Sexta-feira, Dezembro 30, 2005
Final de ano, aquela mesma coisa. Todo mundo correndo, pessoas viajando, promessas mils são feitas... pra começar tudo de novo no ano que vem. O Birilo não perde a oportunidade, aproveita esse momento para desejar a todo mundo um bom ano bom e deixar de brinde dois textos sobre o cinema paraibano [uma espécie de balanço do que aconteceu aqui nestas bandas da Parahyba] que circularou em dois jornais locais. É isso, segue o baile.

[ Cinema paraibano em alta ]

Por Calina Bispo

"Tu quer saber mesmo?! Custa Caro!". Assim termina o filme paraibano mais premiado em 2005. Em bitola 16, o estreante Bruno Sales filmou o urbano Cão Sedento. Um curta-metragem de ficção que arrematou 5 prêmios em festivais de cinema de Pernambuco, Natal, Brasília e Vitória.

Mas a notícia boa não trata apenas dos prêmios conquistados por Cão Sedento, mas de uma temporada iniciada pelo filme de Sales. Em 2005, os quatro filmes rodados no Estado em película, são de ficção. Os curtas "Alma" de André Morais, "Meio do Mundo", de Marcus Vilar e o longa-metragem "Por 30 Dinheiros", de Vânia Perazzo encerram a temporada 2005.

Porém, como a afirma a presidente da Associação Brasileira de Documentaristas, Seção Paraíba, a diretora Ana Bárbara Ramos, essa temporada não se conclui em 2005, "pois temos três filmes atualmente em fase de pesquisa e produção e que estarão sendo concluídos ainda em 2006". Um dos exemplos é o documentário em 35mm que a própria Ana Bárbara está dirigindo sobre a cidade de Cabaceiras.

Além das películas, a Paraíba também está alcançando grande visibilidade no cenário nacional através de suas produções em vídeo. Os vídeos "O Senhor do Engenho", de Bertrand Lira e "O Menino e a Bagaceira", de Lúcio Vilar são exemplos positivos da produção digital paraibana.

Entres os novos diretores merecem destaque os premiados da Mostra Competitiva de Vídeo do 11º Festival Nacional de Artes, Marcelo Coutinho, Niltildes Batista e Taciano Valério. Este último garantiu os prêmios de Melhor Direção, Melhor Documentário Paraibano, Melhor Documentário Nacional e o Prêmio Cabeçote, concedido pela Associação Brasileira de Documentaristas.

Entre os programas de incentivo à produção e formação audiovisual, a Paraíba foi contemplada em dois grandes projetos. O primeiro foi na série "DOCTV II - Olhares Imaginando Um Brasil" que financiou o documentário paraibano "Péricles Leal, o Criador Esquecido", de João de Lima e Manuel Clemente.

"Revelando os Brasis" contemplou em sua primeira edição, 5 municípios paraibanos com menos de 20 mil habitantes. O resultado foi a realização de curtas-metragens em Pitimbu, São Sebastião do Umbuzeiro, Jacaraú,, Aparecida e Gurinhém.

Preocupação com formação do público

Vem crescendo cada vez mais no Estado, a preocupação com a formação tanto do público espectador quanto dos próprios realizadores. Com a implantação do Ponto de Cultura Urbe Audiovisual / ABD-PB, essa intenção foi institucionalizada. Desde sua inauguração, no mês de outubro, já foram realizadas oficinas básicas e oficinas de especialização com o objetivo de contrabalançar a formação técnico-profissionalizante com a transmissão de conhecimento teórico, a fim de dar sustentabilidade às atividades práticas.

"Teatro e Cinema: influências e adaptações", "Artes plásticas e a imagem em movimento" e "Cinema brasileiro: da crise dos anos Collor à Retomada (1990-2002)". Foram alguns exemplos da proposta da Urbe Audiovisual desenvolvida em 2005. Segundo Zonda Bez, que também integra a ABD-PB, "para 2006, a expectativa é que os cursos livres passem a acontecer com freqüência, não sendo programados, contudo, para período de outras oficinas da instituição - mesmo não sendo concorrência, por conta da diversidade de público-alvo, dificulta a produção e a difusão da informação - e mantenham o viés de formação de um olhar crítico diante da cultura audiovisual e preocupações de teor teórico", conclui.

O cineclubismo merece um destaque especial, tendo em vista que em 2005 foi comemorado os 50 anos de atividade no Estado. A comemoração se deu através da realização do Seminário de Cinefilia e Crítica, que trouxe a João Pessoa um dos maiores documentaristas brasileiros, Vladimir Carvalho.

Neste cenário pode-se identificar os cineclubes Tintim por Tintim do Ponto de Cultura Urbe do Audiovisual, o Aruanda, na UFPB e Imagens Amadas no Centro Federal de Ensino e Tecnologia (Cefet). Todos objetivam prioritariamente difundir a cultura cinematográfica paraibana e promover uma percepção mais crítica do produto audiovisual.

