir de pistas dadas por detetives de São Paulo e Belo Horizonte, o cineasta parte nessa jornada, documentando todo seu trajeto em um diário on-line que foi transformado em material para seu filme. A reação do público, que acompanhou o diário mantido por Kiko Goiffman na internet, teve grande importância no processo.
O filme marca a estréia da mostra 'Rumos Itaú Cultural' no Tintin Cineclube, onde documentários nacionais em longa-metragem serão exibidos uma vez por mês.
Mais que uma arrojada pesquisa de linguagem no âmbito das narrativas documentais, '33' chamou a atenção devido a integração midiática proposta pelo diretor durante o processo de realização. Artista, antropólogo e investigador das possibilidades de extensão da linguagem cinematográfica, Goifman transita entre projetos de pesquisa acadêmica, participações em festivais de cinema, bienais internacionais, mostras de arte eletrônica e web arte.
Sessão gratuita.
+informações
Ponto de Cultura Urbe Audiovisual | ABD-PB
Av. João Machado, 67, Centro - João Pessoa, PB
83+3221.8450 | abd_pb@yahoo.com.br
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Domingo, Agosto 13, 2006
[ CINECLUBE DOM FRAGOSO ]
"Todo cristão tem como vocação se engajar na política para limpá-la por dentro, por um comportamento honesto e solidário"
Apesar de não o ter conhecido pessoalmente, estive presente hoje ao velório e enterro de Dom Fragoso para acompanhar Bruno no registro das últimas imagens do bispo que serão utilizadas num documentário cearense sobre sua pessoa que está sendo dirigido por Francis Valle.
Ainda não eram 8h da manhã e lá estava eu no meio de centenas de pessoas prestando as últimas homenagens ao Dom. De repente chega à igreja dezenas de pessoas vindas de Crateús, arquidiocese no interior do Ceará que o bispo dirigiu por mais de 30 anos. Estavam presentes nessa caravana representantes do Centro Dom Fragoso de Direitos Humanos, paróquias, Comunidades Eclesiais de Base, entre outros segmentos.
De Crateús, após se aposentar, Dom Fragoso retornou à Paraíba faz oito anos e aqui permaneceu morando numa casa de religiosos do Conjunto José Américo, onde colaborava intensamente com diversas famílias da comunidade Laranjeiras, uma das áreas mais carentes do conjunto. E assim ficou aos cuidados da irmã carmelita Ana Vigarani até o dia de ontem, quando se foi.
Dom Fragoso foi figura de grande importância para a vida da Igreja Católica no Brasil e um dos expoentes de sua ala progressista, sendo conhecido como um ardoroso pregador e vivente da Teoria da Libertação (movimento teológico que defende a luta pela liberdade do ser humano). Na década de 50 foi o responsável pela disseminação do cineclubismo na igreja católica do Brasil.
Faz lamentar que pessoas como ele, como Dom Helder, como poucos dessa linhagem de grandes homens estejam cada vez mais raros, que em seu lugar existam cada vez mais religiosos vaidosos e performáticos, em suma seres PDM (portadores de deficiência moral).
O cineclube Dom Fragoso ainda não existe, porém desde já se apresenta como um ótimo nome para um cineclube que se dedique à formação do olhar de homens e mulheres sem acesso à salas de cinema, salas de aula, salas de hospitais, entre outras salas. Quem se habilita?
A seguir o birilo presta uma pequena homenagem a Dom Fragoso blogando um texto do documentarista e professor universitário João de Lima Gomes + uma entrevista com Dom Fragoso datada de 1999, publicada no informativo do Para´iwa (coletivo de assessoria e documentação). Boa leitura.
1.
Durante uma das últimas reuniões da ABD-PB circulou uma crônica cinematográfica escrita por Dom Antonio Fragoso, o único clérigo paraibano autorizado a assistir e escrever sobre filmes nos idos dos anos cinquenta para o jornal A Imprensa, periódico da Arquidiocese da Paraíba.
Falava do esforço compensado em criar e manter um cineclube, contando com o apoio das Voluntárias, e de quebra retratando nossa província daquela época.
