Quarta-feira, Agosto 31, 2005
[ INSCRIÇÕES ABERTA PARA MOSTRA COMPETITIVA DE VÍDEO DO FENART]

Por Calina Bispo

O Festival Nacional de Arte - Fenart, realizado pelo Governo do Estado
da Paraíba, através da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc),
desde o dia primeiro de Ago., coloca a disposição o regulamento e
ficha de inscrição para a Mostra Competitiva de Vídeo, que será
realizada de oito a 12 de Novembro.

Serão distribuídos oito mil reais em prêmios para os vídeos vencedores
nas categorias de documentário e ficção. O Fenart acontece de 4 a
12 de Novembro. Para participar da Mostra de Vídeo, os interessados devem
se inscrever até o dia 30 de Setembro, por meio de formulário padrão (data
limite válida também para postagem).

As inscrições devem ser encaminhadas para a Fundação Espaço Cultural
da Paraíba (Funesc), XI Festival Nacional de Arte (Fenart)-Mostra
Competitiva de Vídeo, localizada na Rua Abdias Gomes de Almeida, 800 -
Tambauzinho, CEP 58042-100, João Pessoa - PB.

Outras informações sobre o regulamento e ficha de inscrição da Mostra
podem ser obtidas através dos telefones 83 3211 6224 / 6225 / 3211
6201 (fax) ou pelo site www.paraiba.pb.gov.br (ver administração
indireta /Funesc).

As obras serão avaliadas por uma Comissão formada por três
profissionais da área. As obras inscritas serão submetidas à seleção
prévia, devendo as inscrições ser enviadas à Funesc acompanhadas de
fitas VHS ou DVD com cópia, material de publicidade, roteiro, ficha
técnica, currículo do diretor e documentos pessoais.





Domingo, Agosto 28, 2005
[ O CÃO SEDENTO NO 16º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS DE SP ]


Ricardo encarando o cão

Hoje será exibido no MIS (Av. Europa, 158), às 21:00 e a última exibição no CINESESC (R. Augusta, 2075), na próxima terça, 30/08/05 , às 16:00.



Quarta-feira, Agosto 24, 2005
[ O CÃO SOBE A SERRA ]


Vista panorâmica da produtora carioca Cabra Bom Filmes & Laticínios

O filme roda: roda no carretel, roda pelas estradas mundo a fora. No caso d´ O Cão Sedento, as setas do caminho desta vez nos levam a Campina Grande, segunda maior cidade paraibana, que neste final de mês de agosto realiza seu Festival de Inverno anual, evento multimídia com produções da Paraíba e de fora dela. Na seara do audiovisual, David Sobel responde pela curadoria e produção de tudo que está sendo exibido e debatido sobre curtas, médias e longas, de hoje até sábado. Vida longa ao asfalto, aos filmes e aos cogumelos que nesse época do ano brotam nos pastos e nas telas campinenses.

ps:. Cristhine "rolinho primavera" Lucena representa O Cão Sedento e toda a sua equipe (incluindo as almas sebosas da foto acima) no festival, e dá outras providências.

ogunhê!!!


[CINEMA NA ESCOLA ]

Com o objetivo de difundir o cinema nacional e paraibano, o Projeto Cinema na Escola vem servindo como uma importante ferramenta interdisciplinar para discutir temas transversais na escola. Ficção, animação e documentário, são alguns dos gêneros que o Projeto carrega consigo para as exibições nas escolas. As escolas Dr. João Navarro de Souza, no Valentina e a escola Pedro Lins Vieira de Mello, em Mangabeira, encerarão a programação do mês de agosto do Projeto, que levará a sétima arte a mais de 30 escolas em aproximadamente 100 sessões até o final do ano.

No ano passado, mais de 12.000 alunos assistiram as exibições dos filmes do projeto e neste ano já foram realizadas mais de 270 seções em colégios como o José Lins do Rêgo, Padre Ibiapina e o EEPAC, nos turnos da tarde e noite com filmes como por exemplo Memórias do Cangaço, Criação e Planeta Terra. Memórias do Cangaço é um documentário de Paulo Gil Soares sobre as origens do cangaço. No filme, a medida que os policias e cangaceiros, sobreviventes da luta, narram suas historias, são mostradas seqüências de filmes realizados na década de 30. Memórias do Cangaço recebeu o premio Gaivota de Ouro no Festival Internacional do rio de Janeiro,em 1966.

Criação de Helvécio Ratton e Fausto Hugo, conta a história de uma galinha que põe ovos-planetas e que, a partir daí, forma o universo. Após a criação do Planeta Terra, a galinha percebe que seus habitantes vivem em eternos conflitos. Outra película é Planeta Terra, do diretor Marcos Magalhães, fala sobre um velho índio que encontra alguém para compartilhar seu sonho.

O projeto Cinema na Escola é promovido pelo Serviço Social do Comercio ( Sesc), em parceria com o governo do Estado (através da Secretaria de Educação e Cultura) e a Funesc, Fundação Espaço Cultural, e estará durante todo o ano de 2005 percorrendo às escolas da grande João Pessoa, promovendo sessões de para alunos do ensino fundamental e médio.