Ciente do papel formador que o cineclube desenvolve, Ana Bárbara afirma que a ADB-PB pretende já no início de 2006, realizar um mapeamento dos cineclubes de João Pessoa para assim realizar planejar um calendário único de exibições. "Pretendemos assim incentivar o fortalecimento de um circuito alternativo de exibição".

Projetos como o Cinema na Rua e Cinema na Escola, desenvolvidos pelo Sesc-PB, que já acontecem no Estado desde o ano de 1990, em 2005 ultrapassou as fronteiras geográficas da Capital paraibana, ao estabelecer uma parceria direta com o Governo do Estado, através da Secretaria de Educação.

Segundo Tarcísio Queiroz, técnico de cinema do Sesc e coordenador dos projetos, "mais de 27 mil alunos tiveram a oportunidade de conferir nossa programação. Este ano levamos o cinema a cidades como Santa Rita, Bayeux, Cabedelo, Conde, Campina Grande, Patos, Cajazeiras, Picuí, Monteiro, Pedra Lavada, Sumé e Nova Floresta", afirma.

O setor de cinema do Sesc também realizou ao longo do ano diversas mostras temáticas, a exemplo das que enfocaram nomes paraibanos como Zé Dumont, Luiz Carlos Vasconcelos e Sóia Lira.

Para o crítico de cinema João Batista de Brito, um dos fatores mais positivos para o cinema paraibano está na outra ponta da mensagem. "Quero destacar que a recepção também por parte dos críticos é muito positiva. O que eu quero dizer é que também tem cinema nos jornais. A crítica, apesar de poucas pessoas escreverem sobre cinema, continua se mostrando em nossos jornais, a exemplo de Renato Félix, Lúcio Vilar e Astier Basílio", avalia.

[ fonte: Jornal A União [http://www.auniao.pb.gov.br / Cultura, quinta, 29 de dezembro de 2005]


[ Luzes do cinema iluminaram 2005 ]

A produção audiovisual paraibana _ em cinema e em vídeo _ apareceu bem no ano que vai terminando, apesar das dificuldades, e os cineastas já planejam os projetos que vão levar à frente no ano que vem.

* RENATO FÉLIX

O audiovisual paraibano não tem vida fácil, nunca teve. Falta dinheiro, a produção tem de lidar com um certo descrédito (para dizer o mínimo) de investidores particulares, tem de peregrinar pelas leis de incentivo (que se transformaram nas salvadoras da pátria), os realizadores levam muito tempo para pôr suas idéias na tela - situações que aqueles que conhecem um pouco essa realidade já estão carecas de saber, que é um reflexo em menor escala do que também acontece no País como um todo, e que não mudou em 2005. Mesmo assim, há muito o que comemorar. A produção está acontecendo, na prática, entre os nomes célebres acostumados a ganhar prêmios em festivais pelo País - como Marcus Vilar e Torquato Joel - e também entre novos nomes, que levam com o coração suas produções de estréia, seja em cinema ou em vídeo - caso de Bruno de Sales e Lorena Travassos.

Marcus Vilar lançou este ano um de seus melhores filmes: O Meio do Mundo. Um conto sobre um rito de passagem no Sertão, com a participação da atriz Conceição Camarotti, que havia feito Amarelo Manga (2003), de Cláudio Assis. Sem diálogos, com uma bela fotografia (a cargo de Roberto Iuri, premiado na categoria em Brasília), o filme se constitui, basicamente, de uma caminhada entre pai e filho até o momento do rito em questão.

"Foi maravilhoso. Não só para mim, mas para o cinema paraibano como um todo foi um ano muito produtivo", disse o cineasta. "O Meio do Mundo" também participou do Festival Internacional de Curtas, no Rio de Janeiro.

Para o ano que vem, Vilar planeja finalizar seu documentário em longa-metragem sobre Ariano Suassuna. "Noventa e nove por cento do filme já está gravado, mas como está demorando para finalizar, começam a aparecer novas idéias", diz ele. O cineasta vai continuar inscrevendo a finalização do filme nas leis de incentivo, enviando "O Meio do Mundo" para festivais pelo País (o primeiro é o de Tiradentes, cidade histórica de Minas Gerais) e retomar o projeto de outro longa: um documentário sobre Jackson do Pandeiro.

Falando em longas, 2005 marcou o lançamento de um fato raríssimo: um longa-metragem de produção paraibana. Com todos os problemas, Por 30 Dinheiros (2005), de Vânia Perazzo e Ivan Hlebarov, junta-se a O Salário da Morte (1970), de Linduarte Noronha, e O Caso Carlota (1975), de Machado Bitencourt, na história do cinema paraibano. O desafio para o ano que vem diz respeito à distribuição: levar o filme às salas, já que este ano, ele só foi visto em três sessões especiais em João Pessoa.

