Sexta-feira, Outubro 28, 2005
PONTO DE CULTURA URBE AUDIOVISUAL
promoção: ABD-PB / Ministério da Cultura-Programa Cultura Viva / UFPB
Av. João Machado, 67 - Centro, João Pessoa, PB
3221.8450 - abd_pb@yahoo.com.br -Entrada Franca
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Sexta
(28 de Outubro >> 20h)
Mostra 'A arte dos artistas populares'
[todos os filmes em 16mm]
mestre vitalino
#1
O Incrível Mane Garrincha, de Aécio de Andrade | 1978, p/b, 11min.
No ano em que voltou aos gramados, o "passarinho" Mane Garrincha tem sua trajetória revelada.
#2
Maracatu, Maracatus, de Marcelo Gomes | 1995, cor, 14 min
As diferenças culturais entre gerações do maracatu pernambucano.
#3
Dona Ciça do Barro Cru, de Jefferson Albuquerque Jr. | 1978, cor, 11min.
O trabalho em barra de Dona Ciça, artista de Juazeiro do Norte (CE).
Participação de Patativa do Assaré.
#4
Vitalino Lampião, de Geraldo Sarno | 1969, p/b, 9min.
A arte manual de Vitalino Filho - da manipulação do barro à criação de uma das peças mais populares do artesanato nordestino: as pequenas figuras de Lampião.
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Agradecimentos|
Sesc João Pessoa
Aliança Francesa
Realiação|
ABD-PB
Info | 3221.8450
abd_pb@yahoo.com.br
postado por Bárbara às 8:50 AM
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Quarta-feira, Outubro 26, 2005
Ponto de Cultura Urbe Audiovisual
Um projeto | Ministério da Cultura | ABD-PB | UFPB
Programação | outubro 2005 |
Integrada ao "Outubro do Teatro"
27 de outubro | quinta-feira
Exibição | Audiovisual paraibano
Revista Eletrônica Reação | 19 min, cor, digital, 2005
Resultado de oficina com alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Duque de Caxias - Costa e Silva - a revista apresenta temas pertinentes à escola e comunidade.
Funesto: farsa irreparável em três tempos, de Carlos Dowling
| 44 min., cor, 35mm, 1999
Três histórias unidas por um jogo de carteado, num quarto de hotel. Os três jogadores, entre a tensão do baralho e o trago no cigarro, ouvem um programa radiofônico em que são apresentadas histórias envolvendo um maníaco por viúvas, um morto que chega atrasado ao enterro e um coveiro-poeta.
Hora | 19h
Local | Teatro Lima Penante | NTU
Endereço | Avenida João Machado, 67 - Centro - João Pessoa, PB
Entrada Franca
postado por Bárbara às 6:03 PM
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Segunda-feira, Outubro 24, 2005
[ CURSO LIVRE | TEATRO E CINEMA: INFLUÊNCIAS E ADAPTAÇÕES ]
27, 28 e 29 de outubro | quinta, sexta e sábado
Descrição | A partir do visionamento de filmes brasileiros e de conhecimento teórico específico, discutir em grupo como o cinema, desde seus primórdios no século 19, absorve a linguagem teatral e a recria, da mesma forma que o teatro sofre a influência inquestionável das possibilidades que a linguagem cinematográfica introduz no universo da criação artística. Vamos perceber o que aproxima e distancia o teatro do cinema, vendo ainda como essas influências recíprocas podem ampliar o significado original de uma obra, e o papel do ator em meio a tudo isto.
Carga horária | 9 horas/aula
Número de vagas | 20 [vinte]
Pré- requisito | A partir dos 16 anos
Horário | 8h30 às 11h30
Dias | 27, 28 e 29 de outubro de 2005
Local | Teatro Lima Penante | NTU
Endereço | Avenida João Machado, 67 - Centro - João Pessoa, PB
Inscrições | 3221.5835 | NTU
Programa |
27.10
Tema | Teatro, cinema e literatura: o encontro do século!
28.10
Tema | Teatro filmado e teatro adaptado: a hora e a vez do cinema!
29.10
Tema | O ator no cinema e no teatro: um estudo de "GODOTV", de Carlos Dowling [presença do realizador e do ator principal]
Condutor | Zonda Bez, 31 anos, jornalista, fotógrafo e produtor cultural, é graduado em Comunicação Social pela UFPB e mestrando da Pós-Graduação em Letras da UFPB na área de Literatura e Cultura.