Domingo, Agosto 21, 2005
[ MOSTRA DO ENCONTRO DO AUDIOVISUAL ]



cena de "Por 30 dinheiros"

A 30ª edição do Festival de Inverno de Campina Grande abriu espaço para o cinema e vídeo produzido na Parahyba. Trata-se do Encontro do Audiovisua que começa na próxima quarta, 24. Entre as novidades, destaque para exibição em primeira mão do filme "No meio do Mundo", de Marcus Vilar e "Por 30 dinheiros", de Vânia Perazzo.

24 - Quarta-feira:

14 às 18hs - Mostra de Vídeo e 16mm (Local: AABB): "O país de Wu Ming" de Carlos Dowling (7min); "A Voz do Outro" de Rodrigo Nunes (15min); "Desejo Citrullus" de Ana Bárbara (1min); "O Senhor de Engenho" de Bertrand Lira (16min); "O Cão Sedento" de Bruno de Sales (10min).
Debate: "Vídeo digital: quantidade X qualidade?".
Participantes: Rodrigo L. Nunes (Videasta Campinense), Carlos Dowling (Cineasta/Videasta Paraibano), Bertrand Lira (Videasta/Prof. do Curso de Rádio e TV da UFPB) e Tarciano Valério (Videasta Campinense).

25 - Quinta-feira:

14 às 18hs - Mostra de Vídeo e 16mm (Local: AABB): Estréia de "O Buraco" de Tarciano Valério; "Alma' de André Morais (5min); "Egofobia' de Carol Medeiros; Estréia de "Não Pise na Grama" de Nycolas Albuquerque (60min).

Debate: - Como gerar espaços de produção audiovisual na universidade?.
Participantes: Renato Alves (Documentaristas do Pólo Multimídia da UFPB); Professor de Arte e Mídia da UFCG; Wagner Braga (Prof. de Desenho Industrial da UFCG); Luiz Carlos Lacerda (Ex-Prof. da Escola de Cinema de Cuba (EICTV) e da Universidade Estácio de Sá (UNESA-RJ)).

26 - Sexta-feira:

14 às 18hs - Mostra de Vídeo (Local: AABB): Estréia de "Uma Iniciativa: Privada" de Sílvio Toledo (3min); "Memórias de Campina Grande" de Luciano Marins (10min); "Pilões" de Vinícius Nunes (10min); "Gosto de Ferrugem" de Audaci Júnior (10min);"O Menino e a Bagaceira" de Lúcio Vilar (30min).

Debate: "O Resgate dos cineclubes e dos cinemas de bairro".
Participantes: Zonda (Mestrando em Literatura e Cinema e Pós-Graduado em Letras na UFPB); Ronaldo Dinoar (Ex-cineclubista e memorialista); Luís Custódio (Prof. do Depart. de Comunicação Social - UEPB).

27 - Sábado:

08 às 12hs - Mostra 35mm (Local: Cinema Multiplex do Shopping Iguatemi): "Transubstancial" de Torquatro Joel (15min); "O Meio do Mundo" de Marcus Vilar (11min) e "Por Trinta Dinheiros" de Vânia Perazzo e Ivan Hlebarov.
14 às 18hs - Mostra (Local: AABB): Vídeo Documentário Produzido na Oficina de "Direção para Vídeo Digital" e Filmes de Machado Bittencourt.
Debate: "Resgatando Machado Bittencourt".


Sexta-feira, Agosto 19, 2005
[ CITRULLUS ]

Passado dois anos da realização do Desejo Citrullus [vixe, 2 anos!], resgato um texto que Laurita Caldas me enviou há muito tempo e que agora compartilho aqui no Birilo com vocês. O texto está abaixo.


[ MELANCIA ]



Por Laurita Caldas

Melancia. Melancia. Melancia.
"- Eu almejo!"
" - A salivação me domina."
" - Olho o movimento da boca que degusta com satisfação!"

O desejo flutuante torna-se objetivo quando um micro ser está dentro de um macro ser. Uma melancia observada por uma gestante pode despertá-la para a vontade de comer. O bebê fica querendo também. A concretização deste querer, não sendo imediata, pode ocasionar irritação. A impaciência dos bebês deve ser mais diluída. Afinal querer não é sempre poder.

Tal vontade desejante deve ser saciada. Segundo as palavras de Maria Rita Kehl o perigo da Aexperiência da privação " pode ocasionar Aimensa angústia, a própria angústia de morte: a dúvida sobre as possibilidades de sobrevivência do sujeito".

Citrullus. Citrullus. Citrullus.
" - Eu quero!"
"- O brillho da fruta me dá apetite"
"- Olho as fatias suculentas nos lábios."

O fato de ter vontade é domesticado para que não ocorra uma frustação. A personagem Magali dos quadrinhos de Maurício de Souza adora melancias bem vermelhas, ou melhor encarnadas considerando as nossas lapinhas. O vídeo "Desejo Citrullus" de Ana Bárbara Ramos demonstra uma feliz conjunção de diversas áreas das ciências humanas. A concisão do trabalho mostra em um minuto situações etnográficas da cultura popular brasileira.

O audiovisual feito na Paraíba demonstra um fortalecimento essencial. Os formatos são variados e os enredos dos roteiros também.

Citrullus Vulgaris. Citrullus Vulgaris. Citrullus Vulgaris.
"- Vou a luta!"
"- A fruta mais bonita existe!"
"- Olho as mãos que seguram o fruto. A mastigação me consome."