Além da atividade pastoral, e da disseminação de idéias através de mais de uma dezena de livros ( alguns em francês, italiano e espanhol) constam de sua memória centenas de artigos cuidadosamente organizados ( Dom Fragoso autorizou a publicização de sua primeira crônica cinematográfica, que circulou entre nós como uma raridade histórica.)
Também circulou uma série de fotografias que fiz para o still de um filme em projeto do diretor cearense Francis Vale, com o objetivo de resgate da trajetória do missionário paraibano que em Crateús passou maior parte de sua vida.
Estamos de luto, mas é importante pensar que sua morte não foi um ponto final da narrativa humana que empreendeu desde que saiu dos rincões do sertão paraibano, pois ele nos deixa também um exemplo de vida; em muitos momentos, a vida era também a vida do cinema.
Brasilia, 12 de agosto de 2006
João de Lima
2.
Entrevista: Dom Fragoso
(Entrevista concedida a Durval Leal* e Manuel Jaime**)
Nascido em Teixeira, no interior da Paraíba, aos 81 anos de idade (destes, 54 de padre, sendo 41 de Bispo), Antônio Batista de Fragoso, o Dom Fragoso, sempre trabalhou como um líder religioso. Hoje já aposentado da CNBB, ele revela nesta entrevista a relação da Igreja com o cinema. Além disso, mostra-se um apaixonado pela arte cinematográfica, sobretudo o cinema social e de arte: "Para nós o cinema ia sendo descoberto pouco a pouco uma arte que tem sua linguagem específica, sua gramática, sua sintaxe".
Durval Leal: Como iniciou seu trabalho com o cinema?
Dom Fragoso:: Eu me ordenei em 1944 e naquele tempo nenhum seminarista ia ver cinema. Também os padres eram aconselhados a não irem para o cinema, mas eu fui ser assistente eclesiástico de um ciclo de operários católicos e então pensei que um meio também de sustentar o financiamento seria organizar um salão de cinema, uma sala de projeção de cinema. Então organizamos aqui na região perto da maternidade Cândida Vargas hoje, e aí fui ao Rio de Janeiro, comprei as máquinas, foram instaladas, funcionou bastante tempo, com bastante precariedade, porque a gente tinha que fazer a seleção de filmes. Essa seleção de filmes tinha critérios éticos da maioria daquele tempo, que era tradicionalista. Mas eu percebi que precisava ir mais longe, que o cinema não é só questão de ter uma sala e selecionar os filmes, é questão também de criação, de produção e de uma educação da consciência dos espectadores que vão ao cinema. Então se organizou o cine-clube do qual fazia parte o José Rafael de Menezes, o Luís de Gonzaga Fernandes, hoje Bispo de Campina Grande, e fazia também parte Geraldo Carvalho, que tinha um jeito, uma habilidade especial para o cinema, era crítico de cinema e jornalista. Isso foi mais ou menos em 1955, 1956.
Durval: Como era feita a seleção, de onde vinham os títulos e como era essa mostra?
Dom Fragoso: A decisão para o caso do cine-clube, eu não falo do cinema do Ciclo Operário, eu falo do cine-clube. O cine-clube era um colegiado - Rafael, Geraldo, Luís de Gonzaga Fernandes, eu, mais alguns universitários - , então o critério tinha que articular os pontos de vistas diferentes de nós todos. Em geral predominava a qualidade cinematográfica. Para nós o cinema ia sendo descoberto pouco a pouco uma arte, uma arte que tem sua linguagem específica, sua gramática, sua sintaxe, e quem não é iniciado nela dificilmente percebe um mundo de coisas que o cinema quer comunicar. Então nós fomos obrigados a estudar um pouco, debater a linguagem do cinema e, na luz desse critério (qualidade cinematográfica), a gente escolhia os filmes. É claro que entrava o ponto de vista ético. Quarenta anos atrás, além de eu ser um padre, é claro que isso influía, mas não era o critério principal. O critério principal era a qualidade cinematográfica. Até começamos a assinar algumas revistas. Eu assinava da França, que ajudava a compreender a história do cinema, a história dos cineastas principais.