REALIZAÇÃO:
Ponto de Cultura Urbe Audiovisual
Um projeto | Ministério da Cultura | ABD-PB | UFPB
Programação | outubro 2005 |
Integrada ao "Outubro do Teatro"
postado por Bárbara às 8:38 AM
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Sábado, Outubro 22, 2005
[ PÉRICLES LEAL, O CRIADOR ESQUECIDO ]
Chegou a vez da Paraíba no DOCTV 2005. O filme PÉRICLES LEAL, O CRIADOR ESQUECIDO, de João de Lima Gomes e Manoel Clemente, será exibido amanhã, 23/10, as 23h em rede nacional e as 22h em João Pessoa, (estamos em horário de verão), com reprise na quarta 26, a 1h (horário naional) e 12h (em João Pessoa). Após ter ficado de fora do primeiro DOCTV, a Paraíba debuta nas telinhas da TV Cultura (canal 2), TV Educativa (canal 4) e em João Pessoa TV Universitária (canal 22, no cabo) com um tema de abrangência nacional: a vida e obra do Sr. Péricles Leal, um dos homens mais importantes na construção do nosso principal produto de exportação audiovisual, as telenovelas. O filme resgata um personagem em tanto, pouquíssimo conhecido entre nós paraibanos, e com isso nos oferece a oportunidade de pensarmos o quanto ainda temos que descobrir sobre nos mesmos, nossos artistas e nossa cultura. Não percam.
Esse ano o DOCTV ¿ PB abrirá inscrições para dois projetos de documentário, no valor de R$ 100.000 cada, pagos pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Nordeste. A ABD-PB e a TV UFPB, ainda este ano, estarão divulgando o edital para inscrição de projetos em todo o estado, fiquem ligados.
Segue abaixo detalhes sobre o filme.
O documentário Pericles Leal, o criador esquecido é um filme sobre a descoberta de um pioneiro da televisão brasileira que contribuiu para estabelecer as bases da teledramaturgia nacional nos anos cinqüenta quando esse moderno meio de comunicação de massas ainda dava seus primeiros passos atuando na extinta TV Pauista e TV Tupi.
A partir do momento original de seus trabalhos de criação, fazendo poemas, contos, crônicas, reportagens, e escrevendo adaptações teatrais para o rádio, com o recurso a depoimento com pessoas que conviveram com ele, o documentário procura mostrar ao espectador, através de fragmentos materiais dessa memória que a semente lançada na Paraíba, guarda relação direta com seu futuro amadurecimento profissional quando passou a criar para a o jornal, a televisão, o mercado editorial de revistas, o teatro, em diversos gêneros.
Para fins de uma melhor compreensão do público, o documentário apresenta esse movimento inicial do autor na Paraíba nos anos quarenta
Com a atividade jornalística desenvolvida na Paraíba, Pericles destacou-se de forma pioneira no Estado colocando em evidência as nossas origens étnicas ao escrever a reportagem Um Pedaço da África na Borborema.
Especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, o trabalho de pesquisa foi garimpar os materiais audiovisuais que expressavam o espírito inquieto de criador em diversas formas de linguagem: O teatro, a literatura, o roteiro televisivo.
Há um pequeno recurso da ficção nas passagens de reconstituição de seus momentos de criação, por exemplo, quando escreveu o prefácio para a peça teatral O Vale de Electra, da qual a pesquisa localizou um exemplar. A partir daí, os depoimentos de familiares e profissionais do meio cultural que tiveram convivência com o personagem são ouvidos, e alguns deles ajudam a moldar um quadro multifacetário do personagem.
O humorista José Santa Cruz, por exemplo, que com Pericles atuou na rádio Tabajara fazendo a adaptação radiofônica da peça Romeu e Julieta, relembra a Paraíba de meados dos anos quarenta e o episódio envolvendo atores circenses que passavam pela cidade.
A viúva do personagem, a atriz Tatiana Leal, comenta os momentos de realização da nascente teledramaturgia da televisão no Ceará, quando ele adaptou Jack London e apresentou-a no horário dedicado a teledramaturgia naquela emissora de TV.
A sua filha, Esther Leal, que trabalhou como produtora na extinta TV Tupi, também traz um depoimento importante da memória afetiva e de trabalho com seu pai, ao datilografar os quase oitenta capítulos da novela A Cabana do Pai Tomás. da qual Pericles era um dos autores da adaptação.
O documentário localizou ainda amigos que na época eram admiradores de um herói televisivo criado por Pericles, o Falcão Negro e sobre isso os amigos falam em Itaipava, local escolhido por Pericles para passar seus últimos dias, antes do falecimento em 1999, próximo de completar 70 anos.Na época Falcão Negro, não existia vídeo-tape, daí que as passagens desse tempo são recuperadas nas falas dos depoimentos recolhidos.