A exibição é um dos pontos comemorados por Torquato Joel em 2005. Na Funjope, ele cuidou do projeto Cine Volante, que exibiu filmes paraibanos em vários bairros de João Pessoa. "Achei muito legal ter essa experiência de tratar com a administração pública. O projeto exibiu filmes para mais de 12 mil pessoas e possibilita abrir espaços". No campo da produção, Torquato filmou mais um curta este ano: Gravidade. A linha é experimental, como os anteriores "O Verme na Alma" e "Transubstancial", também dele. "Estou feliz com essa produção. É meu trabalho mais amadurecido", contou.

* Ficção se firma como nova tendência

Bruno de Sales surgiu como um nome expressivo da novíssima geração de cineastas. Ligado à Associação Brasileira de Documentaristas, secção Paraíba, o jovem diretor lançou "O Cão Sedento" este ano e imprimiu seu estilo no curta, com uma estética jovem, e com vibração, apesar das arestas que ainda precisam ser aparadas.

O Cão Sedento é ficção, gênero narrativo que vem ganhando espaço na produção local, historicamente propensa ao documentário. A repercussão foi a melhor possível, com a seleção para mais de uma dezena de festivais brasileiros e prêmios no Cine - PE (direção e montagem), no Curta Natal (2º lugar), no Festival de Brasília (direção) e em Vitória (trilha sonora). "Foi um ano de muitas surpresas pra mim", disse Bruno de Sales. "Fizemos um filme sem a menor pretensão de nada..."

O diretor volta a filmar em março, um curta em 16 milímetros, uma co-produção João Pessoa/Belo Horizonte. "É uma ficção, colorida, sobre um assalto a banco", adiantou.

No apagar das luzes do ano, surgiu o nome de Lorena Travassos, com o lançamento do vídeo Táxi. Ela não foi a única a buscar no vídeo um meio de levar à frente suas idéias no audiovisual - Marcelo Coutinho, Audaci Júnior e outros também apareceram com destaque no ano. Lorena é um exemplo de uma geração que simplesmente dá um jeito de fazer. "Fiz com o que aprendi vendo, não tive orientação nenhuma. E fazendo, aprendi um monte de coisas", contou ela.

Táxi também é uma ficção, com roteiro da própria diretora. Ela foi assessora de imprensa nas filmagens de "O Meio do Mundo" e aproveitou para se aproximar da área da fotografia e aprender. Já prepara o segundo trabalho, também roteiro dela, que será gravado em fevereiro, e está escalada como assistente de direção em um curta que também será filmado ano que vem.

Em Campina Grande, "O Buraco", de Taciano Valério, foi o destaque, resgatando a história de um ex-combatente da II Guerra e sendo um exemplo de um crescimento nas produções também por ali. Graças aos interessados que vêm se aglomerando em torno de dois núcleos: um, na UFCG, e outro na UEPB. Vamos esperar que seja uma tendência a ser seguida. Luzes, câmera, ação!

[ fonte: Jornal da Paraiba, 28 de dezembro de 2005 ]


Sexta-feira, Dezembro 23, 2005


[ Sarau cinematográfico com Vinicius de Moraes ]



Por Zonda Bez | pesquisador de cinema e membro da ABD-PB

"Alegria é a melhor coisa que existe/É assim como a luz no coração".
Depois dos créditos finais, Chico Buarque, Toquinho e Edu Lobo contam um dos segredos do poeta-diplomata Vinicius de Moraes e, sentado na fila de trás do cinema, sorrio como um adulto que Miguel Faria Jr. conseguiu aplicar um verniz sensível à alma.

"Vinicius" é um documentário que se curva, com inflexão adequada, ao universo de mulheres, música, poesia, viagens, amigos e uísque daquele Moraes que os mais chegados, a partir dos comentários citadinos, clamavam em coro de "imoral". A vida entre o Itamaraty e o boteco da esquina carioca fez de Vinicius personagem ímpar no universo da cultura brasileira. Pra não contrariar aos chefes, apresentava-se sempre de terno e gravata nos shows e era proibido de ser remunerado. Quem sofria com isso era a família...melhor, as famílias, já que o poetinha andou casado, pela contabilidade oficial, com nove belas mulheres!

O fio da história não escapa a Miguel Faria Jr (ele dirigira anteriormente a comédia de costumes "Xangô de Baker Street", a partir de livro de Jô Soares), sem transformar seu documento em peça de raízes fincadas aí apenas. Apresenta Vinicius de Moraes, nascido em 1913, como artista da modernidade, e como sua composição musical e poética reflete e cria reflexos de um Brasil de tantas promessas. "Qualquer coisa de triste/Qualquer coisa que sente saudade...".

