Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
ASSOSSIAÇÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTARISTAS_SEÇÃO PARAÍBA
A comissão eleitoral, constituída em assembléia no dia 22/12/2004, vem, através deste, convocar, regulamentar, conduzir o processo eletivo e dar posse à direção da entidade para a gestão anual 2005/2006 ¿ início em 28 de janeiro de 2005 com término em 29 de janeiro de 2006.
Convocação:
Aos candidatos à Direção da ABD-PB: constituir chapa, nomeá-la, discriminando membros para os cargos de Presidente, Vice-presidente, Tesoureiro, 1º Secretário e 2º Secretário e Programa de Gestão Anual 2005/2006. Através de requerimento, em duas vias, inscrever-se para ao processo eletivo até o dia 13/01/2005 e entregar em mãos à comissão eleitoral através de seus membros.
Aos membros da ABD-PB para dirimir qualquer pendência cadastral junto à entidade.
A comissão eleitoral cabe homologar a chapa observados os critérios de aptidão, no dia útil seguinte ao requerimento.
Da Aptidão:
Estarão aptos a votar e serem votados aqueles membros que não tenham nenhuma restrição cadastral com a entidade aos 13/01/2005, ou seja, ficha de inscrição, e taxa cadastral quitada.
À comissão eleitoral cabe junto à comissão de reestruturação da ABD/PB emitir lista de votação dos membros aptos aos 13/01/2005.
Do Processo Eleitoral:
O processo eletivo para a direção da entidade para a gestão anual 2005/2006 dar-se-á no dia 27 de janeiro de 2005 das 14 horas às 18 horas no Núcleo de Teatro Universitário da UFPB (NTU) e das 19 horas às 21 horas no Hall do Cine Banguê do Espaço Cultural_FUNESC. A contabilização dos votos dar-se-á no Espaço Cultural como primeiro ponto de pauta da Assembléia Ordinária marcada para este mesmo dia às 21h.
Da Votação:
O voto é secreto.
O voto é vinculado, ou seja, os membros aptos votarão na chapa na forma como se designam membros e cargos.
O membro eleitor deve apresentar documento de identificação expedido por órgão competente ou de fé pública que contenha foto.
Votarão só os membros constantes na lista de votação_único instrumento de designação de aptidão eleitoral.
O membro que não conste em lista de votação e estabeleça o contraditório, facultar-se-á o voto em separado. A Assembléia Ordinária homologa ou não de maneira irrecorrível e irrevogável sobre cada voto em separado antes da contabilização.
Da Eleição:
Estará eleita para exercer a direção da ABD-PB para o biênio 2005/2006 a chapa que obtiver cinqüenta por cento mais um do total de votos.
Caso os votos brancos e nulos sumarizem cinqüenta por cento mais um do total de votos será realizada nova eleição, definida na Assembléia Ordinária de 27/01/2005.
Da Posse:
Como último ato da Assembléia Ordinária do dia 27 de janeiro de 2005 será dada posse, caso haja, à chapa vencedora do processo eletivo para a direção da ABD-PB para o gestão anual 2005/2006.
Parágrafo Único:
A Assembléia Ordinária do dia 27 de janeiro de 2005 é o foro soberano e legítimo, de decisão irrecorrível e irrevogável sobre quaisquer recursos contestatórios do processo eleitoral, garantida voz à comissão eleitoral e às partes.
A comissão eleitoral, revestida de poderes pela Assembléia de 22/12/2005 conta com representativa participação, dando viva à diferença, à democracia e a uma ABD-PB de todos.
Carlos Dowling
iushaca@yahoo.com.br
Cristhine Lucena
cristhinelucena@hotmail.com
postado por Bárbara às 12:10 PM
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Quarta-feira, Dezembro 22, 2004
[ REVELANDO OS BRASIS TRANSFORMA PROFESSORA DE PITIMBU EM CINEASTA ]
A professora do ensino fundamental Adelma dos Passos, 29 anos, mudará de profissão por quase uma semana: será diretora e produtora de um vídeo-documentário. Ela foi um dos 40 selecionados para participar do projeto Revelando os Brasis, que viabiliza a produção de curtas-metragens em municípios brasileiros de até 20 mil habitantes. A partir de segunda-feira (20 de dezembro), A professora movimentará Pitimbu, no interior do estado, para filmar a história de uma marisqueira da região.
Outros quatro paraibanos foram escolhidos para participar do projeto. Damião Rodrigues, de Jacaraí; Cícero de Lira, de São Sebastião do Umbuzeiro; Maria José da Silva, de Gurinhém; e Laércio de Oliveira Filho, de Aparecida, vão iniciar as filmagens somente em janeiro. Após a finalização das gravações, todos selecionados farão um curso para aprender a editar o material. Até fevereiro, eles deverão finalizar as várias etapas da produção dos vídeos para que sejam exibidos na rede pública de televisão em todo o país.
O Revelando os Brasis é uma parceria do Instituto Marlin Azul e do Ministério da Cultura (MinC). Para concorrer, não era necessária experiência na área. Todos os 40 classificados estiveram no Rio de Janeiro, na última semana de novembro, para cursos de roteiro, som, imagem e câmera. Devido ao sucesso do primeiro ano do programa, Gil anunciou que o Revelando os Brasis foi estendido até o fim do mandato Lula em 2006.
[texto publicado no correio da paraiba do dia 21/12]
postado por Bárbara às 8:10 AM
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Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
[ A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E O DIREITO DE MENTIR ]
Orlando Senna *
A primeira acusação contra a proposta do governo para a criação da Ancinav foi a de autoritária. A forma democrática e inclusiva como o governo tratou do assunto, abrindo a questão para uma ampla discussão no setor e na sociedade e promovendo uma consulta pública, somada à ausência de argumentos dos acusadores, já que o texto da proposta não apontava nessa direção, esvaziaram tal imputação. Nos últimos meses a discussão nacional sobre a Ancinav e o trabalho do Conselho Superior de Cinema desenvolveram-se no território da realidade e da racionalidade, tratando dos temas concernentes à proposta governamental: o tamanho e o escopo da futura agência, taxação, constituição de um fundo para o desenvolvimento industrial e comercial, formas de fiscalização, medidas de proteção ao produto nacional.
A imputação de autoritarismo, uma clara tentativa de satanizar o projeto e, assim, matá-lo no nascedouro, permaneceu residualmente em declarações de políticos oposicionistas e jornalistas desinformados. O grupo que lançára a estratégia da satanização (tv privada, distribuidoras de Hollywood, uns poucos e poderosos produtores cinematográficos do Rio de Janeiro) recuou de sua posição surrealista e participou dos muitos fóros de discussão que se constituíram no País, inclusive no Conselho Superior de Cinema onde contam com vários representantes. O grupo se posionou, essencialmente, pela não regulação da televisão e pela manutenção da Ancine, a atual Agência Nacional do Cinema que incide apenas, sejamos redundantes, sobre a atividade cinematográfica.
Ou seja, contra a existência de uma Ancinav, de uma agência para regular a circulação de conteúdos audiovisuais em todos os segmentos da atividade, no sentido de desenvolver a indústria audiovisual brasileira (cujo potencial está sub aproveitado) e estabelecer proteções e salvaguardas no que se refere ao nosso mercado audiovisual. A Ancinav será o primeiro instrumento do Estado brasileiro para a adequação da sua legislação ao novo cenário internacional da questão audiovisual - uma normatização já existente em todos os paises industrializados e nos emergentes da Ásia e em processo de formatação na Argentina, México, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Uruguai, Paraguai, Chile e Peru, para citar apenas os vizinhos.
Trata-se de um instrumento moderno de normatização da economia audiovisual, a maior das próximas décadas em escala planetária. A necessidade urgente de legislações audiovisuais específicas e abrangentes é consensual entre as nações e assunto de ponta na Organização Mundial do Comércio, na UNESCO e em todos os fóros internacionais regionais. A proposta da Ancinav, espelhando especificidades brasileiras, é branda e significativamente menos interferente no equilíbrio do mercado em comparação às legislações dos EUA, da França, da Espanha, da Coréia do Sul, da Austrália, da Argentina. Estamos entre os dez maiores mercados audiovisuais do mundo e, dos dez, somos o único país que não tem uma norma que abranja, necessariamente, todos os segmentos audiovisuais. Necessariamente porque o setor é um só, está em processo veloz de convergência tecnológica e empresarial e o mundo que nos rodeia trata a questão dessa forma abrangente e estamos todos no mesmo barco globalizado.
As atribuições da futura Ancinav, focadas sobre a economia do mercado audiovisual, não têm qualquer incidência sobre a criação em si, sobre o fator artístico, não ferece qualquer possibilidade para a agência interferir na temática ou na linguagem dos filmes, dos programas de tv, dos jogos eletrônicos ou de qualquer manifestação estética. O campo de atuação da Ancinav é outro, é o do desenvolvimento da indústria e do comércio audiovisuais.
O grupo contrário à criação da Ancinav, que se apresenta como minoritário mas detentor ³do maior PIB², não conseguiu convencer o Conselho Superior de Cinema e a grande maioria dos profissionais do setor. Sua posição estranhamente conservadora, de manutenção de um quadro sufocantemente concentrador e baseado apenas no dinheiro público, não teve acolhida nos espaços legítimos e democráticos de discussão. Recentemente, quando o Conselho Superior de Cinema informou que o trabalho de confecção do texto está sendo concluído e que o mesmo será enviado em breve à Presidência da República, que o encaminhará ao Congresso Nacional, o encionado grupo retomou a estratégia inicial de tachar a proposta de autoritária.