Há uma ênfase ainda no documentário sobre os personagens-síntese da obra do autor, como o cangaceiro Emerenciano, cujo papel foi originalmente escrito para o ator Lima Duarte pela primeira vez na TV Tupi no programa O Contador de Histórias.
No campo literário, os documentaristas foram buscar a opinião da critica especializada para atualizar os espectadores em relação aos livros que compõem a trilogia dos caminhos, editada no país nas décadas de sessenta e setenta.
Realizado pelos documentaristas João de Lima e Manuel Clemente, o filme foi rodado em João Pessoa, Alagoa Nova, Rio de Janeiro, Itaipava, São João do Cariri e São Paulo entre fevereiro e junho de 2005.
Currículo resumido dos diretores
João de Lima
Paraibano, formado em jornalismo, na capital do Estado realizou com um amigo o filme GADANHO, que em fins de 1979 disparou um surto superoitista no Estado.
Após fazer dois estágios nos Ateliers Varan, em Paris, onde realizou CARTA A PEDRO ( 1984) dedicou-se ao trabalho de formação, lecionando no Departamento de Comunicação, onde havia concluído a graduação. Posteriormente fez pós-graduação na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (mestrado e doutorado) voltando seus estudos sempre para o documentárioou no CTR, departamento de Cinema Televisão e Radio ou no Departamento de Comunicação.
Assistente de montagem em Conterrâneos Velhos de Guerra, longa-metragem do paraibano Vladimir Carvalho, fez desde os anos oitenta produção em cinematografia e vídeografia. Tem interesse em pesquisar um imaginário voltado para a região, tema de seus mais recentes trabalhos desenvolvidos em parceria com o realizador Manuel Clemente. Como o piloto de filme Linduarte e seus personagens, abordando aspectos da obra do criador do filme Aruanda.
Manuel Clemente
Paraibano da capital, atua no cinema e na fotografia desde os anos sessenta, quando foi assistente de assistente de fotografia em Romeiros da Guia e Menino de Engenho. Fotografou vários filmes de longa - metragem,, entre os quais O país de São Saruê, O Salário da Morte, Lutas e Vidas, além de muitos curtas metragens, entre os quais A Bolandeira e Pedra da Riqueza.
Fez estudos de mestrado na Escola de Comunicações e Artes, com tema voltado para o homem e a região, com o filme A Epopéia do Sisal. Dedicou-se também ao ensino, atuando no Departamento de comunicação da Universidade Federal da Paraíba.
Trabalha recentemente em parceria com o realizador João de Lima, com o qual dividiu a autoria de uma série de vídeos artísticos e institucionais sobre a vida e a obra do escritor José Américo de Almeida, intitulada A Bagaceira,engenho e brejo, entre outros.
Também com o diretor João de Lima realizou Alice Vinagre, documentário exibido na Alemanha, Argentina e que circula nacionalmente no projeto Arte na Escola.
Estudou cinema direto nos Ateliers Varan, de Paris.
Informações gerais de interesse
A realização de um filme biográfico é uma tarefa metodológica muito específica,desde a busca de informações necessárias para a elaboração do roteiro, até a produção, compreendendo a captação das imagens até a edição.
Por se tratar de um filme que vai focalizar uma personagem de importância nacional, nossa responsabilidade é ainda maior, tratando-se de uma diversificada e intensa multiplicidade de fatos que acompanharam e foram exercidos a partir de experiências e práticas do autor mencionado, no âmbito dos meios de comunicação, onde a complexidade de recursos técnicos e estéticos, presente em toda obra realizada, constatada e confirmada pelos depoimentos dos profissionais, amigos e familiares é evidente.
Com esses elementos foi construída uma estrutura dramática para o que se fez necessário uma extensa narrativa para uma compreensão mais clara de todo universo criativo realizado pelo criador apontado.
Com essas unidades buscamos conseguir uma união entre a experiência do autor/personagem numa forma em que pudesse conjugar-se o intento de uma relação estreita, numa ordem em que o tema e o sujeito estão interligados e determinados no processo criativo do documentário. A reconstrução de uma vivência rica em detalhes, torna ainda mais minucioso o trabalho de fazer circular, fisionomias e expressões em torno de fatos relacionados com as lembranças e as ligações de amizade a fim de estabelecer uma história de atitude de vida, através de umo modelo mais jornalístico do que artístico.
Por este caminho foi possível percorrer passos reveladores que permitiu um encontro entre o conflito pessoal vivida pela personagem e as crises em que se deparou, quando as mudanças da sociedade se faziam necessárias. Toda essa mistura de elementos compositivos que preencheram o espaço do documentário realizado com redobrados esforços decorreu de uma ligação estreita entre o esboço imaginado e a grandeza do tema, com muitas idas e vindas aos lugares e o contato com diferentes pessoas ligadas diretas e indiretamente com as ações e relacionamentos pessoais e artísticos, com a personagem evidenciada.