Além de depoimentos de quem esteve por perto, cresceu ouvindo, bebeu garrafas em noitadas em Petrópolis junto a ele " Maria Bethânia, Baden Powell, Tonia Carreiro, Antonio Candido, Tom Jobim, entre outros " o filme propõe um intertexto com o teatro a partir da leitura de textos e poesia de Vinicius por Camila Morgado " ó, presença que tantos arroubos causa a um coração desavisado! " e o intenso e múltiplo Ricardo Blat. Mescla-se ainda aí interpretações de canções do seu repertório, da bossa-nova aos afro-sambas, por artistas como Adriana Calcanhoto, Mônica Salmaso, Zeca Pagodinho, Mart´nália, Mariana de Moraes, Caetano Veloso...É que Vincius subia o morro branco e descia pretinho da silva! A Bahia não estava tão longe assim do Rio de Janeiro, sabia, e Orfeu era um malandro grego na Broadway carioca.

Com tanto artistas canonizados juntos, falando de uma pessoa só sendo contudo tantas, fica até difícil criar um contraponto natural ao homem-mito capaz de "qualquer baixeza pra conquistar uma mulher". Nesse ponto sensível, quando uma produção pode descambar para o maniqueísmo dos elogios em cascata e deixar visível o elo da manipulação, o filme propõe um equilíbrio tocando nos pontos sensíveis daquela alma livre, perdulária, chegada ao uisquinho diário e capaz de sorrir, chorar e se apaixonar numa qualquer mesa de bar. Humano, sem dúvida. Mas sem ser assim, seria ele capaz de revelar com tanto fervor e intimidade da arte de um ser que ama outro? É uma forma de oração ouvir e saber de Vinicius.
"Não há nada que conforte /A falta dos olhos teus".

Vinicius | Miguel Faria Jr.,documentário,122 minutos,2005


Terça-feira, Dezembro 13, 2005
Arte independente e documentário holandês no Ponto de cultura urbe audiovisual /abd-pb

Por conta da realização da Semana Latino-Americana de Arte Independente (Selai) em João Pessoa, no dia 14 de dezembro (quarta-feira), o Tintin pour Tintin traz uma programação especial de cinema e vídeo falando de arte, cultura, manifestações urbanas e relatos do cotidiano.

Um grupo de artistas e 'assaltantes culturais' começaram a invadir as salas de aula do CCHLA levando manifestações espontâneas e poesias diversas que quebravam as formas convencionais de se recitar frases. As influências eram dadaístas, do teatro do absurdo em busca do expressionismo e outras escolas para que pudéssemos desenvolver a partir do laboratório cotidiano uma nova expressão. Esse grupo se chamava: CCP = centro de cultura popular... Mas conforme Nestor Garcia Cancline, a escola de Frankfurt e outras leituras foram fazendo parte dos nossos debates em reuniões e mesas de bares, começamos a nos questionar se isso fazia parte da cultura popular... E afinal, o que é cultura popular? O que vem do espontâneo da população, registrando seus valores históricos ou o que a maioria tem acesso a absorver?
Enfim... Esse é um dos debates que temos até hoje e que tentamos vencer na teoria prática.
No ano passado conhecemos pela Internet o pessoal da Argentina, especificamente Rosário e os mesmos nos apresentaram a proposta da SELAI: -1

O artepraqueter? É uma pergunta que pode ser respondida a partir dos nossos intercâmbios e discussões... Pra que ter arte? Como tê-la? Pra que ter?
O artepraqueter? É filho da SELAI, pela necessidade de fomentação cultural e ampliação das linguagens resolvemos integrar artistas, com debates e produções constantes, rumo a projetos futuros e a integração total quebrando os parênteses de homogeneização... Muitas peculiaridades a serem descobertas, apreciadas e experimentadas.

PROGRAMAÇÃO

Dia 14 de Dezembro de 2005 | 19h30 | Cine-Teatro Lima Penante

Mostra Selai | Semana Latino-americana de arte independente
Durante o encontro que integra várias linguagens criativas produzidas por artistas latino-americanos, com o objetivo de levar a arte para o cotidiano das pessoas, trazemos uma programação especial de cinema e vídeo falando de arte, cultura, manifestações urbanas e relatos do cotidiano.


Dia 15 de Dezembro de 2005 | 19h30 | Cine-Teatro Lima Penante

O documentário holandês: Ivens e Keuken
Quatro filmes revelam a criatividade do cinema documental holandês do século 20 através de dois realizadores: Joris Ivens e Johan van der Keuken.