Durval: Nesse momento já existia alguma intenção de buscar o cinema social, de se ter a história social do cinema, o cinema como veículo de transformação ?
Dom Fragoso: Havia muito pouco, porque nós estávamos numa Paraíba onde só muito depois esses termos começaram a chegar. Talvez em 62, 63, aí as coisas aqui começaram a ficar mais vivas, quando em todo Brasil havia uma efervescência, havia grupos de cultura popular e de consciência crítica, no governo de Paulo Freire. Naquele tempo 55, 56, não havia quase nada, mas eu tinha tido o privilégio de pertencer a Juventude Operária Católica (JOC), que foi fundada na Bélgica por um Cardeal. Estava em 97 países do mundo, no Brasil estava organizada e eu acompanhava como assessor do assistente eclesiástico, desde a Bahia até o Maranhão. O social começou a ter uma importância fundamental para mim, então a partir daí eu também queria encontrar no cinema qual mensagem ele trazia nessa linha. Se ele acolhe o social nos apelos da transformação da sociedade, ou não. Isso também interessava, mas não era o predominante, só muito tempo depois isso entrou aqui.
Manoel Jaime: Esse grupo tinha uma preocupação com o cinema de arte, uma preocupação estética, porém não tinha um público consumidor para esse tipo de filme. Qual foi o comportamento do grupo no sentido de criar um público mais tradicional, um público mais afinado, mais relacionado com esse tipo de filme?
Dom Fragoso: A gente sabia que era só o ponto de partida de todo um trabalho que se estava fazendo na Alemanha, na França, que era a educação da juventude nas escolas, para que se aprendesse a ter uma visão crítica do cinema, não ser envolvido pelo show do cinema, pelas emoções do cinema, mas guardar uma certa distância crítica, para poder aproveitar o que o cinema tem. A gente estava muito preocupado com isso. Aí algumas pessoas de escolas, alguns professores ou professoras, algumas pessoas interessadas na educação, começaram a se reunir conosco para isto, mas não tínhamos nenhuma influência pública, havia páginas de imprensa publicada, mas era pouca coisa. Havia muitíssimas dificuldades, a seleção dos filmes e também a qualidade. Em geral, a gente percebia que cinema de alta qualidade nem sequer encontra financiadores, os produtores. Os que financiam cinema, financiam porque recuperam dinheiro. Por exemplo, um Vitório de Sicca fazia um cinema de alta qualidade, que era um fracasso financeiro, mas fazia três ou quatro filmes populares porque ele recuperava todo o dinheiro e investia no de qualidade.
Durval: O senhor, dentro da Igreja, iniciou como um exibidor e um crítico da linguagem cinematográfica. A Igreja no Brasil utilizou o cinema como exibidora, produtora, ela viu no cinema uma forma da mensagem Católica. Em algum momento houve um pensamento crítico dentro da Igreja, fora o Ciclo Margarida de Prata? Houve algum movimento da Igreja na produção cinematográfica ?
Dom Fragoso: Não há muita coisa organizada, mas dentro dos Bispos e dentro da Igreja Oficial havia duas tendências predominantes: uma tendência era um pouco mais moralista, tentando ajudar na formação das pessoas, do espectador. Quando se referia aos filmes, não era analisada, predominantemente, a qualidade própria do cinema, mas a mensagem e o conteúdo. A outra tendência era um grupo pequeno, sobretudo ligado ao Departamento de Cinema da CNBB. Esse grupo era mais crítico e decidiu predominar a linguagem típica do cinema em respeito à arte do cinema e a beleza própria que se expressa ali dentro, mas também havendo uma articulação. O cinema deve ajudar a construir pessoas humanas capazes de serem cidadãos para ajudar o país.
Durval: Quem eram os pensadores da igreja?
Dom Fragoso: Um deles era Hélder Câmara, que foi durante doze anos o Secretário Geral da CNBB e foi o homem de uma eficácia fora do comum, que olhou todas as dimensões, mas sobretudo a literatura, o cinema. É um apaixonado. Então ele estimulou bastante.
Manoel Jaime: E a CNBB atualmente dedica algum espaço ao cinema ?