A falta de sustentação para tal argumento é a mesma de cinco meses atrás e também a adjetivação desvairada é a mesma, de stalinista a zdhanovista, de chavista a soviético. E também o poder de mídia, já que o grupo é porta-voz da maior empresa de comunicação do país. O foco dos ataques ao projeto é, de novo, a sua suposta ameaça à liberdade de expressão. Embora a Ancinav não tenha qualquer poder de censura, embora os senhores do grupo saibam perfeitamente disso, embora o texto tenha passado pelo crivo do Conselho Superior de Cinema (9 ministros, 18 representantes do setor e da sociedade) e por uma consulta pública que rendeu 400 manifestações, o grupo continua gritando para todo o Pais que existe ameaça à liberdade de expressão. A tática é antiga (uma inverdade dita muitas vezes e com ênfase passará por verdade) mas a dimensão dos danos causados por uma inverdade multiplicada e repercutida por todo o País, como uma avalanche midiática, é nova ,ironicamente, tem a ver com monopólios e hegemonias, disfunções do capitalismo que ocorrem quando a mediação da sociedade, por si mesma ou através do Estado democrático, é insuficiente ou inexistente.
A situação é kafkiana: em defesa de uma inexistente ameaça à liberdade de expressão, um grupo utiliza indevidamente, aéticamente, a liberdade de expressão. Utiliza um direito humano como cortina de fumaça, para esconder seus verdadeiros propósitos: manutenção de privilégios e ausência de normas democratizantes. A extrema agressividade verbal desfechada pelo grupo contra o governo, contra o ministro da Cultura e contra a maioria do setor lastreia-se nesta acusação ridícula: somos todos uns bolcheviques loucos e fora do tempo, trabalhando incessantemente para a volta da censura e da ditadura (possivelmente aquela ditadura que levou quase toda a equipe do Ministério da Cultura à cadeia ou ao exílio e durante a qual o mencionado grupo cresceu e prosperou). É como se, de repente, Gilberto Gil, um dos maiores militantes, em escala mundial, da liberdade, da paz e da democratização do capitalismo fosse atingido por um raio maligno e se transformasse em um novo Goebels (ou qualquer tirano sorteado na cesta de adjetivos infamantes que está sendo usada).
Seria cômico se não fosse trágico para um pais que está construindo a sua democracia. Para qualquer pais. A liberdade de expressão dá direito a mentir? Dá direito a mentir para um povo, para uma nação? Muita gente diz que sim, que a expressão é o complemento da liberdade de pensamento e que, nessa esfera, a verdade é relativa. Muita gente diz que não, que o princípio básico da convivência humana, a ética, é o continente desse direito. A Declaração dos Direitos do Homem, de 1789, código de conduta adotado em todo o Ocidente, considera a liberdade de pensamento e opinião como ³um dos direitos mais preciosos² e define juridicamente a questão: ³todo cidadão deve poder falar, escrever, imprimir livremente, devendo contudo responder ao abuso dessa liberdade².
Liberdade e abuso, ética e irresponsabilidade, verdade e mentira. Esses valores e contra-valores estão no centro da questão do crescente poder midiático, no mundo e particularmente no Brasil, onde tal poder é concentrado e maior do que em todas as outras nações. O grupo que se opõe à Ancinav é poderoso e sempre ditou aos governos as leis que deveriam ser feitas, resultando na legislação precária, desatualizada e centralizadora que temos hoje e na pouca participação brasileira em seu próprio mercado. Inimigos do Estado, desconfiam que uma regulação construída em conjunto com todo o setor e a sociedade, e não em seus escritórios particulares,
lhes será maléfica (a cegante embriaguez do poder não lhes permite perceber que é o contrário, que a expansão do mercado proposta pela Ancinav lhes será
benéfica). E então mentem. Mentem porque, como observou Almodóvar, ³ospoderosos não têm regras².
* Cineasta, jornalista, Secretário do Audiovisual
postado por Bárbara às 12:21 AM
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Sábado, Dezembro 18, 2004
[ ANCINAV: OMISSÃO OU MISSÃO? ]
Juca Ferreira*
"O Estado nunca esteve à altura do fazer do nosso povo, nos mais variados ramos da grande árvore da criação simbólica brasileira. É preciso ter humildade, portanto. Mas, ao mesmo tempo, o Estado não deve deixar de agir. Não deve optar pela omissão. Não deve atirar fora de seus ombros a responsabilidade pela formulação e execução de políticas públicas, apostando todas as suas fichas em mecanismos fiscais e assim entregando a política cultural aos ventos, aos sabores e aos caprichos do deus-mercado. É claro que as leis e os mecanismos fiscais são da maior importância. Mas o mercado não é tudo. Não será nunca. Sabemos muito bem que, em matéria de cultura, assim como saúde e educação, é preciso examinar e corrigir distorções inerentes à lógica do mercado - Que é sempre regida, em última análise, pela lei do mais forte. Sabemos que é preciso, em muitos casos, ir além do imediatismo, da visão de curto alcance, da estreiteza, das insuficiências e mesmo da ignorância dos agentes mercadológicos." Discurso de posse do Ministro da Cultura, Gilberto Gil. Janeiro 2003.
O governo Lula herdou um Ministério da Cultura sem relevância, atrofiado institucionalmente, sem políticas abrangentes e interferência significativa na cultura do país. O Estado renunciou cumprir sua missão e o seu papel constitucional de formulador e executor de uma política capaz de promover o desenvolvimento cultural da sociedade brasileira. Simplesmente estava entregando essa tarefa ao mercado, aos departamentos de comunicação e marketing das empresas.
Sem menosprezar a importância e o papel da ação empresarial para a cultura, chegamos a uma situação absurda, pautada pela ausência do Estado e por ações culturais operadas prioritariamente pelo balcão, por favorecimentos e clientelismos de toda ordem.
Apesar de todas as dificuldades, hoje o Estado começa a retomar seu lugar e seu papel na vida brasileira. É nesse contexto, portanto, que se situa o debate sobre a criação da Ancinav - Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual.
Para enriquecer o debate sobre a regulação econômica do setor audiovisual brasileiro, gostaria de sublinhar alguns aspectos para melhor contextualizar o debate.
Novos paradigmas da política cultural
As razões do descaso progressivo dos governos anteriores frente à cultura brasileira são múltiplas. Começam com a dificuldade de definição do papel do Estado na sociedade e sua importância para o desenvolvimento cultural, o que torna difícil, senão impossível, a criação de políticas realmente eficientes e lúcidas, a partir do interesse público, e a compreensão dos interesses nacionais no mundo globalizado.
A desproporção de importância entre a economia e a cultura e demais políticas sociais é histórica em nosso país. Exatamente por falta dos referenciais sociais, as altas taxas de desenvolvimento econômico que o Brasil experimentou no século passado - entre as maiores do mundo - foram extremamente impactantes para o nosso patrimônio natural e para a qualidade de vida dos brasileiros, em suas necessidades materiais e culturais.
A visão neoliberal, hegemônica no Brasil e em boa parte do mundo depois da queda do muro de Berlim, só agravou essa alienação entre crescimento econômico e outras dimensões da vida social. É absolutamente coerente que um governo de inspiração neoliberal tenha enfraquecido e esvaziado sistematicamente a dimensão cultural e, consequentemente, o Ministério responsável pelo estímulo e apoio à dimensão criativa e inovadora da sociedade brasileira.
Mas hoje, em todo o mundo, a própria noção de crescimento econômico está em crise. Nesta fase da economia mundial, a produção de conceitos, processos culturais e bens simbólicos torna-se o centro da disputa hegemônica (política e econômica). As novas teorias do desenvolvimento, com a perspectiva de sustentabilidade, incorporam a cultura como aspecto decisivo do desenvolvimento. Recentemente, foi publicado o Relatório de Desenvolvimento Humano - 2004, da ONU, que destaca o papel estratégico da cultura na atuação dos Estados nacionais e na avaliação da qualidade de vida e do índice de desenvolvimento humano das diferentes sociedades e comunidades.
Da omissão à missão
É neste cenário que a política cultural do governo Lula tem que ser compreendida, como o Ministro Gil afirmou em seu discurso de posse: "como parte do projeto geral de construção de uma nação realmente democrática, plural e tolerante". Claro que não cabe ao Estado fazer cultura, mas, sim, promover e estimular o desenvolvimento cultural da sociedade. O governo tem chamado para si uma responsabilidade intransferível. É uma questão de missão e compromisso público com o desenvolvimento cultural do país e com o bem-estar da população. Trata-se de uma compreensão da cultura como direito de cidadania. Direito de todos os brasileiros.
Criar, fazer e definir obras, temas e estilos é papel dos artistas e dos que produzem cultura. Escolher o que ver, ouvir e sentir é papel do público. Criar condições de produção, difusão, preservação e livre circulação, regular as economias da cultura, democratizar o acesso aos bens e serviços culturais, isso é papel do Estado.
Nesse contexto, nos chama atenção a reação inicial, digamos, estigmatizante, frente ao anteprojeto de lei que cria a Ancinav. "Xenófobo, autoritário, estalinista, burocratizante, centralizador, leviano, estatizante, dirigista, controlador, intervencionista, chavista e soviético". Estes foram alguns dos termos estampados na cobertura jornalística, que trouxe uma série de críticas sem embasamento em nossas reais propostas. Tentaram confundir regulação econômica com regulação artística e ameaça à liberdade de criação.