Podemos ouvir a voz da mãe por entre os parágrafos deste pequeno ensaio. O fato é que a mãe no vídeo, não tendo concretizado o desejo citrullus, permanece com saudades do sujeito infantil que nasceu de boca aberta.


KEHL, Maria Rita "O Desejo de realidade" In: NOVAES, Adauto.(org.)et al. O desejo. São Paulo:Companhia das Letras/ Rio de Janeiro: FUNARTE, 1990.p.366.


Quinta-feira, Agosto 18, 2005


[ ESTRÉIA HOJE O PRIMEIRO DOCTV DA PARAÍBA ]



O documentário Pericles Leal, o criador esquecido é um filme sobre a descoberta de um pioneiro da televisão brasileira que contribuiu para estabelecer as bases da teledramaturgia nacional nos anos cinqüenta quando esse moderno meio de comunicação de massas ainda dava seus primeiros passos atuando na extinta TV Pauista e TV Tupi.



A partir do momento original de seus trabalhos de criação, fazendo poemas, contos, crônicas, reportagens, e escrevendo adaptações teatrais para o rádio, com o recurso a depoimento com pessoas que conviveram com ele, o documentário procura mostrar ao espectador, através de fragmentos materiais dessa memória que a semente lançada na Paraíba, guarda relação direta com seu futuro amadurecimento profissional quando passou a criar para a o jornal, a televisão, o mercado editorial de revistas, o teatro, em diversos gêneros.

Para fins de uma melhor compreensão do público, o documentário apresenta esse movimento inicial do autor na Paraíba nos anos quarenta

Com a atividade jornalística desenvolvida na Paraíba, Pericles destacou-se de forma pioneira no Estado colocando em evidência as nossas origens étnicas ao escrever a reportagem Um Pedaço da África na Borborema.

Especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, o trabalho de pesquisa foi garimpar os materiais audiovisuais que expressavam o espírito inquieto de criador em diversas formas de linguagem: O teatro, a literatura, o roteiro televisivo.

Há um pequeno recurso da ficção nas passagens de reconstituição de seus momentos de criação, por exemplo, quando escreveu o prefácio para a peça teatral O Vale de Electra, da qual a pesquisa localizou um exemplar.

A partir daí, os depoimentos de familiares e profissionais do meio cultural que tiveram convivência com o personagem são ouvidos, e alguns deles ajudam a moldar um quadro multifacetário do personagem.

O humorista José Santa Cruz, por exemplo, que com Pericles atuou na rádio Tabajara fazendo a adaptação radiofônica da peça Romeu e Julieta, relembra a Paraíba de meados dos anos quarenta e o episódio envolvendo atores circenses que passavam pela cidade.

A viúva do personagem, a atriz Tatiana Leal, comenta os momentos de realização da nascente teledramaturgia da televisão no Ceará, quando ele adaptou Jack London e apresentou-a no horário dedicado a teledramaturgia naquela emissora de TV.

A sua filha, Esther Leal, que trabalhou como produtora na extinta TV Tupi, também traz um depoimento importante da memória afetiva e de trabalho com seu pai, ao datilografar os quase oitenta capítulos da novela A Cabana do Pai Tomás. da qual Pericles era um dos autores da adaptação.

O documentário localizou ainda amigos que na época eram admiradores de um herói televisivo criado por Pericles, o Falcão Negro e sobre isso os amigos falam em Itaipava, local escolhido por Pericles para passar seus últimos dias, antes do falecimento em 1999, próximo de completar 70 anos.Na época Falcão Negro, não existia vídeo-tape, daí que as passagens desse tempo são recuperadas nas falas dos depoimentos recolhidos.
Há uma ênfase ainda no documentário sobre os personagens-síntese da obra do autor, como o cangaceiro Emerenciano, cujo papel foi originalmente escrito para o ator Lima Duarte pela primeira vez na TV Tupi no programa O Contador de Histórias.
No campo literário, os documentaristas foram buscar a opinião da critica especializada para atualizar os espectadores em relação aos livros que compõem a trilogia dos caminhos, editada no país nas décadas de sessenta e setenta.
Realizado pelos documentaristas João de Lima e Manuel Clemente, o filme foi rodado em João Pessoa, Alagoa Nova, Rio de Janeiro, Itaipava, São João do Cariri e São Paulo entre fevereiro e junho de 2005..

Ficha Técnica

Direção:
João de Lima
e Manuel Clemente

Fotografia e câmera:
Manuel Clemente

Som direto:
João Carlos Beltrão

Edição:
Demóstenes Machado
Francisco Sátiro

Iluminação:
Manuel Clemente

Trilha Sonora:
Leonardo Noronha

Computação Gráfica:
Demóstenes Machado

Pesquisa:
João de Lima (coord.)
Bruno de Salles (RJ.)
Fernando Barbosa (PB.)

Assistente de Fotografia:
João Carlos Beltrão

Roteiro:
João de Lima e Manuel Clemente

Projeto e Produção executiva:
João de Lima

Estágio em Produção- RJ
Érica Rocha.