Para consolidar essas diversificadas relações, a câmera e o microfone percorreram, exteriores e interiores dos ambientes a falares, climas e paisagens da ambiência da memória, dos acontecimentos e produções originadas pela personagem-tema do documentário.
A necessidade de fazer dialogar os entrevistados presentes, além da narração off, balisar o amplo processo de realização que o autor empreendeu em distintas fases e lugares. Para a exposição dos dados em questão, foi utilizado também a compilação de fotos, testemunhas de momentos significativos das ações do autor personificado. A este conjunto de elementos utilizados para a conformação do documentário, está presente também a força sugestiva da música original, empregada para realçar a narrativa que o tema exigiu.
Com essa preocupação, não significa dizer que foi esgotado toda vivência intelectual e artística da personagem nem emergido toda intensidade emocional e psicológica interior atribuído ao seu caráter pessoal.
Entretanto, pode-se constatar a busca inquietante de uma forma de expressão que pudesse demonstrar seu sentimento para o que lançou-se a uma experimentação obstinada de diversificados fontes de comunicação para expor sua arte e seu engenho do fazer.
A reunião de fragmentos encontrados para compor a visualização do documentário, contribuiu para o arranjo, a seleção e a intensificação da criação da forma que serviu para consolidar a proposição de realizar este documentário histórico e trazer ao público brasileiro os traços da vida e das atividades intelectuais e artísticas de Péricles Leal, este criador esquecido.
Ficha Técnica
Direção:
João de Lima
e Manuel Clemente
Fotografia e câmera:
Manuel Clemente
Som direto:
João Carlos Beltrão
Edição:
Demóstenes Machado
Francisco Sátiro
Iluminação:
Manuel Clemente
Trilha Sonora:
Leonardo Noronha
Computação Gráfica:
Demóstenes Machado
Pesquisa:
João de Lima (coord.)
Bruno de Salles (RJ.)
Fernando Barbosa (PB.)
Assistente de Fotografia:
João Carlos Beltrão
Roteiro:
João de Lima e Manuel Clemente
Projeto e Produção executiva:
João de Lima
Estágio em Produção- RJ
Érica Rocha.
Secretaria do Projeto/Cedop:
Telma Galvão
Dirk Segal
Alberto Casa Grande
Produção executiva da parte ficcionada:
Ingrid Trigueiro
Atores:
(Três Atos)
Pericles jovem e adulto
Duílio Cunha
Pericles adulto - 1964
Ailton Barbosa
Palhaço
Ângelo Guimarães
Partner
Ully Trigueiro
Mulher do circo
Ingrid Trigueiro
Acompanhante de Pericles
Ari Falcão
Fotografia adicional:
José Dilson
Pedro Dantas
Airlan Silva
Texto:
João de Lima
Manuel Clemente
Pericles Leal ( Fragmentos)
Still:
Annelsina Trigueiro
Junia Marusia
Fernando Barbosa
Érica Rocha
João de Lima
Manuel Clemente
João Carlos Beltrão
Narração:
Maria Cardoso
Voz de Pericles:
Fernando Teixeira
Consultoria
Literatura
Hildeberto Barbosa
Iconografia
Wills Leal
postado por Bárbara às 5:33 PM
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Quinta-feira, Outubro 20, 2005
Por Astier Basílio
Sabe aquela história de que o filme é bom, mas excessivamente literário. Pois, bem. Este conceito cai como uma luva em "O Coronel e o Lobisomem". A produção, em cartaz na Paraíba, vem carimbada com o selo de Guel Arraes, que está à frente da produção do longa e não o dirige diretamente, deixando a empreitada para o novato Maurício Farias. Embora o tom da película seja todo muito ligado ao universo picaresco de um sertão ancestral, bem próprio dos trabalhos de Guel.
O pernambucano Guel Arraes sempre trabalhou com adaptações literárias. Seus dois filmes, "Auto da Compadecida" e "Lisbela e o Prisioneiro" vieram de peças de teatro de Ariano Suassuna e Osman Lins. Talvez esteja aí o diferencial, das bem sucedidas produções anteriores, para este não tão bem realizado projeto. A excelente obra do fluminense José Cândido de Carvalho é um romance, e como tal não é portador da mesma agilidade e disposição que existe na estrutura narrativa dos textos dramatúrgicos.