Num primeiro momento, ficamos sem chance de defesa, quase sem acesso aos meios de comunicação. A proposta de uma agência abrangente foi salva pelo carisma e pela legitimidade pública do ministro Gil, que pôs sua biografia em jogo - toda comprometida com a liberdade absoluta de criação - para provar que seu ministério não assinou e nunca vai assinar qualquer projeto que, mesmo de leve, venha a ser utilizado contra a liberdade de expressão.
Esse bombardeio causou danos à imagem da futura agência. Criou-se estigmas. Mas, apesar dos pesares, o fato deve ser visto com naturalidade. A mídia não partiu do nada. Havia um rascunho que suscitava problemas de interpretação. Depois, quando começaram a divulgar o que de fato estamos propondo, abriu-se um debate histórico, talvez um dos fatos mais relevantes da vida democrática brasileira.
Mas, deixando o passado em seu devido lugar, o debate ganhou a luz que merecia. Seria salutar para a democracia brasileira se todas as políticas públicas e questões do país pudessem ser amplamente cobradas e discutidas pelos meios de comunicação assim como está sendo a Ancinav.
Do palpite aos bastidores
O anteprojeto de lei propõe uma regulação econômica e amplia para todo o setor audiovisual a abrangência da regulação, hoje tratada apenas setorialmente. Na contramão de diversas experiências contemporâneas e bem sucedidas, o Brasil ainda possui leis e instituições defasadas em pelo menos 40 anos diante do cenário mundial.
A regulação vem, historicamente, no sentido de afirmar as nações como pólos produtores, e não apenas consumidores. Os Estados Unidos foram os primeiros: instituíram marco regulatório desde 1908, o que explica muito de seu domínio no mercado mundial. Thomas Edison convenceu o governo americano a impor barreiras ao cinema francês, majoritário na época, e virou o jogo no mercado interno. Décadas depois, já dominantes no mercado global, os americanos estabeleceram, internamente, cotas de tela para o conteúdo produzido pelas próprias empresas de tevê (limitando em até 30%).
A Itália e a Alemanha têm marco regulatório desde 1920. A França, desde 1946, e continua até hoje taxando seus ingressos (recursos que são investidos em mais filmes e salas de cinema). Na Índia, o setor audiovisual merece tratamento estratégico pelo Estado desde a libertação dos ingleses.
Em todos estes países, vigoram não apenas dispositivos regulatórios, mas também instituições abrangentes que tratam do audiovisual como uma economia integrada e convergente, acompanhando a evolução das novas plataformas tecnológicas.
Nesse cenário de transformações tecnológicas e econômicas, onde os países buscam rever e atualizar suas leis (de cinco em cinco anos, como no caso do Japão), o Brasil vive um anacronismo radical. Vinte anos de ditadura e pouco mais de uma década de liberalismo vulgar aumentaram a confusão e a dificuldade do estado brasileiro de se legitimar socialmente na criação de instituições e políticas efetivas de regulação.
Nossa legislação para o setor data do Código Brasileiro de Telecomunicações de 1962 (portanto, de antes do golpe de 64) do Decreto-Lei de 1967 (portanto, em pleno período autoritário) e de outros acréscimos após a ditadura. É quase meio século de atraso, letargia e incapacidade de agir frente à nova realidade do setor. A mais recente lei para o assunto é de 1995, a chamada Lei do Cabo.
Quero chamar atenção para um fato crucial. Além de defasada e fragmentada, essa legislação dá conta apenas de uma dimensão: as concessões de espaço eletromagnético, autorizações de uso de antenas, infra-estrutura, redes, objetos regulados pela Anatel e pelo Ministério das Comunicações. A produção de conteúdos, circulação pelas diversas plataformas e suportes, assim como o acesso a esses conteúdos pela população, continuam órfãos de políticas.
A partir de agora, o desafio do País é se afirmar como sujeito produtor de suas imagens e narrativas, e não apenas como pólo de escoamento. A demanda por conteúdo, em todo mundo e no Brasil, irá crescer exponencialmente nos próximos anos. Diante da TV digital, da fusão entre tevê e internet e das novas janelas como o celular, o Brasil precisa se antecipar e se modernizar.
O Ministério da Cultura encontrou na sociedade um embrião de visão estratégica para o setor. Há tempos, representantes do audiovisual discutem e defendem a criação de uma agência regulatória com essa finalidade. Não é por acaso que esta já é a terceira iniciativa de se criar uma agência com essa abrangência; as outras duas se deram na gestão FHC.
Nos III e IV Congressos Brasileiros de Cinema (1998 e 2000), por exemplo, muitos dos cineastas, representantes da televisão, distribuição e exibição defenderam explicitamente não só a criação de uma agência regulatória, mas também muitas das taxas que hoje propomos. Taxas a serem recolhidas do setor e reinvestidas nos pontos que hoje impedem seu desenvolvimento.
Síndrome do Cangaceiro
Apenas por um ângulo imediato, é verdade que o cinema brasileiro vive um boom. Existe, de fato, um interesse renovado do povo brasileiro pelos nossos conteúdos audiovisuais. Mas estamos ainda longe de consolidarmos uma economia forte. Quase 92% dos nossos municípios não têm sequer uma sala de cinema. Ir ao cinema tornou-se uma experiência cara. Só 8% dos brasileiros têm esse privilégio. Nem sempre os filmes nacionais têm acesso ao DVD, ao vídeo e aos canais abertos e fechados de tevê.
O sucesso recente do cinema nacional trouxe novos espectadores e provou sua qualidade. Mas, nos bastidores, sabe-se que o sucesso internacional de um filme brasileiro rentabiliza, freqüentemente, a empresa estrangeira que o distribuiu. Trata-se de uma aliança entre as majors americanas e poucos produtores locais que lançam seus filmes sem capitalizar as produtoras nacionais.
Parece que sofremos ainda a "Síndrome do Cangaceiro". Grande sucesso internacional da empresa paulista Vera Cruz, nos anos 50, O Cangaceiro, de Lima Barreto, deu lucros, menos para quem o produziu. Tal fato colaborou com a falência deste que foi um dos maiores empreendimentos capitalistas (de risco efetivo) na atividade cinematográfica. A Vera Cruz emplacava seus sucessos, mas, nos bastidores, era aniquilada por um paradigma econômico injusto e predatório.
Convergência econômica e tecnológica
No setor audiovisual, o cenário econômico é de reordenamento e aumento da concentração. Grandes companhias, com tradição restrita na prestação de serviços de telecomunicação hoje fagocitam empresas de cinema, comunicação, jornalismo e entretenimento, formando conglomerados interessados em ocupar novos mercados nacionais.
São megaempresas que se aliam a seus Estados ricos de origem, ou a seus Estados pobres de destino, e atuam politicamente para derrubar o que elas chamam de barreiras. Lutam, em seus países, para flexibilizar leis anti-verticalização. Faz todo sentido. Para quem ocupa posição dominante no mercado mundial, o discurso neoliberal tem toda coerência, como postura ideológica e estratégica.
Na prática, todas as megacorporações contam com o apoio ostensivo de seus governos para defender as regras que melhor as beneficiem junto aos organismos intergovernamentais. E é preciso que se diga, isso é feito por intermédio de burocracias de Estado, altamente competentes e aguerridas, que utilizam para isso todos os recursos que dispõem.
Outro aspecto importante refere-se à televisão. Antes, o filme na sala escura era o rei da cultura de massas, hoje o posto é ocupado pelas tevês, que se tornaram um dos mais relevantes fatos culturais, talvez o mais importante do mundo. No Brasil, a tevê aberta reina quase que absoluta no mundo audiovisual. É, de certa forma, um absurdo que nenhum Ministro antes de Gilberto Gil tenha dado à televisão brasileira o reconhecimento que merece como agente cultural. A televisão é, como aponta o especialista Chris Barker, "a forma suprema de comunicação nas sociedades ocidentais"[1].
O cinema depende cada vez mais do vídeo e do DVD, da televisão aberta, da tevê a cabo, das telas dos celulares, enfim, de uma complexa teia de veiculação e distribuição de conteúdos audiovisuais. Hoje, mais de 70% da renda de um filme tende a se realizar fora das salas de exibição.
O futuro chegou com a revolução digital e trouxe, com ele, grandes oportunidades e novos modelos de negócio: a possibilidade de investimento das empresas telefônicas em conteúdos audiovisuais (para transmitir por celular, internet e novas janelas), por exemplo, poderá trazer robustos investimentos para produção de filmes e vídeos.
Reforçando a integração no plano econômico, a revolução digital vem avalizando mudanças de paradigmas. A pergunta a fazer agora é se o poder público terá mecanismos regulatórios para garantir o impulso democratizador inerente a essas mudanças tecnológicas.
De forma desregulada, essa revolução pode ter efeito contrário ao esperado. O país pode se fragilizar ao ignorar esta realidade. Tentar evitar a convergência tecnológica nos parece uma intenção vã e reacionária.
Nesse sentido, uma política pública eficiente precisa entender o audiovisual em sua dualidade de arte e mercado e em sua abrangência econômica. Daí a necessária transformação de uma Agência voltada apenas para o cinema para um órgão regulador que dê conta de todos os elos da cadeia da circulação e veiculação dos conteúdos audiovisuais, a Ancinav.