Secretaria do Projeto/Cedop:
Telma Galvão
Dirk Segal
Alberto Casa Grande

Produção executiva da parte ficcionada:
Ingrid Trigueiro

Atores:
(Três Atos)

Pericles jovem e adulto
Duílio Cunha

Pericles adulto - 1964
Ailton Barbosa

Palhaço
Ângelo Guimarães

Partner
Ully Trigueiro

Mulher do circo
Ingrid Trigueiro

Acompanhante de Pericles
Ari Falcão

Fotografia adicional:

José Dilson
Pedro Dantas
Airlan Silva

Texto:
João de Lima
Manuel Clemente
Pericles Leal ( Fragmentos)


Still:
Annelsina Trigueiro
Junia Marusia
Fernando Barbosa
Érica Rocha
João de Lima
Manuel Clemente
João Carlos Beltrão


Narração:
Maria Cardoso

Voz de Pericles:
Fernando Teixeira

Consultoria

Literatura
Hildeberto Barbosa

Iconografia
Wills Leal


Sexta-feira, Agosto 12, 2005

CHICO CORREA & ELETRONIC BAND ENCERRA HOJE A I MOSTRA SESC DE ELETRÔNICA ARTE

Encerra-se nesta sexta-feira, dia 12, com shows das bandas Café do Vento e Chico Correa & Eletrônica Band e a participação de Lúcio Vilar e Bertrand Lira, a I Mostra Sesc Eletrônica Arte, que esta sendo realizada na unidade do Centro do Sesc ( Serviço Social do Comércio), em João Pessoa.


Cena de Paola

Ao meio-dia, haverá a exibição dos documentários Imagem Sobre Imagem- A Segunda Guerra em Natal, Kinocopa, O País de Wu Wing e Paola, este último do paraibano Eduardo Chaves.



Ás 16h00, a Sessão Série Depoimentos, traz como convidados os cineastas paraibanos Lucio Vilar e Bertrand Lira. Lúcio Vilar, além de cineasta, é jornalista e Chefe do Departamento de Comunicação Social da UFPB e recentemente recebeu com o curta O Menino e a Bagaceira o prêmio de melhor curta e melhor direção no 4º Festival Santa Maria de Vídeo e Cinema, no Rio Grande do Sul. Bertrand Lira é professor do Departamento de Comunicação da UFPB e com o documentário "Bom Dia Maria de Nazaré recebeu o prêmio JVC Grand Prize, onde concorreu com mais de 2800 produções de 32 paises. Segundo a JVC, Bertrand Lira, foi o segundo brasileiro, em 26 anos de de história do prêmio , a conquistar o primeiro lugar nesse festival internacional, realizado em Tókio, Japão.

Som, Imagem e Poesia, às 18h30 apresenta os vídeos Viva o que é Bom, Publicações Independentes? e os paraibanos Brasilidade e Terno e Gravata, na Área de Lazer do Sesc. Às 19h00 acontece as ultimas exibições de vídeo da Mostra, com os vídeos premiados no 14º Vídeo Brasil.

A I Mostra Sesc Eletrônica Artes encerra-se com os shows de Café do Vento e Chico Correa & Eletrônica Band, às 20h00, dentro do projeto Glória Vasconcelos, que nesta edição volta a instituição comerciaria. Durante os quatro dias da Mostra, o público conferiu e participou das 14h às 20h, da programação da Rádio Sintonia instalada na Área de Lazer, comandada pelo radialista Pablo Maia.

A I Mostra Sesc Eletrônica Arte, é uma realização do Sesc e conta com o apoio da TvZero, da OTE UFRN e da UFPB, e tem como proposta de divulgar o vídeo, como arte eletrônica. A Mostra acontece na unidade do Sesc Centro, localizado na rua Desembargador Souto Maior, 291,Centro, com entrada gratuita.


Quarta-feira, Agosto 10, 2005
[ PARAHYBA NA TELONA: FILME MARCA HOMENAGENS AOS 420 DE JOÃO PESSOA ]



As comemorações pelos 420 anos de João Pessoa continuam nesta quinta-feira 11 de agosto com a exibição do filme "Por 30 Dinheiros", produção que vem sendo considerada a primeira genuinamente made in Paraíba. Dirigido por Vania Perazzo e Ivan Hlebarov, a produção - que leva os rostos e a fala do povo paraibano à tela do cinema - deverá ser vista por cerca de 200 convidados, a partir das 10h30, na sala 6 do Cinebox, no Manaíra Shopping.

A sessão especial é uma realização do Governo Municipal, da Comissão Organizadora dos 420 anos de João Pessoa, com o apoio da Minerva Filmes e da Empresa Cinebox.

"Por 30 Dinheiros" conta a história de um circo de periferia que apresenta a peça "A Paixão de Cristo". Acontece que Zé (que faz o papel do Cristo na peça) e Lula (que representa São Pedro) fogem com o dinheiro da bilheteria, numa certa noite. Os dois passam a ser perseguidos pelo diretor da peça, Biu (o "Judas") e essa perseguição gera cenas de comédia, drama e tragédia, que têm como pano de fundo um Nordeste globalizado com fortes raízes culturais.

A produção conta com um grande elenco, que inclui vários atores locais e alguns nacionais, como Osvaldo Mil, Ilya São Paulo, Cláudia Alencar, Fernando Teixeira, Emílio de Mello, Ednaldo do Egypto (em memória), Gal Cunha Lima, Fabíola Morais, Humberto Lopes, Horiebe Ribeiro, Marcos Brandão, Anunciada Fernandes, Saint-Clair Avelar, Dadá Venceslau, Alex Fialho, Patrícia Braz, Lúcia Costa, Eleonora Montenegro, Cristovam Tadeu e Edílson Alves.