Joris Ivens | Holanda, 1898-1989

A Ponte ( doc., 11', 1928, p&b)
Sinopse | Uma ponte levadiça é o tema deste filme. Um laboratório de movimentos, cores, formas, contrastes, ritmos, e a relação entre todos estes fenômenos.
A Chuva (doc., 12', 1929, p&b)
Sinopse | Uma sinfonia visual dedicada às mudanças nos ares de Amsterdã durante um dia de chuva.

Johan van der Keuken | Holanda, 1938-2001

Big Ben: Webster na Europa (doc., 31', 1967)
Sinopse | A estadia européia do grande saxofonista norte-americano, morto em 1973, e um dos mais surpreendentes filmes de Keuken.
Herman Slobbe: criança cega 2 (doc., 29', 1966)
Sinopse | A história de uma personagem realmente especial. Um filme espontâneo que foge das armadilhas do gênero.

_
PONTO DE CULTURA _ URBE AUDIOVISUAL _ABD-PB
Promoção: Tintin por Tintin cineclube _ Av, João Machado, 67, Centro
fone /fax: 83 - 3221-8450
www.birilo.blogger.com.br / abd_pb@yahoo.com.br
Entrada franca


Patrocínio:
Ministério da Cultura / Programa Cultura Viva

O Ponto de Cultura da ABD-PB é uma parceria:
UFPB /NTU /NUDOC
Funjope




Sexta-feira, Dezembro 09, 2005
Oficina básica de produção audiovisual na Semana latino-americana de arte independente

Ministrante | Lúcio César Fernandes (João Pessoa, 1975)
Aluno do Curso de Radialismo da Universidade Federal da Paraíba, Técnico em Eletrotécnica habilitado pelo CEFET-PB, participa desde 1999 de produções em vídeo e cinema como chefe de elétrica e maquinaria, com destaque para os recentes curtas-metragens em 16mm "O cão sedento", de Bruno de Sales e "Alma", de André Moraes. Atua também como produtor, assistente de direção e técnico de maquinaria e eletricista para produtoras e agências de publicidade de João Pessoa.

Resumo | A oficina propõe uma abordagem inicial da linguagem audiovisual através de subsídios teóricos, técnicos e artísticos que possibilitem o conhecimento das etapas de produção de uma obra audiovisual.

Etapas | Percepção audiovisual | Atividades e dinâmicas com o objetivo de identificar referências audiovisuais dos participantes ao mesmo tempo em que serão mostrados outros estímulos de imagens e sons. Programa de atividades técnico-específico | Elétrica e maquinaria; som; fotografia e cinegrafia; utilização de equipamentos videográficos; idéia e roteiro. Atividade prática | Pré-produção de obra audiovisual; noções de produção, seleção, edição e finalização de uma obra. Nesta etapa fica facultado a utilização de câmeras de vídeo para coleta de material e posterior discussão em grupo.

Número de vagas | 20| vinte
Público-alvo | Arte-educadores, estudantes de Comunicação Social, interessados e pesquisadores da linguagem audiovisual.
Idade mínima | 14 anos

Carga horária | 12 horas
Data | 14, 15 e 16 de dezembro de 2005
Horário | 13h30 às 17h30


Realização: SELAI - semana latino-americana de arte independente
Apoio: ABD-PB
Valor da inscrição | 10 reais | preço único
Local de realização e inscrições | ABD-PB
Av. João Machado, 67 - Centro - João Pessoa, PB
Tel.: 3221.8450 E-mail | abd_pb@yahoo.com.br






Terça-feira, Dezembro 06, 2005
[ MOSTRA O SOM NO CINEMA NO PONTO DE CULTURA URBE AUDIOVISUAL / ABD-PB ]

Em paralelo à Oficina de Especialização em Som Direto para Cinema e Vídeo, ministrada esta semana em João Pessoa por Márcio Câmara, o Tintin por Tintin Cineclube da ABD-PB apresenta a mostra "O som no cinema", mostrando filmes nos quais o som tem destaque especial.

As sessões acontecem na quarta e quinta-feiras, dias 7 e 8 de dezembro, às 19h30, no Cine-Teatro Lima Penante [Av. João Machado, 67 - Centro]. Entrada franca.


No primeiro dia, amanhã, passa o documentário holandês "Amesterdan after beat", de Johan van der Keuken (16´, 1996, cor), um trabalho experimental que trata da participação do técnico de som Noshka van der Lely em um dos filmes mais importantes do cineasta holandês van der Keuken: Amsterdam Global Village, realizado em 1966.

A seguir, passa a animação 'Concerto nº 1 para celular e orquestra', de Fausto Jr. ( 2' 15", 2004), no qual ruídos de telefone atrapalham o maestro, que acaba por tomar uma atitude radical.