Incentivos
O anteprojeto também provocou polêmica por suas taxações. Uma das propostas que vem gerando resistência entre as empresas de televisão aberta é um artigo que fixa uma taxa sobre a compra de espaço publicitário em televisão, a ser paga pelos anunciantes.
A gratuidade da televisão brasileira só é viável porque existe a compra desse espaço, que move aproximadamente 15 bilhões/ano, apenas no Brasil. A cobertura jornalística deu espaço apenas às criticas sobre a taxa, sem qualquer menção sobre as razões e o destino dos recursos.
Quase nada se comentou sobre as vantagens dos incentivos fiscais apresentados no projeto. Propomos incentivos para aumentar a produção de teledramaturgia e outros conteúdos em parceria com os produtores independentes, assim como incentivos para os anunciantes de filme brasileiro na tevê. Tais mecanismos induzem um modelo contemporâneo de parceria público e privado.
Essas medidas serão capazes de gerar um recurso significativo que será devolvido ao mercado para fomentar a programação independente. Refiro-me a uma produção de baixo custo - e de qualidade - para as próprias tevês, que determinarão quando e onde exibir estes produtos. Qual é o drama, afinal? Talvez seja porque, na contramão das democracias contemporâneas, as tevês brasileiras não têm tradição de veicular produção independente nem de valorizar, através da produção regional, a diversidade cultural das várias regiões do Brasil.
Nosso sistema de produção televisiva é concentrado em grandes parques de produção, caros e centralizados em poucos pólos no eixo Rio-São Paulo. Do Oiapoque ao Chuí, quase tudo que 180 milhões de brasileiros consomem vem de meros cinco estúdios. Nossas tevês nunca adotaram um princípio democrático - capítulo das constituições de todo mundo, inclusive da brasileira - nem um modelo negocial bem-sucedido, já testado em diversos países.
Como reação ao projeto de lei que cria a Agência, as tevês têm dito que sua fatia de mercado vai muito bem, obrigada. Quem precisa de regulação, dizem, são o cinema e as empresas de serviços de telefonia. Na percepção das tevês, a transmissão de conteúdo via celular e internet deveria ser vetada ou submetida ao seu controle. Querem regulação para os outros, e não para si. As empresas de tevê combinam velhos temores e preconceitos com exigências de proteção e regulação do nosso mercado audiovisual.
Para que a televisão brasileira possa se manter como provedora de uma das melhores teledramaturgias do mundo ¿ e para que este modelo se fortaleça e se amplie no Brasil para novos produtos e produtores 0 a Ancinav tem muito a contribuir.
Ao debate
O desafio de se construir uma agência reguladora não é apenas deste governo mas, sim, da nossa sociedade. A regulação do audiovisual é entendida na maioria dos países democráticos como pré-requisito importante - senão decisivo - para que uma nação soberana se afirme como tal.
É óbvio que um debate como esse envolve não apenas interesses públicos, mas fortes interesses corporativos e econômicos. Procuramos lançar as bases democráticas para a construção de uma política pública mais adequada à realidade e à correlação de forças em jogo.
O Ministério da Cultura não vem, como alguns têm dito, inventar a roda, mas modernizar o mercado audiovisual e reparar suas deficiências, assim como romper com certos ciclos viciosos. No entanto, a forma como esse processo vai se constituir faz parte de uma ampla discussão com a sociedade e representantes do setor audiovisual.
Não faremos nada por voluntarismo, mas pela demanda da sociedade. Estamos aqui para discutir e mediar os interesses do mercado e da sociedade. Esse é o nosso papel, a missão do Estado. Por isso, louvamos a disposição dos que têm vindo ao debate para aprimorar a nossa proposta e convocamos todos: quem vai fazer a Ancinav é o Brasil.
*Juca Ferreira é sociólogo e Secretário-Executivo do Ministério da Cultura.
Nota 1 BARKER, Chris. Televisión, Globalização e Identidades. P. 20. Num cenário de transformações tecnológicas e econômicas, países atualizam suas leis, o Brasil vive um anacronismo radica
[fonte: www.cultura.gov.br]
postado por Bárbara às 2:20 PM
Comentários:
[ CARTA DA ABD ]
A Associção Brasileira de Documentaristas, entidade da sociedade civil organizada em 25 estados brasileiros, vem manifestar sua indignação e repúdio à maneira como parte da grande imprensa brasileira - especialmente as Organizações Globo - vem tratando o assunto Ancinav em suas matérias e editoriais.
Não é mais possível que num país - cuja história recente nos mostra que alguns jornais eram obrigados pelo regime ditatorial a publicar receitas culinárias
em lugar de notícias sobre torturas e outras violações dos direitos humanos - o poder do jornalismo de massa seja usado para difundir mentiras e escamotear as reais intenções de grupos poderosos até então hegemônicos no cinema e no audiovisual que circula em nossas telas grandes ou pequenas. O pior do fato é que este setor da imprensa, que se diz "livre", não abre o mesmo espaço para opiniões que não estejam compactuadas com as suas.
O novo Projeto de Lei da Ancinav veio para revoulucinar, sim. Veio para salvaguardar a cultura e o conteúdo brasileiros em todas as mídias, sim.
Veio para criar o ambiente necessário ao desenvolvimento auto-sustentável da atividade audiovisual em todo o território nacional, sim. Tudo isto -
sabemos - contraria tanto os interesses das distribuidoras norte-americanas operantes no país quanto o poder oligárquico das famílias detentoras
dos grandes meios de comunicação que solidificaram seu império nos palácios, quartéis e corredores sombrios da ditadura militar.
Há meses que o governo Lula, capitaneado pelo Ministro da Cultura Gilberto Gil, vem debatendo exaustivamente este assunto com a comunidade
acadêmica, intelectual e artística, de forma aberta e transparente. A instância máxima deliberativa para este caso (guardadas, logicamente, as prerrogativas
constitucionais do Presidente da República) é o Conselho Superior de Cinema e Audiovisual, formado por Ministros de Estado e representes da
sociedade civil com igual peso de decisão, modelo perfeito de gestão participativa e democrática. Ao término deste processo de debates, o Presidente Lula
enviará para o Congresso Nacional o Projeto de Lei que - novamente e por outros tantos meses - será discutido e votado por deputados e
senadores. Só pode ser cego, louco ou mentiroso aquele que imputar a todo este trâmite adjetivos tais como "autoritário", "stalinsta" ou "ditatorial".
Por último, lamentamos profundamente que artistas e cineastas por quem temos profunda admiração artística (e até pessoal em alguns casos)
tenham incluído seu pensamento, sua moral e sua alma nos contratos de trabalho e patrocínio que possuem com a Rede Globo.
Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2004.
Marcelo Laffitte
ABD Nacional, presidente
Diretoria: Guigo Pádua (MG), Solange Lima (BA), Marta Nassar (PA), Caio
Césaro (PR), Paulo Boccato (SP), Érika Bauer (DF), Pedro Rosa (RJ), André
Ristum (SP), Hermano Figueiredo (AL)
ABCV-ABD Bahia
ABCV-ABD Distrito Federal
ABD Alagoas
ABD Amapá
ABD Amazonas
ABD Espírito Santo
ABD Goiás
ABD Maranhão
ABD Mato Grosso do Sul
ABD Pará
ABD Paraíba
ABD Pernambuco
ABD Piauí
ABD Rio Grande do Norte
ABD Rondônia
ABD São Paulo
ABD Sergipe
ABD Tocantins
ABD&C Rio de Janeiro
ACCV-ABD Ceará
AMAV-ABD Mato Grosso
APTC-ABD Rio Grande do Sul
AVEC-ABD Paraná
CINEMATECA CATARINENSE - ABD Santa Catarina
CURTA MINAS - ABD Minas Gerais
postado por Bárbara às 7:54 AM
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Sexta-feira, Dezembro 17, 2004
[ GLOBO PÕE ARTISTAS NA TRINCHEIRA CONTRA ANCINAV ]
Num evento em São Paulo, que teve a emissora nos bastidores, projeto do MinC foi dissecado. E enxovalhado
Por Patrícia Villalba*
Sob o tema liberdade e evocando casos emblemáticos dos tempos da ditadura militar, o grupo contrário à proposta de criação da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav) se reuniu anteontem para dissecar o projeto do Ministério da Cultura - e enxovalhá-lo. A classe está completamente rachada. Prova disso foram as defesas veementes do projeto que dominaram o Festival de Cinema de Brasília, há 15 dias.
Na platéia do debate de anteontem o que chamava a atenção era a concentração de estrelas. Nos bastidores, a explicação: como está na linha de frente da trincheira, a TV Globo intimou grandes nomes de seu elenco a comparecer.
Estavam lá, entre outros, Cristiane Torloni, Cláudio Manuel,Tony Ramos, Rosa Maria Murtinho. Muitos dos participantes confessaram estar tomando conhecimento do teor do polêmico projeto do MinC naquele momento. E no evento, do qual participaram cineastas, atores, produtores, publicitários, distribuidores e juristas, num elegante hotel de São Paulo, passou quase despercebida uma informação: o Fórum do Audiovisual e do Cinema (FAC) prepara um substitutivo ao anteprojeto da Ancinav. Carta na manga, para ser enviada à subcomissão de Cinema do Senado, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Cultura, Gilberto Gil, insistam em levar o seu projeto da Ancinav ao Congresso. "Não somos contra a criação da Ancinav, mas não queremos esta Ancinav", explica o cineasta e presidente do FAC, Roberto Farias.