O filme foi patrocinado pelo Ministério da Cultura (Concurso de Finalização de Longas) e Agência Nacional de Cinema-Ancine (Lei do Audiovisual), com o apoio do Fundo Municipal de Cultura (Funjope) e do Governo do Estado (Funesc). Sua realização contou com investidores como Banco do Nordeste, Paraiban, Telpa, Banco do Brasil, Hotel Tambaú, Toyota e Gráfica Santa Marta.

[fonte: WSCOM]



Terça-feira, Agosto 09, 2005
[ CAMILO CAVALCANTE NA I MOSTRA DE ARTE ELETRÔNICA DO SESC ]


Leviatã

Dando continuidade a I Mostra de Arte Eletrônica do Sesc, a programação desta quarta-feira, dia 10, além variados vídeos, traz como destaque, a participação do diretor Camilo Cavalcante na Série de Depoimentos.

A programação terá inicio ao meio-dia, com a exibição dos filmes Português, o Colonizador dos Trópicos e A Influência dos Negros, no Mini - Auditório do Sesc. Ás 14h00, também do Mini- Auditório, será exibido uma sessão com vídeos Japoneses.

Ás 16 horas, a Série de Depoimentos trará o diretor e roteirista pernambucano Camilo Cavalcante que participará da exibição dos curtas Leviatã e Os Dois Velhinhos, fazendo comentários sobre os videos.A partir das 18h30 , a programação se concentra na Área de Lazer da instituição comerciaria, começando com a exibição do making of de O Passadouro e do Cão sedento.

O Velho, O Mar e O Lago, A Historia da Eternidade e Alma, serão exibido logo em seguida, às 19 horas. E encerrando a programação da quarta-feira , será exibido a sessão Documento Brasil Eletrônico com os vídeos Certas Duvidas de William Kentridge e Rafael França, Obra como Testamento.

Paralela a Mostra , o público que freqüenta a Área de Lazer do Sesc, poderá ouvir e participar, das 14h às 20h, da programação da Rádio Sintonia que funcionará durante os quatro dias do evento.

A I Mostra de Arte Eletrônica, que acontece de 09 a 12 de agosto, é uma realização do Sesc e conta com o apoio da TvZero, da OTE UFRN e da UFPB, e tem como proposta de divulgar o vídeo, como arte eletrônica. A Mostra acontece na unidade do Sesc Centro, localizado na rua Desembargador Souto Maior, 291,Centro, com entrada gratuita.


[ MOSTRA DE ARTE ELETRÔNICA NO SESC ]

Por Jussiê Rodrigues

A palavra 'Arte' pode ser conceituada como a capacidade que o ser humano tem de pôr em prática uma idéia. O vídeo é o meio que consegue, dentro desse conceito, desenvolver essa idéia, da maneira mais simples. Com essa proposta, tem inicio na próxima terça-feira, dia 09, no Sesc Centro, a I Mostra de Arte Eletrônica que trará exposição, música e vários vídeos para o público pessoense , até a sexta-feira, dia 12

A Mostra vai trazer ao público que for ao Sesc (Serviço Social do Comércio) , vários exemplos da arte eletrônica, que é o vídeo,a exemplo de Gilberto Freyre O Cabral Moderno, A Cunha, Mãe da Família Brasileira, Português, o colonizador dos trópicos e A influência dos Negros em sessões ao meio-dia.

Marcus Villar, Torquato Joel, Camilo Cavalcante, Laurita Caldas e Eliza Cabral, estarão presentes na Sessão Vídeo Depoimentos, onde discutirão vídeos como À Margem da Luz e Leviatã, além de assuntos relacionados a arte eletrônica, sempre às 16h .Além dos vídeos, o público que freqüenta a Área de Lazer da instituição comerciaria, poderá conferir a exposição "Telagráfica" do artista Luiz Henrique e das 14h às 20h ouvir a programação da Rádio Sintonia que funcionará durante os quatro dias da Mostra.

Também na Área de Lazer haverá ainda apresentação de vídeo clips, Série Som da Rua por Rodrigo Berliner, Festival do Minuto 2004, uma Coletânea Eletrônica, vídeos premiados no 14º VIDEOBRASIL, a partir das 18h30. A I Mostra de Arte Eletrônica acontecerá entre os dias 09 e 12 de agosto a partir do meio-dia no Sesc Centro.

Shows de encerramento

A programação da Mostra de Arte Eletrônica, encerra-se com os shows das bandas Café do Vento e ChicoCorrea & ElectronicBand, na sexta-feira, dia 12, dentro do Projeto Glória Vasconcelos.

O Café do Vento é um laboratório musical sem fronteiras. Aberto a influências alienígenas, a banda incorpora novas formas musicais sem preconceitos. Embora, a banda apresente elementos marcantes provenientes das raízes nordestinas, não se caracteriza como um grupo musical que busca preservar e reinterpretar a cultura popular como fonte principal de sua estética musical

ChicoCorrea é um Pseudônimo baseado no Pianista e compositor Jazzístico ChickCorea. Surge como uma alusão à fusão de estilos e uso de novos equipamentos (Chick Corea foi um dos pioneiros do Jazz rock/Fusion e do uso do piano elétrico e Sintetizadores ). De forma abrasileirada, ChicoCorrea & Electronic Band mantém a idéia da fusão de estilos e tecnologia.