O terceiro filme da noite é o premiado "Rua da Escadinha 162", de Márcio Câmara (18', 2003, cor) que conta a história do historiador autodidata Christiano. Com mais de 20 mil discos de cera, vinil, fotos, torna-se uma referência para a cultura brasileira.

O último filme desta noite será a produção experimental "Com passos de moenda", de Elisa Cabral (6' 20", 2002), que revela a carência rítmica dos trabalhos de antigos engenhos.

No dia seguinte, quinta-feira, último dia da mostra "O Som no Cinema", será exibido "Batuque na cozinha", de Anna Azevedo (19', 2004, cor), documentário que conta a história do samba passa pelos quintais e pelas vidas de tia Doca, Eunice e Surica ¿ pastoras da Velha Guarda da Portela.

Já a ficção carioca "Mora na filosofia", de Gustavo Acioli (9', 2004, cor) constrói uma desconcertante parábola sobre o Brasil através de uma colagem de diálogos de Platão. A mostra se encerra com documentário pernambucano "Fuloresta do samba", de Marcelo Pinheiro (26', 2004, cor), narrando a trajetória musical de Siba Veloso e os mestres de maracatus e cirandas da Zona da Mata de Pernambuco em suas andanças entre o Brasil e a Europa.

PONTO DE CULTURA _ URBE AUDIOVISUAL _ABD-PB

Promoção: Tintin por Tintin cineclube _ Av, João Machado, 67, Centro 83 - 3221-8450
www.birilo.blogger.com.br / abd_pb@yahoo.com.br
Entrada franca

O Ponto de Cultura da ABD-PB é uma parceria:
Ministério da Cultura / Programa Cultura Viva
UFPB /NTU
Funjope



Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
[ SEMANA QUENTE, 'FREVIANDO' PARA O CINEMA NA PARAHYBA ]

Tudo ao mesmo tempo agora, é como se poderia definir o inicio desta semana aqui por essas bandas da parahyba. Oficina de som direto para cinema e vídeo com Márcio Câmara no Ponto de Cultura da ABD-PB, curso livre 'Cinema brasileiro: Da crise dos anos Collor à Retomada (1990-2002)', com Maria do Rosário Caetano no Sesc-Centro e o inicio das filmagens do curta 'Gravidade', de Torquato Joel. Ufa! Não acabou. Ontem teve premiação do I Fest Aruanda, depois de 4 dias de intensa programação nas áreas dos Bancários. Infelizmente não pude aparecer. Tá de lascar as mil coisas que ando metida. Ah, 'O cão sedento', de Bruno Sales 'tá passando o rodo geral!' nos festivais pelo país afora. Desta vez, a premiação foi para a trilha sonora de Zackarias Nepomuceno lá no Festival de Vitória. É coisa! E por fim, hoje tem seleção para ator/atriz interessado em participar do longa de Sandra Kogut, no Lima Penante. Tá bom, acho que é só. Se eu me lembrar de mais alguma coisa, prometo dizer.
Acompanhem as notícias abaixo.


COMEÇA HOJE NO PONTO DE CULTURA DA ABD-PB URBE A OFICINA DE SOM DIRETO COM MÁRCIO CÂMARA

A Urbe Audiovisual, Ponto de Cultura da ABD-PB em parceria com a Funjope (Fundação Cultural de João Pessoa) e com o Ministério da Cultura, através do programa Cultura Viva realiza a partir de hoje, 5 e vai até o próximo dia 9, a Oficina de Especialização Som Direto para Cinema e Vídeo. A oficina de especialização, a primeira de uma série de 12, é voltada para estudantes e profissionais interessados em treinamento e especialização na área de captação de som para cinema e vídeo, tendo já alguma experiência em captação de áudio em vídeo ou em estúdio de som.

O ministrante será o técnico de som direto Márcio Câmara, com 20 anos de experiência no cinema brasileiro. Entre os filmes de longa-metragem em que trabalhou estão 'A Ostra e o Vento', de Walter Lima Júnior; 'O Homem do Ano', de José Henrique Fonseca; 'Peões', de Eduardo Coutinho e 'Lavoura Arcaica', de Luis Fernando Carvalho. Câmara também é realizador do premiado curta-metragem 'Rua da Escadinha 162'-' Melhor Documentário de 2004 pela Academia Brasileira de Cinema ' filme que será exibido na mostra paralela 'O Som no Cinema'.

O ministrante propõe uma abordagem teórica e prática ao campo da captação de som para cinema e vídeo, com uma visão abrangente dos processos técnicos envolvidos na preparação, filmagem e finalização de produtos audiovisuais.

GRAVIDADE

Por Astier Basílio

Gravidade. Este é o título do próximo filme do cineasta paraibano Torquato Joel. As filmagens começam amanhã e a locação será em uma célula do antigo Lixão do Róger.