Farias diz, porém, que a expectativa - com intensa pressão - é a de que Lula nem mande o projeto à votação. Se insistir, vai ser guerra voto a voto, parlamentar por parlamentar. Em primeira análise, a Rede Globo contra a Presidência da República. "Nossa visão para uma Ancinav ideal é diferente da do governo. Ela não é punitiva, em primeiro lugar. Acreditamos que o Estado é, sim, o grande fomentador da produção cinematográfica. E que o Brasil precisa de uma indústria de cinema capaz", afirma Farias.
SHOW E CONSTITUIÇÃO
O Primeiro Ciclo de Debates da FAC durou o dia todo, com duas mesas. A da manhã teve o cineasta, escritor e colunista do Estado, Arnaldo Jabor, como a maior estrela. Com seu magnetismo sem meias-palavras, Jabor entrou "chutando a porta" no debate. Enquanto a classe procurava poupar Gil - figura das mais queridas, sempre - das críticas, ele disparou: "Existe uma dualidade neste projeto, como há uma dualidade neste governo. É um projeto do Ministério da Cultura, que é dirigido pelo Gilberto Gil. Estão dizendo que o Gil é legal, mas que o projeto é ruim. É importante saber que o Gil precisa ser responsabilizado por este projeto. É um homem de bem, mas precisa ficar claro que se este projeto passar, o senhor Gilberto Gil estará dando o seu aval de artista a um projeto stalinista."
À tarde, todos receberam uma aula de constitucionalidade do jurista Ives Gandra Martins, que alternou a leitura de trechos do projeto com trechos da Constituição. Para concluir que a proposta, na sua visão, tem grandes chances de ser barrada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Atônita, Cristiane Torloni se perguntava quem, afinal, é a favor do projeto. E, furiosa, avisou: "Se for preciso, vou ler manifestos contra isso depois da apresentação da minha peça, como se fazia na época da ditadura."
[CADERNO 2 -- ESTADÃO, 17/12/2004]
postado por Bárbara às 2:46 PM
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Quinta-feira, Dezembro 16, 2004
[ EVENTO DO FAC ATACA ANCINAV E GILBERTO GIL ]
Aconteceu nesta quarta, 15, em São Paulo, o I Ciclo de Debates do Fórum do Audiovisual e Cinema. O evento, promovido pelo Fórum do Audiovisual e do Cinema (FAC), associação que reúne várias empresas do setor audiovisual e cinematográfico, contou com duras críticas ao projeto do Ministério da Cultura que cria a Ancinav. Tendo como tema central o cerceamento à liberdade de expressão, os debatedores não pouparam críticas nem a ministro Giberto Gil. O cineasta e comentarista Arnaldo Jabor, que falou pela manhã no evento, afirmou que "o projeto é cheio de armadilhas", que visa cercear a liberdade de expressão e se beneficia de uma ambiguidade. A ambiguidade, para Jabor, está na figura do ministro Gil, que por ser um artista reconhecido e figura carismática acaba sendo poupado das críticas direcionadas ao projeto da Ancinav. Mas diz que "ao dar seu aval, Gil está favorecendo um regime stalinista no Brasil". Segundo o cineasta, "o ministro precisa ser responsabilizado pelo que vier a acontecer". Jabor disse ainda que o ministro está sendo usado por "bolchevistas" e que o projeto é "preparado de maneira bolchevista e, mesmo que seja alterado no parlamento, continuará nefasto". Jabor pregou uma ação jurídica para derrubar o projeto antes mesmo que ele chegue ao Congresso.
Ataques
O cineasta Roberto Farias, falando da platéia, continuou na mesma linha de Jabor, afirmando que o Conselho Superior de Cinema "tem várias pessoas honestas", mas que foram convencidas de que o projeto não é um cerceamento da liberdade de expressão. "Gil também caiu nessa armadilha", afirmou.
O publicitário Roberto Duailib, também participando do debate que aconteceu pela manhã, lembrou que durante o Festival de Brasília a platéia gritava em coro a palavra "Ancinav". Segundo ele, eram "pelegos querendo emprego na nova agência".
Inconstitucionalidade
Pela tarde, o professor de direito constitucional do Mackenzie e presidente da Associação Paulista de Letras, Ives Gandra Martins, afirmou que o projeto repassa poderes legislativos ao Executivo e criticou a idéia de os diretores da agência serem indicados pelo Executivo e não pela sociedade. Com isso, "as taxas criadas serão usadas para incentivar a produção artística nos moldes definidos pelos quatro mandatários". Além disso, Martins lembrou que a Constituição dá imunidade fiscal aos jornais, periódicos, livros e papéis usados na sua impressão. Segundo ele, essa imunidade foi criada para proteger os veículos de possíveis ataques fiscais partindo do Poder Executivo. "Não estender essa imunidade aos meios eletrônicos é um retrocesso", deefendeu.
O professor atacou ainda o projeto afirmando que se trata de "um manifesto de inconstitucionalidade". Afirmou ainda que "controlar a produção artística e cultural foi o que Hitler fez na Alemanha".
Já o advogado Marcos Bitelli afirmou que as pessoas só se surpreenderam com o projeto da Ancinav porque nunca leram a MP 2.228 (que criou a Ancine) e as instruções normativas da Ancine. Segundo ele, "tudo o que está sendo proposto, de uma maneira ou de outra, já estava lá (na MP 2228)".
Bitelli afirmou ainda que "se o governo tivesse uma inteligência regulatória, simplesmente aperfeiçoaria a Ancine e evitaria toda a discussão". Segundo o advogado, as instruções normativas da Ancine são "ainda mais draconianas". Além disso, Bitelli atacou o fato de o projeto usar diversas vezes a palavra "estratégico" para qualificar o setor audiovisual. "Se é mesmo estratégico, porque isso não se reflete no orçamento da União?", indagou.
No mesmo painel, o cineasta Roberto Farias resumiu: "não é que não queremos uma Ancinav, mas não queremos essa Ancinav".
Em nome próprio
A Agência Nacional do Cinema (Ancine) enviou a este noticiário nota afirmando que seu diretor João Eustáquio da Silveira, que participou como debatedor no seminário do FAC, foi convidado e compareceu ao evento em caráter pessoal, e que não fala em nome da agência. Silveira tem posição crítica em relação à Ancinav e ao posicionamento do Ministério da Cultura.
[extraído da TELA VIVA News]
postado por Bárbara às 6:08 PM
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Quarta-feira, Dezembro 15, 2004
[ POR QUE ADIAR A REUNIÃO DA ANCINAV? ]
ESTHER HAMBURGER
A reunião plenária do Conselho de Cinema prevista para depois de amanhã foi desmarcada. Fala-se uma nova data em janeiro, no meio das férias de verão. Por que esse adiamento?
Dificilmente os nove ministros e 18 representantes do setor e da sociedade civil cancelaram a reunião por falta de tempo para coroar um processo de negociação espinhoso, mas aberto à manifestação dos mais diversos segmentos envolvidos. As pressões sobre a criação da Ancinav são imensas.
Basta lembrar que a Ancine era Ancinav até a véspera da promulgação da medida provisória que a instituiu. A pressão das emissoras de TV levou à redução da agência ao âmbito do cinema.
A Agência Nacional do Audiovisual proposta no projeto gestado no Ministério da Cultura mexe com interesses pesados: televisão, telefonia celular, monopólio de direitos autorais etc. Ela confronta as arquipoderosas emissoras de TV, que superaram temporariamente suas diferenças, se aliaram com outros segmentos empresariais, fundaram uma nova entidade, o Fórum do Audiovisual e do Cinema (FAC), que se reúne hoje em São Paulo para defender a "liberdade de expressão e a livre iniciativa" (sic).
Ironicamente cineastas remanescentes do cinema novo legitimam a reunião se prestando a enfeitar um bolo de gosto duvidoso.
É difícil imaginar que quase 20 anos depois da queda do Muro de Berlim, em plena democracia brasileira, um projeto de regulamentação do setor do audiovisual ameace a propriedade privada e a liberdade de expressão.
Afinal, que cláusulas tão bombásticas esse projeto contém? Esperamos que os interesses contrariados expressem suas reivindicações em termos bem concretos.
Ou ficará a sensação desagradável de que corporações falam mais alto que o interesse público justamente em um momento em que a tecnologia digital acena com uma série de possibilidades libertadoras.
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Esther Hamburger é antropóloga e professora da ECA-USP
[texto publicado na Folha de São Paulo do dia 15/12]
postado por Bárbara às 9:44 PM
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[ O MENINO E A BAGACEIRA É PREMIADO NO PIAUÍ ]
Depois de duas importantes premiações obtidas no X Fenart, o documentário paraibano "O menino e a bagaceira" obteve o terceiro lugar no XII Festival de Vídeo de Teresina, encerrado no último sábado. Em primeiro lugar ficou "A Música Armorial do Experimental à Fase Arraial", de Ana Paula Campos, uma produção pernambucana, oriunda de Jaboatão dos Guararapes. A segunda colocação coube a Márcio Câmara, de Fortaleza-CE, com "Rua da Escadinha, 162".
Cerca de 80 trabalhos em vídeo foram inscritos, distribuídos pelas categorias documentário, experimental, ficção e animação. Por decisão da organização do festival, todos os inscritos concorreram, não havendo pré-seleção. Com isso, dimensionou a concorrência, aumentando o trabalho de apreciação do júri, mas permitiu ao público acesso privilegiado a um amplo e diversificado painel da produção audiovisual brasileira dos últimos dois anos.