Com o principal objetivo de disseminar a cultura local, o projeto cujo nome é em homenagem a cantora paraibana (in memória) Glória Vasconcelos é promovido pelo SESC João Pessoa há mais de 10 anos levando cultura para as comunidades e abrindo espaço para produções artísticas locais e conta com a parceria do Governo do Estado, através da Funesc.


Em sua trajetória o Glória Vasconcelos já percorreu várias vezes a cidade tendo iniciona Área de Lazer do Sesc Centro e sendo depois desenvolvido na Feirinha do bairro de Tambaú e no Parque Sólon de Lucena. Recentemente o projeto circulou em várias comunidades, em parceria com as associações existentes, a exemplo do bairro de Mandacarú, do Conjunto Vieira Diniz, e do Porto do Capim, no centro da capital.

Os shows terão inicio às 20 horas na Área de Lazer do Sesc Centro, localizado na Rua Desembargador Souto Maior, 291, Centro, com entrada franca.





Domingo, Agosto 07, 2005
[ FALTAM POLÍTICAS PARA O AUDIOVISUAL ]

Por Breno Barros*


cena do video "O gosto de ferrugem" e o desenho que inspirou o vídeo

Cineastas e videastas da Paraíba são unânimes em apontar a falta de apoio financeiro como um dos principais problemas para a produção no Estado. "Faltam políticas específicas para o audiovisual", reclama Lúcio Vilar, diretor de O menino e a Bagaceira e professor do departamento de Comunicação Social da UFPB. O realizador J. Audaci Jr. diz que na falta de apoio "o melhor é fazer caixa com festivais". Ele conta que em seu último projeto desistiu da lei de incentivo por causa da burocracia. "Era preciso discriminar detalhadamente tudo e não houve tempo suficiente".

Um outro problema da produção audiovisual local é a falta de formação técnica. "Fazemos o que pode ser feito e temos que ser autodidatas na marra", relata Audaci. Em sua última produção, a ficção "O gosto de ferrugem", ele revela que teve problemas com a linguagem para a direção dos atores. "Sabíamos instintivamente o que eles deviam fazer, mas não sabia que nome se dava para tal", relata.

Audaci disse que a camaradagem dos amigos e o apoio logístico da Universidade Federal da Paraíba reduzem bastante os custos e graças a isso a produção ainda caminha. "O gosto de ferrugem custou R$ 1,5 mil em fita para DVCam (formato utilizado), telefone, estúdio, segurança, transporte e material de set. Mas só a animação de Paloma Nogueira custaria R$ 2 mil".


cena do filme "O cão sedento"

Bruno de Sales, diretor de "O cão sedento" elenca alguns impedimentos para a produção de filmes. "Não temos câmera 35mm no Estado bem como inexiste entre nós laboratórios de finalização de som e de imagem. Só isso já implica num gasto de um terço a mais em qualquer produção realizada por aqui". O formato digital, naturalmente mais barato, oferece uma perspectiva maior para os realizadores. "Com o barateamento de novos equipamentos de captação (em vídeo) e finalização, a Paraíba aos poucos mostra sinais de desenvolvimento sobretudo no âmbito da UFPB, onde se constrói, atualmente, uma estrutura de produção e formação do olhar nas dependências do curso de Comunicação e do pólo multimídia", explica. O cineasta mostra-se esperançoso e declara que "é cedo para avaliar o futuro próximo, mas me parece que essa semente, não tarda, germinará muito bem em solo paraibano".

Para solucionar esses empecilhos Bruno sugere que seja criada uma "política pública para o audiovisual paraibano que envolva todos os interessados e que priorize com igual intensidade a formação do olhar e da mão de obra". Sales espera que a Paraíba possua uma sala de cinema independente para projeção em todos os formatos, além da veiculação de conteúdo ficcional e documental nas TVs a cabo de João Pessoa assim como a criação de cineclubes em todo o Estado. Para a capacitação de mão de obra, ele acredita que deve haver cursos profissionalizantes permanentes e gratuitos.

Outra maneira de fomentar a produção seria instituir um "prêmio estímulo para primeiros filmes e vídeos e um edital anual de pelo menos um longa-metragem no Estado da Paraíba". "O empresariado paraibano é um dos que menos gasta com audiovisual no Brasil, está no hora disso mudar, de trazer o dinheiro da iniciativa privada para o desenvolvimento sócio-cultural da Paraíba. É o mínimo que eles podem fazer por enriquecerem num Estado tão pobre quanto o nosso, com o nosso consentimento", arremata.

Para se ter uma idéia do custo da produção em película, o filme "O cão sedento" precisou de R$ 18 mil apenas na pós-produção. O recurso foi adquirido através da Fundo de Incentivo à Cultura do Governo do Estado. O diretor disse que gastou 500 reais do próprio bolso para captação nos negativos 16mm vencidos cedidos por João Carlos Beltrão, fotógrafo do filme. A câmera foi liberada gratuitamente pelo Núcleo de Documentação Cinematográfica (Nudoc) da UFPB e todos os atores e técnicos da empreitada doaram seus cachês.