O livro de José Cândido de Carvalho tem duplo parentesco com outros escritores que se situaram na paisagem nordestina. De um lado, o do humor, é muito ligada à picardia de Ariano Suassuna, com todo um rosário de peripécias, situações repletas de gracejo e irreverência; de outro lado, em termos de linguagem, "O Coronel e o Lobisomem" é um trabalho de invenção, nos mesmos trilhos da ficção de Guimarães Rosa, um verdadeiro arqueólogo da língua que reinventava o idioma fundindo elementos arcaicos com neologismos.
O problema do filme é que ele tem texto de mais, o que requeria uma concentração fora do comum para depreender as piadas e as situações engraçadas, em sua maior parte oriundas do inusitado uso do vernáculo. Além disso, ainda havia muito narração em off, tornado "O Coronel e o Lobisomem" uma excelente opção... literária e só.
A história é de estrutura bem simples. A trama se passa em um tribunal. O coronel Ponciado de Azeredo, em fabulosa interpretação de Diogo Vilela, vai à justiça na tentativa de invalidar uma hipoteca resgatada pelo seu quase irmão Pernambuco Nogueira (Selton Mello), com a argumentação de que o documento não tem apoio legal, pois, o requerente na questão não é um ser humano, e sim, um lobisomem. Toda a narrativa segue o tom cartorial de defesa - e tome texto !. A única saída para o impasse da questão, levada à tribunal é por demais previsível. Mas, eu não vou dar mais detalhes para não estragar o prazer de quem pretende ir ao cinema ver "O Coronel e o Lobisomem".
As peripécias são até interessantes, mesmo que sem a fluência necessária para o ritmo do cinema. No elenco destaque para Pedro Paulo Rangel, que faz o capataz do coronel com muita competência. A bela Ana Paula Arósio até que faz o dever de casa correto, embora ela pudesse render mais. Em "O Coronel e o Lobisomem" temos a última aparição do humorista Francisco Milani, que faz uma ponta ótima.
Ver "O Coronel e o Lobisomem" é ter a certeza, cada vez mais absoluta, de que há mais mistérios entre a adaptação literária para o cinema, do que possam especular a nossa vã filosofia.
postado por Bárbara às 10:59 AM
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Segunda-feira, Outubro 17, 2005
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postado por Bárbara às 12:26 PM
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postado por Bárbara às 6:33 AM
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[ MOSTRA SOLHA NO 16º FESTIVAL DE TEATRO COMUNITÁRIO DO SESC]
por Jussiê Rodrigues
Com sete livros editados e várias crônicas publicadas em diversos jornais da capital, Waldemar José Solha, mais conhecido como W. J. Solha, homenageado do 16º Festival de Teatro Comunitário do Sesc, mostra-se cada vez mais como um ¿homem plural¿, na medida em que trabalha há décadas, também com sua atenção voltada ao cinema.
O artista que se destaca na área do teatro e das artes plásticas, também é escritor. Solha teve seu primeiro livro publicado em 1975, o romance ¿Israel Rêmora¿, pela editora Record, ao vencer o prêmio Fernando Chinaglia. Na prosa de ficção Solha publicou, entre outros livros, ¿A Verdadeira Estória de Jesus¿, ¿A Batalha de Oliveiros¿ e ¿A canga¿, que deu origem ao curta de Marcus Vilar, lançado em 2001.
Em novembro, será lançado seu mais novo livro ¿História Universal da Angústia¿, que traz uma coletânea de contos, romances e um roteiro e em 2006 o conto "Sarapalha", no livro a ser publicado pela Garamond, Rio, em edição comemorativa dos 60 anos de "Sagarana". Recentemente, conquistou por unanimidade o Prêmio João Cabral de Melo Neto da União Brasileira de Escritores pelo livro ¿Trigal com Corvos¿ lançado em 2004 pela em co-edição com a Editora Palimage, de Portugal, e a Imprell, de João Pessoa.
No cinema, Solha já atuou nos filmes ¿O Salário da Morte¿, de Linduarte Noronha, primeiro longa metragem paraibano em 35 mm, lançado em 1970, além de ¿Fogo Morto¿ ( baseado no livro A Bagaceira) e dirigido por Marcus Farias, ¿Soledade¿, dirigido por Paulo Thiago e ¿ Lua Cambará¿, de Rosemberg Cariry e ainda inédito na Paraíba.
Como produtor, fundou junto com José Bezerra Filho, em 1970, a Cactus Produções Cinematográficas Ltda, que produziu o ¿ Salário da Morte¿. Solha também foi co-roteirista no filme de Marcus Vilar ¿ A Arvore da Miséria¿ , além de ter feito os story-boards de ¿Passadouro¿ de Torquato Joel e ¿O Meio do Mundo¿ de Marcus Vilar.