Vídeos de todo o Brasil participaram do evento, o que pode ser conferido através das premiações nas demais categorias. Em ficção, por exemplo, o vídeo "Quero Ser Jack White", primeiro colocado, é do paulistano Charly Braun; em animação, o 1º lugar ficou com "Lar Doce Lar", de Gordeeff e Cláudio Roberto, uma produção carioca; o melhor vídeo experimental ficou com "Pour Denise", de Gabriel Braga, também de São Paulo.
"Onde Fica Teresina?", de Sammya Caroline, foi eleito o melhor vídeo piauiense na maratona de exibições que durou toda a semana passada com promoção da Fundação Cultural Monsenhor Chaves e da Prefeitura local.
Premiação fora da Paraíba - Para Lúcio Vilar, diretor de "O menino e a bagaceira", e professor do Decom-UFPB, essa nova premiação tem sabor especial. "É o primeiro festival que participamos fora da Paraíba, o que significa dizer que o documentário consegue impactar o público mesmo longe de nossas fronteiras; isso é muito bom e gratificante porque começamos a perceber no trabalho um potencial que vai muito além do que imaginávamos", admitiu.
O fato de figurar como terceiro colocado ao lado do documentário 'Rua da Escadinha, 162", já premiado em vários festivais brasileiros, é "uma outra grande honra", completou Vilar que considera essa produção cearense uma das melhores já produzidas pela novíssima geração de realizadores desse estado.
"Esse é um momento de afirmação da política de incentivo ao audiovisual, implementada pelo Decom-UFPB durante esse ano de 2004, e cujo balanço é surpreendentemente positivo; várias produções documentais de conclusão de curso de nossos alunos neste semestre ainda vão dar muito o que falar", avisou o diretor que também é vice-chefe do departamento. [«]
Veja abaixo premiações de todas as categorias:
CATEGORIA DOCUMENTÁRIO
1º lugar: A Música Armorial do Experimental à Fase Arraial, de Ana Paula Campos - Jaboatão dos Guararapes/PE;
2º lugar: Rua da Escadinha 162, de Márcio Câmara - Fortaleza/CE;
3º lugar: O Menino e a Bagaceira, de Lúcio Vilar - João Pessoa/PB
CATEGORIA FICÇÃO
1º lugar: Quero Ser Jack White, de Charly Braun - São Paulo/SP
2º lugar: A Mulher de Roxo, de Fernando Guerreiro e José Américo Moreira da Silva - Salvador/BA
3º lugar: O Corneteiro Lopes, de Lázaro Farias- Salvador/BA
CATEGORIA ANIMAÇÃO
1º lugar: Lar Doce Lar, de Gordeeff e Cláudio Roberto - Rio de Janeiro/RJ
2º lugar: Plutão,de Sávio Leite e Clécius Rodrigues - Belo Horizonte/MG
3º lugar: Relacionamentos, de Gordeeff - Rio de Janeiro/RJ
CATEGORIA EXPERIMENTAL
1º lugar: Pour Denise, de Gabriel Braga - São Paulo/SP
2º lugar: The Play, de André Scucato - Rio de Janeiro/RJ
3º lugar: Filhos, de Petrus Cariry - Fortaleza/CE
MELHOR FILME PIAUIENSE
Onde Fica Teresina?, de Sammya Caroline
(Publicado no CORREIO da Paraíba, edição desta quarta-feira, 15 de dez. 2004)
postado por Bárbara às 4:23 PM
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Terça-feira, Dezembro 14, 2004
[ FAC ]
Acabo de ler a notícia de que o recém criado Fórum do Audiovisual e Cinema - FAC - vai realizar amanhã, dia 15, no Hotel Gran Meliá WTC, em São Paulo, seu primeiro ciclo de debates. O tema é bastante sugestivo: "Liberdade".
Aliás, assegurar a liberdade de expressão e cultivar a indústria audiovisual brasileira é a grande meta dos participantes deste Fórum. Não é preciso nem dizer que eles conspiram para o bem das políticas audiovisuais em desenvolvimento e para a discussão da Ancinav.
Para quem não sabe esse tal de FAC é uma representação descarada da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), ou seja, da Rede Globo. Coincidentemente na semana em que foi criado o FAC, as regras que estabeleceriam a necessidade de uma porcentagem de programação independente nas TVs abertas caíram do projeto final da Ancinav. Lamentavelmente as TVs abertas continuarão centralizando a emissão e a produção de conteúdo televisivo.
postado por Bárbara às 8:50 PM
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[ FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS DO RIO DE JANEIRO - CURTA CINEMA 2004 ]
PREMIAÇÃO
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Júri: Ana Luiza Azevedo, Jean-Claude Bernardet e Rafael Maluenda.
Grande Prêmio Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro
Diário (Dienorastis), de Oksana Buraja
documentário, 25min, cor, Beta SP, Lituânia, 2003
* o grande prêmio ainda receberá o valor de U$ 2.000,00 (dois mil dólares)
Prêmio Especial do Júri
O Evangelho do Porco Créole (L¿Evangile du Cochon Creole), de Michelange Quay
ficção, 18min, cor, 35mm, Haiti-França-Estados Unidos, 2004
Prêmio do Público
Meus Pais (Meine Eltern), de Neele Vollmar
ficção, 18min, cor, 35mm, Alemanha, 2003
Melhor Curta de Animação
Pele de Asno (Allerleirauh), de Anja Struck
animação, 8min, p&b, 35mm, Alemanha, 2004
Melhor Curta Documentário
Não é Assim que Me Lembro: Três Documentos Recuperados (It¿s Not My Memory of It: Three Recollected Documents), de Julia Meltzer e David Thorne
documentário, 25min, cor, Beta SP, Estados Unidos, 2003
Melhor Curta Experimental
Dias pela Metade (Half Days), de Guillaume e Geoffrey Niquet
experimental, 7min, cor, França, 2003
Melhor Curta Ficção
Os Elefantes Nunca Esquecem (Los Elefantes Nunca Olvidan), de Lorenzo Vigas Castès
ficção, 13min, cor, 35mm, Venezuela-México, 2004
COMPETIÇÃO NACIONAL
Júri Oficial do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema 2004
Júri: Lírio Ferreira, Pedro Butcher, Shane Smith e Virginie Apiou
Grande Prêmio Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro
Da Janela do Meu Quarto, de Cao Guimarães
documentário, 5min, cor, Beta SP, Minas Gerais, 2004
o grande prêmio ainda receberá o valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais).
Prêmio Especial do Júri
O Homem da Mata, de Antonio Luiz Carrilho de Souza Leão
documentário, 17min, cor, 16mm, Pernambuco, 2004
Prêmio do Público
Momento Trágico, de Cibele Amaral
ficção, 16min, cor, 35mm, Distrito Federal, 2003
Melhor Curta de Animação
Desirella, de Carlos Eduardo Nogueira
animação, 11min, cor, Beta SP, São Paulo, 2004
Melhor Curta Documentário
A Figueira do Inferno, de Ernesto Teodósio e Raoni Valle
documentário, 24min, cor, 35mm, Pernambunco, 2003
Melhor Curta Experimental
Man.Road.River, de Marcellus L.
experimental, 9min, cor, DVD, Minas Gerais, 2004
Melhor Curta Ficção
Mina de Fé, de Luciana Bezerra
ficção, 15min, cor, 35mm, Rio de Janeiro, 2004
Prêmio da Crítica ¿ Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro
Júri: Daniel Schenker Wajnberg, João Marcelo F. Mattos, Marcelo Moutinho e Ricardo Cota
Prêmio da Crítica
Derivado da Minha Beleza, de Fernanda Gomes e Luciana Barros
experimental, 8min, cor, Beta SP, Minas Gerais, 2004
Menção Honrosa:
Concerto Número Três, de Marco Dutra
ficção, 13min, cor, 16mm, Rio de Janeiro-São Paulo, 2004
Prêmio ABD&C RJ, Associação Brasileira de Documentaristas e Curtas-metragistas ¿ Seção Rio de Janeiro:
Júri: Bruno Vianna, Diogo Dahl e Luelane Loiola Corrêa
Prêmio ABD&C Rio de Janeiro
O Não de São Paulo, de Mathias Mariani
ficção, 22min, cor, 35mm, São Paulo, 2004
Menções Honrosas
Concerto Número 3, de Marco Dutra
ficção, 13min, cor, 16mm, Rio de Janeiro-São Paulo, 2004
Derivado da Minha Beleza, de Fernanda Gomes e Luciana Barros
experimental, 7min, cor, Beta SP, Minas Gerais, 2004
O Menino e o Azul, de Ives Albuquerque e Micheline Helena
experimental, 3min, cor, DVD, Ceará, 2004
Quero Ser Jack White, de Charly Braun
ficção, 18min, cor, DVD, São Paulo, 2004
Prêmio Porta-Curtas:
Votação popular on line no site www.portacurtas.com.br
Desirella, de Carlos Eduardo Nogueira
animação, 11min, cor, Beta SP, São Paulo, 2004
E Fez-se a Luz, de Clécius Rodrigues
animação, 5min, cor, DVD, Minas Gerais, 2004
Sexo com Objetos Inanimados, de Érico Campos Rossi
Ficção, 17min, cor, Beta SP, Goiás, 2004
MELHOR ROTEIRO DO WORKSHOP DE ROTEIRO
Júri: os palestrantes do workshop Marcelo Gomes, Melanie Dimantas e Sérgio Goldenberg.