"O meio do mundo"

Em 2005 foram finalizados os filmes "Por trinta dinheiros", de Vânia Perazzo, "O cão sedento", já citado, "Alma", de André Moraes e na segunda quinzena deste mês, segundo Marcus Vilar, deve ser lançado "O meio do mundo", sua última produção. Ainda para este ano é aguardado "Caldeamento" de Renato Alves. Torquato Joel e Ana Bárbara rodam seus curtas aprovados no último edital para filmes em 35mm do Ministério da Cultura ainda este ano e finalizam no próximo.


"A muda que sabia demais - o filme"

Entre os vídeos já saíram "O gosto de ferrugem", de J. Audaci Jr., "Diário de um suicida", de Mateus Andrade, "O cordel da moça feia", de Everaldo Vasconcelos, "Péricles Leal", de João de Lima Gomes, telefilme contemplado no primeiro Doc.TV que contemplou o Estado e está pronto, embora ainda não tenha sido lançado, "O senhor do engenho", de Bertrand Lira, "A muda que sabia demais - o filme", de Ferdinando Dantas, "Sobre meninas e governantas", de Marcelo Coutinho, além desses, cinco curtas produzidos com apoio do Ministério da Cultura através do programa "Revelando os Brasis".


cena do vídeo "Sobre meninas e governantas

Lúcio Vilar questiona o acompanhamento que a produção local tem recebido por parte das instâncias de Cultura do Estado e do Município. "Será que a sub-secretária de Cultura do Estado (Cida Lobo) ou o presidente da Funjope (Luís Carlos Vasconcelos) viram esses vídeos que estão sendo premiados?". "O menino e a bagaceira" ganhou os prêmios de melhor documentário nacional e júri popular da última edição do Fenart, o Guarnicê de melhor vídeo nacional do 28º Festival de Cinema e Vídeo de São Luís (MA), melhor curta e melhor vídeo do Festival de Vídeo de Santa Maria (RS) e concorre na categoria documentário universitário do 13º Gramado Cine Vídeo.



Enquanto os custos e a escassez de investimentos limitam as produções em película na Paraíba, os realizadores recorrem ao formato digital para suas investidas muitas vezes vislumbrando transpor o material captado para filme. "O preço médio do minuto do 'transfer' (transposição para película) é de 900 reais", conta Marcus Vilar. "Os universitários contam com um certo aparato e a grande novidade tem sido as ficções. Nós vemos que tem crescido o interesse e a qualidade. Tivemos uma boa safra de projetos experimentais que devem ser exibidos nos próximos festivais", relata Lúcio Vilar.

EDITAL PARA VÍDEOS DIGITAIS

Torquato Joel cineasta diretor do premiadíssimo curta "Passadouro" e atual chefe da divisão de audiovisual da Funjope afirmou que está previsto para este mês um edital para a produção de vídeos digital para João Pessoa denominado "A cidade e o tempo". Serão beneficiados quatro projetos sendo dois de realizadores paraibanos, um de outro estado, esses passarão por seleção, e um de um paraibano que esteja residindo fora a ser convidado. Torquato adiantou que o convite será feito a Walter Carvalho. "Tivemos a idéia de abrir o edital para realizadores de outros estados para que a cidade possa ser vista por um olhar de fora", explica.

A Prefeitura pretende realizar doze oficinas por ano a partir de setembro, a primeira delas será de roteiro e provavelmente ministrada por um roteirista argentino. "Na América Latina a Argentina demonstra estar avançada em qualidade de roteiro e dramatúrgica", esclarece Torquato. Outro projeto da divisão de audiovisual da Funjope é o Cine Olho, que pretende levar às comunidades carentes da Capital oficinas básicas de produção sobre roteiro, direção, fotografia e montagem. [«]

TRÊS FILMES FINALIZADOS EM SEIS MESES

Em 2005 foram finalizados os filmes "Por trinta dinheiros", de Vânia Perazzo, "O cão sedento", já citado, "Alma", de André Moraes e na segunda quinzena deste mês, segundo Marcus Vilar, deve ser lançado "O meio do mundo", sua última produção. Ainda para este ano é aguardado "Caldeamento" de Renato Alves. Torquato Joel e Ana Bárbara rodam seus curtas aprovados no último edital para filmes em 35mm do Ministério da Cultura ainda este ano e finalizam no próximo.

[* publicado no jornal Correio da Paraíba, em 5/08/2005]


Quarta-feira, Agosto 03, 2005
[ O QUINZE ]



"O Quinze" de Jurandir Oliveira será exibido amanhã, às 10 horas, no Cine Multiplex do Shopping Tambiá. O filme faz parte da mostra Soia Lira que o Sesc está realizando. Além da atriz estará prensente Letícia Menescal, produtora do filme. A entrada é franca.



O filme se passa em pleno sertão do Ceará, em 1915, ano da grande seca que dizimou uma boa parte da população pobre do estado. Uma Jovem professora (Conceição) que trabalha em Fortaleza, vai passar férias na fazenda da avó (Mãe Inácia) no município de Quixadá e lá, além de conviver com o flagelo da seca, se envolve emocionalmente com um primo (Vicente).



Também na quinta-feira, será exibido em duas sessões ( meio-dia e 18h30) o filme "Central do Brasil", em que Soia vive Ana, mãe do menino Josué ( Vinicios de Oliveira) que aos nove anos sonha em encontrar o pai que nunca conheceu.