Virá uma equipe de São Paulo com um aparato técnico de equipamento eletrônico, além de uma grua. O fotógrafo Walter Carvalho estará junto de Torquato nesta empreitada. De acordo com o diretor, o curta terá apenas cinco minutos. Será uma espécie de 'cena síntese do último homem'.

O filme terá uma proposta bastante conceitual. Trata-se de uma reflexão sobre o homem e todas as transformações e catástrofes por que passa o planeta. Abordando o aspecto mais técnico do filme, Torquato esclarece. 'Haverá um plano que se repetirá três vezes. Só que em nenhum momento teremos uma igualdade. Será um olhar diferente sobre uma mesma situação', conta.

Torquato conta que sempre sonhou em fazer um filme utlizando apenas um plano-seqüência. 'Gravidade é a cena-síntese do último homem em busca da sobrevivência', conceitualizou.

Além do badalado Walter Carvalho, Torquato contará com a produção de Durval Leal e com a direção de arte de José Rufino. Os patrocinadores de Gravidade são o Ministério da Cultura, Universidade Federal da Paraíba e Funjope.

Não é a primeira vez que Torquato Joel faz um filme mais conceitual. A experiência mais radical neste sentido foi o filme 'O Verme na Alma'. (1998)

[fonte: Jornal da Paraíba, de 4/12/2005]





[ FEST ARUANDA ]
Os ganhadores do Troféu Rodrigo Rocha de Vídeo Universitário Brasileiro:

Melhor Documentário: "Traços de vida", de Niutildes Batista;
Melhor Ficção: "As Costelas de Eva", de Pablo Maia;
Melhor Animação: "A fuga do jumento", de Diego Brandão;
Melhor Vídeo Jurí Popular: "Traços de vida", de Niutildes Batista;
Melhor Vídeo do Decom-Tur: "Traços de vida", de Niutildes Batista

Troféu especial João Ramiro Mello (por contribuição ao audiovisual): Vânia Perazzo

Menções Honrosas:

Direção de Niutildes Batista por "Traços de vida";
Roteiro de Sara Souza por "Mama Jazz vai tocar";
Edição de Ely Marques por "Sobre meninas e governantas";
Fotografia de Daslei Ribeiro e J. Audaci Junior por "Jamais vou esquecer Quem Era Mesmo";
Atuação de Saint-Clair Avelar e Soia Lira por "As Costelas de Eva"

Obs: Em virtude do atraso das confecções dos troféus, a solenidade de entrega dos mesmos se dará nesta quarta-feira (07), às 21 horas, no Cine Bangüê do Espaço Cultural José Lins do Rego.
Obs - Parte II: A Assossiação Brasileira de Televisões Universitárias - ABTU, comunicou na solenidade de encerramento que o II Fest Aruanda do Audiovisual Universitário Brasileiro terá suporte de Festivais como o de GRAMADO/RS! O festival já entra no calendário da UFPB e sua realização ocorrerá na primeira semana de Dezembro de 2006, com inscrições de Junho a Setembro!



[ SANDRA KOGUT ESCOLHE ATORES PARA O FILME "MUTUM" ]

Depois do teste para o filme "Deserto feliz", de Paulo Caldas, promovido pela Funjope, os atores e atrizes paraibanos têm a chance de participar de mais uma seleção e entrar na cena do cinema brasileiro.

Amanhã, a partir das 09h00, no Teatro Lima Penante, haverá teste para o longa-metragem "Mutum", novo filme dirigido por Sandra Kogut (de "O passaporte húngaro"), baseado em "Miguilim", de Guimarães Rosa.

Para compor o elenco, a diretora está selecionando artistas que tenham acima de 35 anos, que vão representar os personagens "Vovó Izidra", "Seu Deográcias" e o "Tio".

Os personagens

"Vovó Izidra" é uma velhinha de cabelos grisalhos ou brancos, daquelas bem magras, secas. Um tipo que se vê muito no sertão, interior, raramente na cidade. Ela não pode ser doce, tem que ter uma dureza no olhar, uma secura, um tom quase amargo. Mas seria bom que também tivesse humor. Que saiba rezar, dar bronca nos meninos, bronca nos adultos.

"Seu Deográcias" é como um raizeiro. Um senhor já mais velho, tem que ser uma figura estranha, se possível até diabólica, assustadora. Seria legal ele ter um vozeirão. Uma cara esquisita. Ele vai examinar os meninos, precisa ter jeito de quem entende do assunto (por isso um raizeiro ou benzedeiro).

O personagem do "Tio" é um homem charmoso, doce, generoso. Ele é muito atencioso com os meninos, possui doçura na voz e precisa saber passar isso. O charme é essencial, afinal a mãe se apaixona por ele. Ele tem que saber andar a cavalo, ter intimidade com a vida rural, animais, caçadas. Saber fazer arapuca, para ensinar isso aos meninos.

