Quarta-feira, Abril 26, 2006
PROGRAMAÇÃO ABD-PB/ URBE AUDIOVISUAL

26/4 | quarta | Cine-teatro Lima Penante | 19h30 Entrada franca
TINTIN CINECLUBE APRESENTA DOCTV RETRÔ

"O Massacre de Alto Alegre", de Murilo Santos (Maranhão, 55min, doc, 2005)
Sinopse: As causas e conseqüências do ataque dos índios Tenetehara /Guajajara a uma missão indígena capuchinha em Barra do Corda ¿ MA, em 1901.
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27/4 | quinta | Cine-teatro Lima Penante, 21h | R$ 2 e R$ 1*
TINTIN CINECLUBE APRESENTA ASSACINE {CURTA INÉDITO EM JOÃO PESSOA}
Eletrodoméstica, de Kleber Mendonça (Recife, fic, 22 min, 2005)
Sinopse: Classe média, Anos 90, 220 volts.
+ debate com Kleber Mendonça, festa com djs convidados e bar psicotrônico em pleno funcionamento

ABD-PB /// URBE AUDIOVISUAL
ENDEREÇO
Rua João Machado, 67, Centro (no mesmo prédio onde funcionam ntu/ufpb)

TEL
83 3221 8450

E-MAIL
abd_pb@yahoo.com.br

FUNCIONAMENTO
segunda a sexta, de 9h00 as 13h00 / 15h00 as 18h30

PATROCÍNIO
Programa Cultura Viva, Ministério da Cultura

PARCERIAS
Funjope, UFPB/PRAC/COEX/NTU E TV UFPB



postado por cricriticas às 5:41 PM
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Segunda-feira, Abril 17, 2006
OFICINA DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRODUÇÃO PARA AUDIOVISUAL

MINISTRANTE
Daniel Santiago(SP)

PERÍODO
24 a 28 de abril de 2006

LOCAL
Ponto de cultura Urbe Audiovisual

OBJETIVO
Capacitar os alunos a exercerem as diversas funções de produção necessárias à realização de uma obra audiovisual.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
- Quem é quem na produção;
- Processos de produção em cinema e vídeo;
- A produção interagindo com as demais funções;
- De assistente de Produção à Produção Executiva;
- Etapas da organização de uma obra audiovisual e intervenções da produção;
- Exercício práticos de produção a partir de um roteiro.

PRÉ-REQUISITOS
Alunos que têm ou tiveram experiência com produção audiovisual.

INSCRIÇÃO:

De 17 a 20 de abril de 2006.
Preenchimento da ficha de inscrição (disponível na sede da ABD-PB) + declaração de cumprimento da carga horária integral da oficina (35 horas) e de concordância em fazer uma palestra para os Agentes de Cultura Viva do Ponto de Cultura Urbe Audiovisual sobre tema de seu conhecimento após o curso.

SELEÇÃO
A seleção será feita através da análise do currículo dos pretendentes.

VAGAS
l8 alunos.

CARGA HORÁRIA
35 horas

HORÁRIO
De segunda a sexta em 02 períodos;
tarde (14h00 às 18h00) noite (19h00 às 21h00)



ABD-PB /// URBE AUDIOVISUAL

ENDEREÇO
Rua João Machado, 67, Centro (no mesmo prédio onde funcionam ntu/ufpb)

TEL
83 3221 8450

E-MAIL
Abd_pb@yahoo.com.br

FUNCIONAMENTO
De segunda a sexta, de 9h00 as 12h00 / 14h00 as 18h00

PATROCÍNIO
Programa Cultura Viva, Ministério da Cultura

PARCERIA:
FUNJOPE, UFPB/NTU/COEX/PRAC




postado por cricriticas às 12:15 PM
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Terça-feira, Abril 11, 2006
Em homenagem ao dia do índio e diante de uma generosa oferta de filmes e vídeos com temática indígena recém realizados em terras paraibanas, pernambucanas e maranhenses, a abd-pb convida para sua programação de exibições e curso de especialização em produção.

No decorrer deste mês de abril, as dependências do Cine-Teatro Lima Penante, receberão 6 vídeos que abordam diferentes olhares sobre o índio brasileiro.

QUARTA, 12 DE ABRIL, ÀS 19H30

Monte-Mór é nossa terra, de Mirna Nóbrega, Francisco Sales, Suelyta Alves, Eliene (João Pessoa, 24min, doc, 2005)

Sinopse: A Terra Indígena Potiguara de Monte-Mór, localizada na zona da mata paraibana, sempre foi alvo da ação dos latifundiários. Medo, violência, perseguições e invasões de terra marcam a história do lugar desde a chegada da Companhia de Tecidos Rio Tinto, no início do século XX. Neste documentário os depoimentos dos índios relatam os bastidores de uma história não registrada oficialmente.

Maria Caboca, de Mirna Nóbrega, Francisco Sales, Suelyta Alves, Eliene (João Pessoa, 30min, doc, 2005)

Sinopse: As marias do mundo... as cabocas do nordeste brasileiro, onde ser mulher, mãe, filha, índia, traz o peso de identidades subjugadas. Neste documentário, são registradas as histórias de vida, interpretações do mundo, expectativas, felicidades e desilusões das mulheres Potiguara de Monte-Mór. Integrantes de uma situação social invisibilizada, as histórias dessas Marias refletem as de outras tantas neste Brasil.