Em 2001, o cineasta Marcus Vilar, transformou o livro ¿A Canga¿ em curta metragem. No filme, W.J. Solha viveu o grosso sertanejo Ascenço Teixeira, protagonista do curta, além de ter sido co-roteirista e feito o story-board do filme.
O Homenageado do Festival deste ano, W.J.Solha, é natural de Sorocaba, no estado de São Paulo, mas esta radicado na Paraíba desde a década de 50 e além de escritor e ator, é romancista, dramaturgo, diretor de teatro e artista plástico.
O 16º Festival de Teatro Comunitário e 2º Mostra de Dança Livre do Sesc, será realizado de 17 a 21 de outubro na Área de Lazer da unidade do Centro da instituição comerciaria, e terá em sua programação debates, seminários, palestras, oficinas, cinema e muito teatro e dança.O Sesc Centro fica localizado a rua Desembargador Souto maior, 291, Centro. Outras informações podem ser obtidas através do telefone 3208-3158.
postado por Bárbara às 6:30 AM
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Sábado, Outubro 15, 2005
[38º FESTIVAL DE BRASÍLIA
DO CINEMA BRASILEIRO DIVULGA SELECIONADOS]
set manairense de o cão sedento
Longas selecionados são 100% inéditos no país
A Comissão Organizadora do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro divulgou hoje os filmes selecionados para a sua 38º edição que acontece no período de 22 a 29 de novembro de 2005.
Para a mostra competitiva em 35mm foram selecionados 6 (seis) filmes de longas-metragens e 12 (doze) no formato curta-metragem. A competição de 16mm terá 23 (vinte e três) títulos.
A comissão de seleção de longas metragens 35mm, coordenada por Fernando Adolfo, diretor do Festival, contou com a participação dos jornalistas e críticos de cinema Ubiratan Brasil, Carlos Heli de Almeida, Sérgio Moricone, da produtora e roteirista Rita Buzzar e do próprio Fernando Adolfo.
A comissão de seleção de curtas metragens 35mm, também coordenada por Fernando Adolfo, contou com a participação Carlos Dowling, Francisco Cesar Filho, Jimi Figueiredo, e Roberval Duarte.
A comissão de seleção de curtas metragens 16 mm, foi formada por Fernando Adolfo, Marcela Tamm Rabello e Sérgio Bazi.
Os filmes selecionados são:
Longas 35mm
1 - A Concepção, de José Eduardo Belmonte, 96min, DF
2 - À Margem do Concreto, de Evaldo Mocarzel, 85min, SP
3 - Depois Daquele Baile, de Roberto Bomtempo, 108min, RJ
4 - Eu me lembro, de Edgard Navarro, 108min, BA
5 - Incuráveis, de Gustavo Acioli, 82min, RJ
6 - O Veneno da Madrugada, de Ruy Guerra, 118min, RJ
Curtas 35mm
1 - À Espera da Morte, de André Luís da Cunha, 16min, DF
2 - A Lente e a Janela, de Marcius Barbieri, 12min, DF
3 - Ãgtux, de Tânia Anaya, 24min, MG/DF
4 - De Glauber Para Jirges, de André Ristum, 18min, SP
5 - Dormente, de Joel Pizzini, 15min, SP
6 - O Caderno Rosa de Lori Lamby, de Sung Sfai, 19min, SP
7 - O Meio do Mundo, de Marcus Vilar, 11min, PB
8 - O Som da Luz do Trovão, de Petrônio Lorena e Tiago Scorza, 20min, RJ
9 - Quem Você Mais Deseja, de André Sturm, 13min, SP
10 - Rap, O Canto da Ceilândia, de Adirley Queiroz, 15min, DF
11 - Rapsódia Para Um Homem Comum, de Camilo Cavalcante, 25min, PE
12 - Vermelho Rubro do Céu da Boca, de Sofia Federico, 18min, BA
Curtas 16mm
1. 21 A, de Ananda Guimarães - SP
2. A Vingança da Bibliotecária - DF
3. Anya, de João Paulo Rezek - SP
4. Ato de Fé, de Alexandre Rampazzo - SP
5. Berenice, de Bruno Duarte e Luciana Penna - RJ
6. Capitulo Primeiro, de Roberto Maxwell - RJ
7. Cólera, de Leandro Davico - RJ
8. Espeto de Pau, de André Queiroz e Vitor Brant - SP
9. Iara do Paraitinga, de Mariana dos Reis - SP
10. Macacos Me Mordam,de Érico Cazarré - DF
11. Miragem, de Gustavo Arantes - MG
12. O Boi do Mamulengo, de Jorge Rodrigues - DF
13. O Cão Sedento, de Bruno de Sales - PB
14. O Poeta e o Capitão, de Jorge Oliveira - DF
15. O Posto, de Marcelo Ikeda - RJ
16. Oiticica, de José Geraldo - DF
17. Outras Opções, Aguarde, de Coco Souza - SP
18. Prato do Dia, de Rafael Figueirdo -RS
19. Quando um burro fala, de Aurélio Aragão e Roberto Robalinho - RJ
20. Ultravigiado, de Caco Souza -SP
21. Uma Mulher Mais ou Menos, de Harbet Amaral - DF
22. UTROPIC - No umbigo do Mundo, de Luciana Melo e Ana Carina de Carvalho - DF
23. Zero Hora, de Márcio B. Venturi - RJ
A mostra competitiva de 35mm acontece entre os dias 23 e 28 de novembro, no Cine Brasília, com reprise no dia seguinte no Centro Cultural Banco do Brasil, Cinemark Píer 21 e Centro Cultural Sesi Taguatinga.