- Prêmio Kodak - 4 latas de negativo 35mm;
. Prêmio Quanta - R$ 8.000,00 em equipamentos cinematográficos;
. Prêmio Casablanca ¿ 50% em todo o telecine off-line;
. Prêmio Dolby - Licença Dolby;
. e R$ 3.000,00 (três mil reais) da organização do Festival.
Melhor Roteiro:
. Quelany Vicente e Andréa Midori, de São Paulo, pelo roteiro Tori
Menções Honrosas:
. Eduardo Mattos, de São Paulo, pelo roteiro Pimenta;
. Gustavo Scofano, do Rio de Janeiro, para o roteiro Acompanhantes Lancham às 3;
. Juliana Rojas, de São Paulo, pelo roteiro Vestida.
postado por Bárbara às 1:31 PM
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Segunda-feira, Dezembro 13, 2004
[ PRÊMIO FAZ DIFERENÇA ]
O jornal O Globo está fazendo a escolha do Prêmio Faz Diferença 2004. O secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, é um dos indicados na categoria Segundo Caderno - Cinema ao lado de Walter Salles, diretor de Central do Brasil, e com Adriana Rattes, sócia do Grupo Estação.
Aproveito aqui para fazer uma boca-de-urna descarada para votar em Senna, representante de uma política plural e democrática de governo para o audiovisual, inédita em nosso país, aliando produção e distribuição. Vá lá e dê seu voto.
No ano passado, na área de cinema, o vencedor foi o ator Lázaro Ramos, por sua atuação nos filmes O homem que copiava e Madame Satã. O resultado do prêmio será publicado num caderno especial no domingo, dia 26 de dezembro, e os vencedores receberão o troféu numa cerimônia em março de 2005.
postado por Bárbara às 7:43 PM
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[ FABIO FABULOSO ]
A exibição de hoje é para poucos, porém, quem conseguiu descolar um convite vai ver em primeira mão o filme Fábio Fabuloso, às 21h30, na sala 1 do Cine Box, e de quebra ainda participa de uma festinha com o surfista e outros vips. Trata-se da pré-estréia do documentário sobre o mais conhecido surfista paraibano Fábio Gouveia. A direção do filme é do trio Pedro Cezar, Ricardo Bocão e Antonio Ricardo.
Nada de tristeza, sexta-feira, 17, entra em circuito no Box Cinemas. É só esperar.
postado por Bárbara às 6:15 PM
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[ FESTIVAL DO MINUTO 2004 ]
No último sábado, foi anunciado os vencedores do 11º Festival Mundial do Minuto. "Gêmeos", de Márcio Salém, foi o vencedor e sete trabalhos ficaram empatados em segundo lugar: "1 Hóspede", de Olívia Brenga Marques & Adams Carvalho; "28 anos", de Eduardo Baggio; "A Diferença de Tati", de Iberê Carvalho; "A Porta", de Helton Ladeira; "A Vida é uma Só", de Fernando Bianchi; "Juracy", de Mônica Prinzac; e "Profissão de Fé", de Gabriel Menotti.
Receberam menções honrosas as produções "Antes e Depois", de Neuza das Neves; "Amarelo Vermelho Verde", de Luciano Coelho; "Destino Cidade Ademar", de Roberto Andreoli; "Morte Vida Severina", de Vanessa Silva Nogueira & Rodrigo Miranda; "A Bola da Vez", de Carlão Brusato & Marlon Klung; e "A537", de Fernada Simionato.
O festival selecionou 49 trabalhos, entre as 905 inscrições recebidas. Participaram da programação obras provenientes das edições regionais que o evento promoveu em Brasília, São Paulo e Curitiba. Mais informações no website www.festivaldominuto.com.br.
postado por Bárbara às 5:30 PM
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Domingo, Dezembro 12, 2004
[ ARGENTINA GOLEIA O BRASIL EM NÚMERO DE FILMES EM CUBA ]
Maria do Rosário Caetano - Caderno 2 - Estadão - 07/12/04
Os números do 23º Festival do Cinema Latino-Americano de Havana, de hoje até o dia 17, mostram que a Argentina deve dar de goleada no Brasil. Afinal, o país vizinho - que vive momento de grande efervescência cinematográfica - vai disputar o Prêmio Coral com oito filmes de ficção. O Brasil, apenas com dois. Confira o peso da tropa argentina: La Nina Santa, de Lucrécia Martel (que concorreu em Cannes); A Família Rodante, de Pablo Trapero; Abraço Partido, de Daniel Burman (em cartaz em São Paulo); Los Muertos, de Lisandro Alonso (que está na capa da Cahiers du Cinéma); Bombon, el Perro, de Carlos Sorín; Roma, de Adolfo Aristarain; Luna de Avellaneda, de Juan José Campanella (O Filho da Noiva) e El Cielito, de Victoria Menis. O Brasil compete na categoria com apenas dois títulos: Quase Dois Irmãos, de Lúcia Murat, e O Outro Lado da Rua, de Marcos Bernstein. Na categoria roteiro inédito, os dados são espantosos: 45 argentinos inscreveram trabalhos. O Brasil entra com um único concorrente. O primeiro classificado ganha, além do Prêmio Coral, apoio financeiro da TV espanhola. A Argentina leva a melhor até na categoria diretor estreante. Compete com seis títulos. O Brasil, com quatro (Contra Todos, de Roberto Moreira; Cama de Gato, de Alexandre Stockler, Como Fazer Um Filme de Amor, de Torero, e O Outro Lado da Rua). O festival cubano premia também cartazes de cinema: a Argentina teve 15 inscritos selecionados.
O Brasil, apenas 4. A situação brasileira melhora em outras categorias. Em especial documentário, curta de ficção e animação. O festival de Havana não se preocupa com a duração dos filmes nessas categorias, mas sim com seu gênero. Assim, curtas, médias e longas documentais competem entre si. O Brasil teve oito selecionados (entre eles, Glauber, Labirinto do Brasil, de Silvio Tendler, Nelson Freire, de João Moreira Salles, e um título 100% inédito - Brilhante, de Conceição Senna). A Argentina só emplacou quatro títulos, mas um deles (Memórias del Saqueo) é peso pesado, pois seu autor, Fernando Solanas, é um vencedor em Cuba. Na categoria curta ficcional, o Brasil tem seis selecionados e a Argentina, dois. Os brasileiros são o premiadíssimo Bala Perdida, de Victor Lopes; Infinitamente Maio, de Marcos Jorge; Quimera, de Eryk Rocha e Tunga; Isaura, de Alex Sernambi; Lámar, de Sandra Alves, e Km Zero, de Marcos Guttman. Na área da animação, o Brasil concorre com seis títulos e a Argentina com um só. O Brasil pega carona num concorrente classificado sob bandeira norte-americana: Diários de Motocicleta, de Walter Salles. Ao lado dele, está o norte-americano Maria Cheia de Graça, de Joshua Marston. Os dois competem em categoria especial: melhor filme com temática latino-americana.
O filme de Walter Salles, road-movie que trafega da Argentina até a Amazônia peruana, é protagonizado pelos jovens Ernesto Guevara e Alberto Granados. Maria Cheia de Graça, vencedor da Mostra BR de Cinema, documenta a ida de mulas (jovens que carregam cápsulas de cocaína no estômago) da Colômbia para os EUA. A Argentina tem tudo para levar o principal prêmio do Festival - o Gran Coral Negro. A não ser que o júri se encante com Quase Dois Irmãos, drama social e político, de Lúcia Murat. Ou com a comédia social venezuelana, Punto y Raia (de Elia Schneider). Ou ainda com o chileno Machuca, de Andres Wood, cotado para figurar na lista de cinco finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
postado por Bárbara às 8:51 PM
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Sábado, Dezembro 04, 2004
[ CACHAÇA CINEMA CLUBE ]
Cine Odeon BR, Sábado 4 - 21h30
Xuxa no Cinema - Nasce uma Estrela
Documentário, 6min, 35mm, SP, 1982
Direção: Anibal Massaini
Mojica
Documentário, 19min, Cor, Betacam SP, SP, 2003
Direção, Roteiro e Fotografia: Ricardo Miranda - Cia. Produtora: Anders Produções e Extrema Produções Artísticas
São Paulo, Inverno. Uma reunião em casa de amigos. Mojica move-se entre livros, amigos e corpos.
Mutantes
Documentário, 7min, SP, 1970
Direção: Antonio Carlos Fontoura
Um dia na cidade de São Paulo com Os Mutantes.
Candeias: Da Boca pra Fora
Documentário, 17min, Cor, 16mm, SP, 2002
Direção: Celso Gonçalves - Roteiro: Celso Gonçalves, Kátia Neves e Abel de Saint Falbo - Fotografia: Kátia Neves - Montagem: Marcos Vinícius Vilkas - Som: Celso Gonçalves e Marcos Vinícius Vilkas - Cia Produtora: FAAP
Documentário sobre a obra e a estética de Ozualdo Candeias, um dos cineastas mais inventivos do Brasil, realizador do reverenciado A Margem.
Genuinamente, um cineasta do povo. Divertidos e controversos depoimentos dos grandes: Zé do Caixão, Carlão Reichenbach, Jairo Ferreira, Inácio Araújo, entre outros.
Onde Andará Petrucio Felker?
Animação, 12min, Cor, 35mm, RJ, 2001
Direção e Roteiro: Allan Sieber - Montagem: Karen Barros - Animação: Fernando Miller - Direção de Arte: Jaca - Som: Estúdio Monoaural - Música: Edu K - Cia Produtora: Toscographics.