Promoção: Ponto de Cultura Urbe Audiovisual | ABD-PB - Av. João Machado, 67, Centro - João Pessoa, PB
83+3221.8450 | abd_pb@yahoo.com.br
Entrada franca
www.birilo.blogger.com.br

Patrocínio:
Programa Cultura Viva | Ministério da Cultura
Parceria
UFPB/NTU/COEX/PRAC | Funjope |



postado por cricriticas às 10:30 AM
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Quinta-feira, Abril 06, 2006
[ DOCTV III - INSCRIÇÕES ATÉ AMANHÃ ]

Amanhã, 7 de abril será o último dia para inscrever projetos para a terceira edição do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro - DOCTV III. Os interessados devem efetivar suas inscrições na TV UFPB, localizada no campus de João Pessoa, fone: 3216-7720 / 7721.

O Programa é fruto de uma parceria entre a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, a Fundação Padre Anchieta/TV Cultura de São Paulo e a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (ABEPEC), com apoio da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD).

Com inscrições abertas desde o dia 1º de fevereiro, o Programa DOCTV III premiará 35 projetos de -documentários regionais, que serão selecionados nos 27 concursos, com contratos de co-produção no valor /de R$ 100 mil, cada, e com exibição garantida na Rede Pública de Televisão.



postado por cricriticas às 2:12 PM
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Terça-feira, Abril 04, 2006
Francesa mostra como o cordel influenciou o Cinema Novo



* ASTIER BASÍLIO

Literatura de cordel e Cinema Novo. Assuntos que dizem muito da realidade nordestina são os objetos de estudo da professora fancesa Sylvie Debs, professora de Letras Modernas na Universidade Robert Schuman de Strasbourg, que transita com desenvoltura nestes dois temas. Ela dará a palestra "Influência do Cordel na estética do cinema novo", hoje, a partir das 16 horas, Aliança Francesa. A entrada é franca

É plenamente justa e apropriada a acepção "cinema de cordel", utilizada por Wladimir Carvalho, no Encontro Paraibano de Cinema, realizado na Nova Consciência em Campina Grande, referindo-se ao trabalho feito no documentário "Aruanda" (1960), espécie de antecipador da estética da fome de Glauber Rocha, teórico e líder do Cinema Novo.

A literatura de cordel, cujas raízes remontam à tradição européia, desenvolveu-se aqui no Nordeste, como expressão do sentimento e da vida de mundo do povo. Com uma variedade temática surpreendente, que compreende títulos que vão desde estórias de bois, biografias, heróis pícaros, como João Grilo, Cancão de Fogo, Pedro Malazartes, até acontecimentos factuais. O cordel, impresso em tipos rudes, com papel de jornal barato e ilustrado com estampas compostas por xilogravuras, foi, a um só tempo, veículo de entretenimento,cultura e informação.

Toda a base mítica, temática e poética do Romanceiro Popular, entrevista no cordel, foi aproveitada em vários casos no Cinema Novo. O melhor exemplo é "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1963), de Glauber Rocha. O filme trabalha com dois ciclos bastante recorrentes no cordel: o fanatismo (vide os vários títulos a personagens católicos como Padre Cícero Romão e Frei Damião) e o cangaço (inúmeras são as estórias compostas tendo Lampião como personagem).

A fotografia estourada dos cinemanovistas tinha uma relação de diálogo com a aspereza e o toque chapado das xilogravuras dos cordéis.

Sylvie Debs é professora de Letras Modernas na Universidade Robert Schuman de Strasbourg está atualmente no Brasil, desenvolvendo suas pesquisas sobre literatura de Foi ela quem organizou, para editora Hedra, o livro "Cordel.Patativa do Assaré: Uma Voz do Nordeste". Debs é membro da Almecin/fer (América Latina, Mediterrânea, Europa, Cinemas - Federação Europeia das Redes) e membro-fundador do Cinus (Cinema Universitário de Strasbourg), em que realizou vários curtas-metragens, ela também defendeu sua tese de doutorado sobre a literatura e o cinema brasileiro na Universidade Le Mirail (Toulouse) em Novembro de 2000: "A projeção de uma identidade nacional. Literatura e cinema no Brasil : 1902-1998. O caso do Nordeste".

Hoje em dia, está acontecendo uma valorização da literatura de cordel, gênero antes considerado ralé. Universidades de todo o mundo tem estudado folhetos, ao passo em que o público consumidor foi completamente modificado. Os segmentos C e D, semi-alfabetizado que adquiria os folhetos em feiras, não consome mais este produto.

Não há mais vendas em feira e quando há são muito escassas, sem fazer sequer sombra ao comércio que existia nos anos 1950, por exemplo. O público que hoje em dia se interessa e compra cordéis são basicamente pesquisadores, universitários e pessoas letradas que gostam de cultura popular e têm consciência da importância da literatura de cordel.

[ fonte: extraído do Jornal da Paraiba, 04/04/2006]


postado por cricriticas às 8:15 AM
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