Entre os dias 24 e 28 de novembro acontece a mostra competitiva de 16mm, na Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Cláudio Santoro.
O Festival distribuirá um total de R$ 345 mil aos vencedores, sendo R$ 190 mil para longas-metragens em 35mm; R$ 55 mil para curtas ou médias-metragens em 35mm e R$ 50 mil para os curtas e médias realizados em 16mm. Soma-se a isso R$ 30 mil ao melhor longa-metragem e R$ 20 mil para o melhor curta ou média, de acordo com o Júri Popular. Já a Câmara Legislativa, que premia produções do DF, dá um total de R$ 65 mil, sendo R$ 50 mil para longa-metragem, R$ 10 mil para curta em 35mm e R$ 5 mil para um filme em 16mm.
Patrocínios e co-patrocínios do festival:
Patrocínio: Petrobrás
Realização: GDF E secretaria de cultura
Co-Patrocínio: Eletrobras ; CCBB; Terracap
Apoio: MinC FNC;MinC Lei de Incentivo; BRB (banco de brasília); Câmara Legislativa; Codeplan; GM; SESI;Cinemark;Kodak;Quanta;Revista de Cinema; Canal Brasil; Dolbi; Estúdios Mega; Mega Color ; Bohemia, dolby
Informações para a imprensa:
F&M/ProCultura - Assessoria de Imprensa - tel 11 3263-0197
Margarida Oliveira - ramal 29 (margom@uol.com.br)
Flavia Miranda - ramal 28 flavia@procultura.com.br
postado por Bárbara às 2:25 PM
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Quinta-feira, Outubro 13, 2005
postado por Bárbara às 8:29 PM
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Segunda-feira, Outubro 10, 2005
[TESTE PARA ATORES]
Torquato Joel faz teste de atores para seu novo filme. Os interessados em interpretar um homem branco, ocidental, de + ou - 30 anos, devem comparecer ao Teatro Lima Penante, a partir das 14H desta terça, dia 11 de outubro. O teste vai até as 18H00.
postado por Bárbara às 4:59 PM
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Sexta-feira, Outubro 07, 2005
[ Ponto de cultura Urbe Audiovisual da ABD-PB convida ]
7 de outubro | sexta-feira | Paralelo ao 'Outubro do Teatro'
Exibição | Curtas metragens paraibanos | 16 mm
"O Cão Sedento", de Bruno de Sales [ ficção, 10min, cor, 2005 ]
O fogo sempre foi usado para fins de purificação das almas, principalmente das sebosas. Hoje, 1970, ele continua sua saga luminosa na periferia de João Pessoa - PB.
"Alma", de André Morais [ ficção, 10 min, cor, 2005 ]
Uma criança, um olhar, mil mundos.
Um dia na vida de uma menina e sua doce percepção. A morte vista através dos sonhos.
Hora | 21h15
Local | Núcleo de Teatro Universitário (NTU) | Praça Pedro Santos| ao ar livre
Endereço | Avenida João Machado, 67 - Centro - João Pessoa, PB
Entrada Franca
postado por Bárbara às 7:21 AM
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Quinta-feira, Outubro 06, 2005
[ Funjope inscreve para concurso de vídeos digitais sobre João Pessoa ]
Por Edileide Vilaça
Atenção cineastas e videomakers de todo o Brasil: a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) abre inscrições até o dia 30 de novembro do concurso "A Cidade e o Tempo", que selecionará três projetos para produção de vídeos digitais, tendo como pano de fundo a cidade de João do Pessoa em seus 420 anos. O edital pode ser adquirido na sede da Funjope, na Praça Antenor Navarro, 6, Bairro do Varadouro, no horário das 14h às 18h, ou pelo sítio www.joaopessoa.pb.gov.br. A convite da Fundação, o cineasta, fotógrafo e diretor de cinema pessoense Walter Carvalho irá produzir um quarto vídeo sobre o mesmo tema.