A Mostra Soia Lira será apresentada na programação de Cinema do Sesc ( Serviço Social do Comércio), localizado na rua Desembargador Souto Maior, 291, Centro , com abertura no dia 03 e encerramento no dia 04 de agosto.


Terça-feira, Agosto 02, 2005
[ SOIA LIRA NO CINEMA DO SESC ]


Soia na pele de dona Miséria e o diretor Marcus Vilar no set de A Árvore da Miséria

Começa amanhã, 3, a Mostra Sôia Lira, dentro da programação do Cine Sesc, às 19h00, no mini-auditório do SESC. Com a exibição dos curtas-metragens "Eu Sou o Servo", de Eliézer Rolim, e "A Árvore da Miséria", de Marcus Vilar, com a presença da atriz homenageada.

Na quinta-feira, 4, às 12h, será exibido "Central do Brasil", de Walter Salles. Ainda na quinta-feira (04/08) e também na sexta-feira, 5, às 10h, será exibido, na Sala 1 do Multiplex do Shopping Tambiá, no Centro, "O Quinze", de Jurandir Oliveira, com a presença de Letícia Menescal, produtora do filme.


cena do filme "Eu sou o servo", de Eliezer Rolim

Soia Lira, é hoje uma das atrizes paraibanas de grande destaque no cenário nacional, participando do elenco de produções premiadas como "Abril Despeda çado" e "Central do Brasil", de Walter Salles Jr., filmes que divulgaram a cultura brasileira em diversos festivais internacionais e são recordistas de bilheteria em cinemas de todo o país. Como forma de homenagear a atriz paraibana, num reconhecimento da importância de sua trajetória artística, o Sesc, através do Projeto Cine Sesc, idealizou a Mostra Sôia Lira.

A atriz nascida em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, encontrou nas dificuldades da infância soluções criativas para sua diversão. Assistindo encenações como "A Paixão de Cristo" em sua cidade, ela começou a "brincar" de teatro com Eliézer Rolim, Marcélia Cartaxo e Nanêgo Lira, seus amigos de infância, adaptando filmes de terror para o teatro, formando assim o Grupo Mickey. Em 1978 conheceu Luiz Carlos Vasconce los, ator e atual presidente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), vindo com ele para a capital estudar teatro na Escola Piollim. Em 1979 fez seu primeiro espetáculo profissional, na peça "Beiço de Estrada".

Soia ganhou destaque em 1992 ao interpretar a personagem Ceição no espetáculo teatral "Vau da Sarapalha", adaptação do conto de Guimarães Rosa, e dirigida por Luiz Carlos Vasconcelos, numa produção do Grupo Piollin da Paraíba. A peça já foi apresentada em todo o Brasil e em países como Alemanha, Portugal, Espanha e Inglaterra.

A estréia de Soia Lira no cinema ocorreu com o filme "A Árvore da Marcação", de Jussara de Queiroz. A atriz fez uma participação também em "Abril Despedaçado" e em "Central do Brasil", neste último interpretando Ana, mãe do menino Josué (Vinícius de Oliveira).

Ano passado, a atriz foi premiada no Cine Ceará como melhor atriz no filme "O Quinze", de Jurandir Oliveira, baseado no romance homônimo de Rachel de Queiroz, ainda sem data de estréia. Na televisão, ela atuou no especial "Uma Mulher Vestida de Sol", do também paraibano Ariano Suassuna.

Principais atuações - "O Quinze", de Jurandir Oliveira, foi exibido no Festival do Ceará e premiado com o troféu de melhor atriz para Soia Lira. Ela interpreta a mulher de um retirante, Chico Bento (Jurandir Oliveira). Os dois e quatro filhos deixam a propriedade em que trabalham, no sertão cearense, rumo ao Amazonas, durante a seca de 1915. Uma trajetória dramática, pontuada pela fome, a morte, o desespero, seguindo o romance O Quinze, de Rachel de Queiroz, que o filme adapta.

"Central do Brasil", de Walter Salles, narra a história de Dora (Fernanda Montenegro), uma mulher que escreve cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, ajuda menino Josué (Vinícius de Oliveira), após sua mãe, Ana (Sôia Lira) ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste.

O espetáculo "Vau da Sarapalha" é uma adaptação do conto "Sarapalha", do livro "Sagarana", do escritor mineiro Guimarães Rosa. A direção da peça é de Luís Carlos Vasconcelos e traz em cena o Grupo de Teatro Piolin, formado por Everaldo Pontes, Soia Lira, Servílio Ho landa, Nanego Lira e Escurinho.

"Abril Despedaçado" é livremente inspirado no livro homônimo do escritor albanês Ismail Kadaré. A adaptação para o cinema foi realizada por Walter Salles, Sérgio Machado e Karim Aïnouz, e as filmagens aconteceram entre agosto e setembro de 2000 nas cidades de Bom Sossego, Caetité e Rio de Contas, interior da Bahia.

VÁ LÁ:

A Mostra do Cine Sesc exibirá os curtas-metragens "A Árvore da Miséria", de Marcos Vilar, e "Eu Sou o Servo", de Eliézer Rolim, além dos filmes "Central do Brasil" e "O Quinze", a sua mais recente participação em um longa-metragem. A Mostra será apresentada na programação do Cine Sesc, na sala de exibição de cinema e vídeo do Sesc, na rua Desembargador Souto Maior, 291, Centro.

[fonte: Jornal O Norte ]