A trajetória do controverso artista plástico Petrucio Felker é lembrada através de diversos depoimentos.
postado por Bárbara às 10:24 AM
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[ WLADIMIR CARVALHO NO DOCTV ]
O documentário Vladimir Carvalho: Conterrâneo Velho de Guerra, dirigido por mim, vai ser exibido na rede pública de televisão, conforme abaixo:
Estréia nacional:
Próximo Sábado (04/12) - 21:00 horas - Em Brasília veja a TV Nacional Canal 2 ou a NBR Canal 13 da Net. Passa também na Rede Minas, TV Cultura e todas as emissoras da rede pública (ABEPEC).
Reprises em Brasília:
TV Nacional - domingo (05/12) - 06:30 da madrugada e 19:00 horas.
NBR - domingo (05/12) - somente às 19:00 horas.
postado por Bárbara às 10:22 AM
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[ CARTA DE BRASÍLIA ]
Documento lido na noite de encerramento do FEST BRASÍLIA, pelo cineasta Geraldo Moraes, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema:
O desenvolvimento da indústria audiovisual brasileira passa por uma agência reguladora, fiscalizadora e fomentadora de todos os elos da cadeia produtiva, com objetivo de enfrentar a grande concorrência do produto importado, melhorar as condições de mercado para as empresas nacionais, criar políticas públicas e maior isonomia entre os agentes da atividade, evitando o monopólio e a concentração de cartel.
As entidades abaixo, que fazem parte do CBC - CONGRESSO BRASILEIRO DE CINEMA, representativas de diversos setores do cinema brasileiro, vêem manifestar o seu apoio ao Exmo. Sr. Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, e ao Exmo. Sr. Ministro da Cultura, Gilberto Gil, no sentido da contínua defesa da regulação do Cinema e do Audiovisual Brasileiro.
Da mesma forma, conclamamos o Congresso Nacional, com o apoio da Frente Parlamentar em defesa da indústria cinematográfica brasileira, a dedicar-se, a discussão e consolidação desse processo histórico.
Reiteramos o apoio a criação de uma agencia reguladora e fiscalizadora, a ANCINAV, que esta sendo intensamente discutida no Conselho Superior de Cinema pelos representantes da sociedade civil e Ministérios da República, dentro de um processo plenamente democrático. Esperamos que o resultado desta discussão reflita as históricas demandas da maioria do cinema brasileiro, democraticamente, aprovadas nos III, IV e V Congressos Brasileiro de Cinema.
Assim, aguardamos com positiva expectativa o envio o mais rápido possível do anteprojeto ao Congresso Nacional para ampliar ainda mais o debate e instalar o órgão gestor que enfrentará os desafios tecnológicos do futuro e contribuirá para o resgate da soberania nacional.
[extraído do Almanaque, de Maria do Rosário Caetano]
postado por Bárbara às 10:19 AM
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Quinta-feira, Dezembro 02, 2004
[ DOC TV AMÉRICA LATINA ]
O Ministro da Cultura Gilberto Gil compareceu na tarde dessa segunda-feira (29/11) à sessão solene de lançamento do Programa DOCTV América Latina 2004, no Hotel Kubitschek Plaza. O encontro contou com a participação de toda a coordenação do DOCTV, além de cineastas e membros do corpo diplomático. O DOCTV América Latina é um desdobramento do Projeto DOCTV, que comemora seu segundo ano com mais de 35 produções a serem realizadas em todo o território Nacional. O cineasta uruguaio radicado em Brasília foi o contemplado no último edital com R$ 100 mil. No fim do evento o Candango falou com o o Ministro sobre os caminhos da política audiovisual.
Candango: Como o senhor vê hoje a produção audiovisual brasileira?
Gilberto Gil: A TV e o cinema funcionam como uma maneira ágil, abrangente e intensa de mostrarmos a nossa variada composição, os nossos variados matizes enquanto povo e sociedade. Enfim, como é formado o nosso rosto e com quantos paus se faz nossa jangada. È nossa forma de expressão!
Candango: O DOCTV foi um dos primeiros projetos culturais aprovados logo nos primeiro momento de sua posse. Fale um pouco sobre isso.
Gilberto Gil: O DOCTV é um projeto de documentários e por isso é de extrema importância para a sociedade se conhecer. Fico feliz que já em seu segundo ano o DOCTV tenha fechado parcerias com a Espanha, Portugal, México e outros países da América Latina. Vejo como uma possibilidade de poder revelar novos talentos, mostrar outras faces do Brasil.
Candango: E quanto a ANCINAV?
Gilberto Gil: É uma proposta de um projeto de lei que terá que ser decidida no Congresso. Houve muita reclamação quanto às taxas, algumas delas desapareceram, mas entre as que permaneceram foram as da agência de publicidade, cuja proposta inicial era de 4% e agora está em 3%.
Candango: Qual é o painel do cinema brasileiro?
Gilberto Gil: Melhoria significativa. Já temos um crescimento de 21% de público. Isso tem refletido mesmo fora do país.
Candango: Depois do sucesso e da quantidade de produções brasilienses no Festival, o ministro acredita que a capital pode assumir o terceiro lugar em produção audiovisual depois do eixo Rio-São Paulo?
Gilberto Gil: Eu acho que sim, mas vai haver uma competição acirrada com o Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Mas tudo vai depender de como a produção local de Brasília vai se engajar para isso acontecer.
Realizadores brasilienses falam sobre o DOCTV:
Carlos Del Pino, cineasta (vencedor da etapa Brasília do II DOCTV):
¿Sonhamos muito com uma programação regional, está sendo uma vitória para nós cineastas. Fiquei super feliz de ter ganhado, nasci uruguaio, mas sou brasileiro há 35 anos. Esse projeto tem muita ligação com a América Latina¿.
Dácia Ibiapina, cineasta (vencedora do I DOCTV)
¿Eu acho que o DOCTV é importantíssimo, pois vem ao encontro de um desejo dos documentaristas brasileiros e dos cineastas independentes que é poder passar na televisão. É a uma grande conquista!Quero convidar todo mundo para assistir ao documentário, que estréia no próximo sábado (4/12), às 21h, na TV Nacional¿.
Bernardo Bernades, documentarista (diretor de ¿Viva Cassiano¿)
¿Vou participar do próximo DOCTV com meu novo projeto. Ele é super Brasília e fala de um bairro, a Vila Planalto¿.
[Texto: Anna Karina de Carvalho, extraído do site do festival]
postado por Bárbara às 4:00 PM
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[ RESULTADO OFICIAL DE BRASÍLIA 2004 ]
o homem da mata, um dos premiados
Curta ou Média-Metragem 35 mm
Melhor Filme (Júri Oficial): MINA DE FÉ, de Luciana Bezerra
Melhor Filme (Júri Popular): VIVA CASSIANO!, de Bernardo Bernardes
Melhor Direção: KLEBER MENDONÇA FILHO, pelo filme Vinil Verde
Prêmio Especial do Júri: O SOM, AS MÃOS E O TEMPO, de Marcos de Souza Mendes
Melhor Ator: JOSÉ DUMONT, pelo filme O Último Raio de Sol
Melhor Atriz: VANISE CARNEIRO, pelo filme Messalina
Melhor Roteiro: CRISTIANE OLIVEIRA, pelo filme Messalina
Melhor Fotografia: ANDRÉ LAVENÈRE, pelo filme O Último Raio de Sol
Melhor Montagem: DANIEL BANDEIRA E KLEBER MENDONÇA FILHO, pelo filme Vinil Verde
Curta ou média-metragem 16 mm
Melhor Filme (Júri Oficial): O HOMEM DA MATA, de Antonio de Souza Leão
Melhor Direção: MAURÍCIO OSAKI, pelo filme Quando Tudo Formiga
Melhor Ator: JOSÉ BORBA DA SILVA, pelo filme O Homem da Mata
Melhor Atriz: EVELYN MAGUETTA, pelo filme Dalva
Melhor Roteiro: MARCO DUTRA, pelo filme Concerto Número Três
Melhor Fotografia: MARÍLIA SCHARLACH, pelo filme Quando Tudo Formiga
Melhor Montagem: KAREN BARROS E RODRIGO SAVASTANO,
pelo filme O Homem da Mata
Menção honrosa: NOTURNO, de Daniel Salaroli
Menção honrosa: SEQUESTRAMOS AUGUSTO CÉSAR, de Guilherme Campos
Prêmio especial do Júri: CONCERTO NÚMERO TRÊS, de Marco Dutra
Prêmios Especiais
Prêmio Câmara Legislativa do DF (Só para produções locais)
Melhor Média ou Curta-Metragem em 35mm: O SOM, AS MÃOS E O TEMPO, de Marcos de Souza Mendes e O ÚLTIMO RAIO DE SOL, de Bruno Torres
Melhor Filme em 16mm: SEQUESTRAMOS AUGUSTO CÉSAR, de Guilherme Campos
Menção Especial: SÓ SOFIA, de Adriana Vasconcelos
Prêmio da Imprensa
Melhor Longa 35mm: PEÕES, de Eduardo Coutinho
Melhor Curta 35mm: VINIL VERDE, de Kleber Mendonça Filho
Prêmio Aquisição Canal Brasil
VINIL VERDE, de Kleber Mendonça Filho
O SOM, AS MÃOS E O TEMPO, de Marcos de Souza Mendes
Saiba mais em www.sc.df.gov.br
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