Os audiovisuais deverão ter duração de cinco a 15 minutos sobre o tema "A Cidade e o Tempo", mediante olhares plurais de realizadores das cenas cinematográficas e videográficas local e nacional. As três melhores propostas serão contempladas com o valor de R$ 20.000,00 cada uma, sendo que a Funjope se compromete a liberar os recursos no período entre os dias 23 e 31de janeiro de 2006. Os selecionados deverão realizar suas respectivas obras no período de 75 dias após o recebimento dos recursos, prazo de entrega dos trabalhos concluídos na Funjope.
"Quando pensamos em realizar este projeto foi com a intenção de fomentar a produção audiovisual no município de João Pessoa; incentivar olhares plurais de cineastas e videastas sobre a cidade em seus 420 anos; estimular a relação entre realizadores locais e de outros estados do Brasil. Tanto é que dois vídeos serão de cineastas ou videastas que moram em João Pessoa; um terceiro vai ser produzido por um realizador de outros municípios brasileiros e o quarto vídeo será de um pessoense residente fora da Paraíba, que é o caso de Walter Carvalho. Com isso, vamos conseguir ter as várias visões sobre o mesmo tema com a nossa Capital como cenário", argumentou Torquato Joel, coordenador de Audiovisual da Funjope.
O projeto se caracteriza como ímpar dentro do universo de editais de produção audiovisual promovido pelos estados e prefeituras das várias regiões do País, conforme garante o presidente da Funjope, Luiz Carlos Vasconcelos.
"Não tenho a menor dúvida que a partir de agora, vamos ampliar os incentivos à criação local com a criação do primeiro edital temático de premiação de produção digital, além de promover o estreitamento das relações com realizadores de outros estados do País para, juntos, lançar foco sobre João Pessoa, a terceira cidade mais antiga do Brasil, em seus 420 anos. Desta forma, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através de sua fundação de cultura, está abrindo a perspectiva de estabelecer, através de olhares diversos e singulares, uma visão ampla sobre as geografias humana e arquitetônica da cidade", justificou Luiz Carlos.
História ¿ A tradição de cinema na Paraíba, particularmente em João Pessoa, remonta ao início do século 20, quando "Sob O Céu Nordestino" (1924/28), de Walfredo Rodrigues, se inscreveu na cinematografia brasileira como o primeiro documentário nordestino.
Daqueles tempos até hoje, o cinema local se expandiu e alçou vôo pela estética vanguardista dos anos 60, contribuindo decisivamente para o cinema novo brasileiro através do ciclo de documentários que campeou nas paisagens do sertão ao litoral da Paraíba. A produção recente, ainda pequena, mas vigorosa, assimilando também a nova tecnologia digital e tendo como referência o vigor dos documentaristas dos anos 60, vem alcançando reconhecimento com várias premiações no Brasil e no exterior através das obras dos jovens realizadores.
[fonte: www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias ]
postado por Bárbara às 8:30 PM
Comentários:
Terça-feira, Outubro 04, 2005
[ FIC FELIZ ]
E eis que surge o resultado do FIC 2005 para o bem geral da nação, mais ainda daqueles que lograram êxito em sua cruzada pentadiluviana de elaboração de projetos culturais. O Berilo, representante voluntário da causa audiovisual praibana, divulga agora com muito atraso e muita alegria os comtemplados da área audiovisual deste ano, que foram quatro, dos 18 inscritos. A ABD-PB, nossa irmã mais velha, mais uma vez levou fumo com sua intenção de adentrar o interior do Estado para pregar a palavra do Deus Cinema aos homens e mulheres de boa vontade. Faz mal não, ano que vem a gente se encontra de novo no Casarão do Azulejos, ao lado daquele piano quebrado, na fila para entrega de projetos. Segue o baile.
01 - Telecinagem para DVD e Prensagem do filme O Salário da Morte, de José Bezerra Filho, João Pessoa, no valor de R$ 12.917,49
02 - O Aprendiz do Padre Rolim, de Eliezer Leite Rolim Filho, João Pessoa, no valor de R$ 99.998,55
03 - Ivanildo Gomes, O Fazedor de Filmes, de Ely Marques Ferreira, João Pessoa, no valor de R$ 19.997,70
04 - Cajá - Vídeo Raízes, de Aguinaldo Batista Rolim, Cajazeiras, no valor de R$ 16.419,66
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