[fonte: Correio da Paraíba, de 4 de dezembro de 2005 ]


Quinta-feira, Dezembro 01, 2005
Mostra Acervo Nudoc: UFPB | Geraldo Sarno e a Caravana Farkas
HOJE, às 19h30



Manucho (Manuel Gimenez), Zé Medeiros (de pé), Sérgio Muniz, Robert Benayoun, Geraldo Sarno (de pé), Louis Marcorelles, Capovilla

Quatro curtas documentais realizados pelo cineasta baiano Geraldo Sarno - nome fundamental na trajetória do moderno documentário brasileiro. No final dos anos 60, uniu-se ao grupo que se tornaria conhecido como "Caravana Farkas", responsável por uma série de clássicos do cinema documental brasileiro, realizados no Nordeste brasileiro. Segundo Glauber Rocha, "os filmes de Geraldo Sarno fundam a consciência documentarística" no Brasil.


Casa de farinha [doc., 19', 1970, cor]
Sinopse | O processo primitivo da fabricação de farinha de mandioca em todas as suas etapas e as dificuldades dos agricultores para sobreviver dessa agricultura no Nordeste.

Segunda-feira [doc., 12', 1974, p&b]
Sinopse | A feira no interior do Nordeste, das primeiras horas da manhã até o anoitecer, e as relações entre os comerciantes, as transações comerciais e a leitura de cordel.

Os imaginários [doc., 9', 1970, p&b]
Sinopse | Os imaginários são artesãos nordestinos dedicados à produção de imagens religiosas, pequenas esculturas em madeira e xilogravuras. O filme mostra o cotidiano destes artistas populares e o trabalho executado por eles.

Jornal do sertão [doc., 12', 1971, p&b]
Sinopse | A literatura popular de cordel, cantada e escrita, é o tema do filme, mostrando como esse produto cultural é utilizado como importante fonte de informação no Nordeste.


PONTO DE CULTURA _ URBE AUDIOVISUAL _ABD-PB

Promoção: Tintin por Tintin cineclube _ Av, João Machado, 67, Centro 83 - 3221-8450
www.birilo.blogger.com.br / abd_pb@yahoo.com.br
Entrada franca

O Ponto de Cultura da ABD-PB é uma parceria:
Ministério da Cultura / Programa Cultura Viva
UFPB /NTU
Funjope



[ I FEST ARUANDA ]

Começa hoje, às 19 h o I Festival de Video Universitário Aruanda. Na solenidade de abertura haverá uma homenagem a Linduarte Noronha.

Exibição dos documentários "Aruanda", de Linduarte Noronha e "Aruandando", de Shirley Martins
Exibição dos vídeos do Festival do Minuto Universitário, de "O Cão Sedento", de Bruno de Sales e "O meio do Mundo", de Marcus Vilar

02 DE DEZEMBRO
14h30min.
Painel: Cinema Nordestino: da filmografia do cangaço à "Retomada", com Maria do Rosário Caetano (Revista de Cinema e colaboradora do jornal O Estado de São Paulo) e Luiz Zanin Oricchio (crítico de cinema e editor do suplemento Cultura do Jornal O Estado de São Paulo)
Moderadores: Luiz Mousinho (prof. doutor da UFPB)
Debatedores: Zonda Bez (ABD-PB) e João Batista de Brito (prof. Doutor da UFPB e crítico de cinema)
17h
Lançamento dos livros "Cangaço " O Nordestern no cinema brasileiro" (org. Maria do Rosário Caetano) e "Cinema de Novo" Um balanço crítico da Retomada" (Zanin Oricchio)

18h30min.
Mostra competitiva de vídeo

03 DE DEZEMBRO14h30min.
Mesa-redonda: João Ramiro Mello, o artesão da montagem, com Berê Bahia (escritora e pesquisadora do cinema brasileiro)
Moderador: Wellington Pereira
Debatedores: João de Lima (prof. doutor da UFPB) e João Carlos Beltrão (prof. e diretor de fotografia)

Exibição do documentário"O olhar dos homens da pedra", de João Carlos Beltrão

17h
Lançamento da Plaquete "Trajetória: João Ramiro Mello (1934-2003)", de Berê Bahia e "Menino de Engenho - 40 anos depois", org. por Lúcio Vilar e Antônio Vicente Filho

18h30min.
Mostra competitiva de vídeo

04 DE DEZEMBRO
19h
Solenidade de encerramento
Exibição dos vídeos do Festival do Minuto Universitário
Entrega do Troféu João Ramiro Mello de contribuição ao audiovisual brasileiro à cineasta Vânia Perazzo
Entrega dos Troféus Rodrigo Rocha do Audiovisual Universitário Brasileiro aos vídeos da mostra competitiva