Dom Fragoso: Sim, continua com seu Departamento de Cinema, Rádio e Televisão. Ela se informatizou bastante...
Manoel Jaime: Mas em relação ao cinema, o que a CNBB atualmente faz ?
Dom Fragoso: Pelo pouco que eu convivo, eu acompanho pouco, o Departamento de Cinema está muito frágil. O que ela fazia era debater os filmes com um grupo interessado, acompanhar alguns produtores...
* Durval Leal é documentarista e coordenador de projetos do Para'iwa.
** Manoel Jaime é médico.
(extraído do Informativo Para´iwa nº 09 - 10/09/1999
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Segunda-feira, Agosto 07, 2006
09/08 | quarta | 19h30| SELECTA por Bruno Góes
MOSTRA EDUARDO VALENTE
"Um sol alaranjado", de Eduardo Valente (18 min, 2001, RJ)
"Castanho", de Eduardo Valente (13 min, 2002, RJ)
"O Monstro", de Eduardo Valente (13 min, 2005, RJ)
Videoclipes dirigidos por Eduardo Valente:
"Condicional", música de Rodrigo Amarante (Los Hermanos)
"Morena", música de Marcelo Camelo (Los Hermanos)
Bônus - filmes de seu assistente e cineasta Felipe Bragança.
"O nome dele (O clóvis)", de Felipe Bragança (15 min,2004)
"Jonas e a Baleia", de Felipe Bragança (20 min, 2006)
Seja na crítica cinematográfica ou fazendo filmes, Eduardo Valente tem se destacado no cenário audiovisual brasileiro. Com três curtas metragens em película, todos exibidos no concorrido Festival de Cannes, o cineasta se prepara para as filmagens de seu primeiro longa-metragem, o filme 'Vórtice'. Os paraibanos poderão conhecer a sua obra na mostra dedicada a ele, que acontece no Tintin Cineclube, nessa quarta-feira, dia 09, as 19h30, promovido pela ABD/PB (Associação Brasileira dos Documentaristas).
Além de cineasta, Eduardo trabalha como professor, organizador de festivais e mostras de cinema, e crítico - tendo editado por seis anos a revista eletrônica Contracampo. Em 2001, ele estreou no cinema com o curta 'Um sol alaranjado', projeto de conclusão de curso realizado na UFF, que foi premiado em Cannes.
Os seguintes filmes compõem a mostra: 'Um sol alaranjado' (18 min, 2001), 'Castanho' (13 min, 2005), 'O monstro' (13 min, 2005), além de dois videoclipes de músicas do 'Los Hermanos' dirigidos por Eduardo: 'Condicional' (3min, 2003) e 'Morena' (3min, 2004). Também será exibido dois curtas de seu costumeiro assistente, o diretor e crítico Felipe Bragança, são eles: 'O nome dele (o clóvis)' (15min, 2004) e 'Jonas e a baleia' (20min, 2006).
A mostra dá continuidade ao projeto 'Selecta', onde convidados programam e apresentam as suas compilações de curtas. Dessa vez, é o cinéfilo Bruno Góes que irá debater com o público após a sessão.
'Um Sol Alaranjado' mostra o cotidiano de uma mulher cuja vida é devotada ao pai, que se encontra velho e doente. Quando este morre, no entanto, a garota assume uma postura chocante com relação à situação. Em 'Castanho', Eduardo se inspirou num conto de Mário Prata, para discursar, com poucos diálogos e em forma de musical, sobre o amor e tudo aquilo que fazemos por ele.
'O monstro', seu curta mais recente que concorreu a palma de ouro em Cannes, apresenta o interrogatório de um delegado com um humilde pescador que, cansado de ter sua pescaria atrapalhada pelo barulho do trem que passava no mesmo local, retira parafusos do trilho do trem, fazendo com que ele se descarrile e resultando num acidente que deixou cerca de 100 vítimas. Baseado num conto do escritor russo Anton Tchekhov.
A sessão é gratuita e acontece nas dependências no cine-teatro Lima Penante. Mais informações pelo tel. (83) 3221.8450. Vale lembrar, que toda quarta tem sessão no Tintin Cineclube.
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Sexta-feira, Agosto 04, 2006
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