Quarta-feira, Setembro 29, 2004


[ PERSONAGENS DO BRASIL ]


Bem, a boa da noite de amanhã, 30 de setembro, parece mesmo ser a programação do Tintin por Tintin Ciné-club. Vão ser exibidos quatro documentários no formato curto em 16mm, sobre ícones da cultura do Brasil.

Trata-se da mostra Personagens do Brasil. A trajetória, o pensamento, as referências e o cotidiano do poeta João Cabral de Melo Neto, do cantor e compositor Nelson Cavaquinho, do escultor Vitalino e do pintor Candido Portinari serão mostrados amanhã, 30, às 19h30, na Aliança Francesa. A entrada é franca.

PS.: Houve uma pequena mudança na programação. O filme O poeta do castelo, de Joaquim Pedro de Andrade foi substituído por O curso do poeta, de Jorge Laclair.

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O curso do poeta
de Jorge Laclair

Nelson cavaquinho
de Leon Hiszman

Vitalino Lampião
de Geraldo Sarno

Cândido Portinari, o Pintor de Brodósqui
de João Batista de Andrade

Vá lá:

TINTIN POR TINTIN CINÉ-CLUB
Aliança Francesa, Rua General Bento da Gama, 396, Torre. 222-6565
Entrada franca.


Terça-feira, Setembro 28, 2004

[ ANIVERSÁRIO BIRILO ]

Preservar o olhar. Qual seria a função do Birilo se não fosse segurar as madeixas para que os olhos possam ver. Agora, 365 dias depois de utilizado pela primeira vez, o Birilo faz força nos pulmões para soprar e sopra.

Ainda não é a
Contracampo, nem pretende ser. O olhar do Birilo é para a quebra do eixo. É decupado descontinuamente.

Aos Leitores fantasmas, abdistas ou não, um pedido. Não flutuem binariamente apenas à base de mouse. O teclado de vosmicês pode ajudar e muito a segurarmos não só as madeixas, mas as perucas e as toucas, permitindo assim um olhar sempre livre, absorvente.

É isso aí. Vida longa ao Birilo!

PS.: Lanusse, queremos o nosso mascote.



Segunda-feira, Setembro 27, 2004

[ COMEÇAM HOJE AS INSCRIÇÕES PARA OFICINA DE FORMATAÇÃO DE PROJETOS PARA O DOCTV II ]


Tem início hoje as inscrições para a Oficina de Formatação de Projetos para o DOCTV II, o novo Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro que este ano, em sua segunda edição, selecionará por concurso público um projeto na Paraíba.

Os interessados em participar da oficina devem procurar a Coordenadoria de Extensão (Coex) no Campus I da UFPB munidos de proposta de documentário contemplando a diversidade cultural do estado [01 lauda], declaração de não impedimento em participar do Concurso DOCTV II no Estado [residência de no mínimo 02 anos no estado, e não possuir vínculos empregatícios e/ou contratuais vigentes com o MINC/SAV, Fundação Padre Anchieta e TV UFPB, e declaração comprometendo-se, em caso de participação, a cumprir as 40 horas de carga horária da oficina, e a inscrever um projeto de documentário no Concurso DOCTV II e contato pessoal como endereço, telefone, e-mail.

As inscrições são gratuitas e vão de 27 / 09 a 01 / 10. O critério de seleção dos 30 participantes para a oficina será a ordem de inscrição, desde que contempladas os pré-requisitos citados acima.

Oficina - A oficina acontece entre os dias 4 e 8 de outubro no horário das 14h às 22h, coordenada por Leandro Saraiva, doutorando em cinema na Universidade de São Paulo, cientista social, pesquisador de cinema e roteirista da série de TV "Cidade dos Homens" durante a temporada 2004. Saraiva também prepara para lançar um manual sobre a criação de roteiros, além de escrever regularmente sobre cinema na imprensa brasileira.

DOCTV - É um projeto pioneiro de fomento à parceria entre a tv pública e a produção independente, criado com o objetivo de promover a regionalização da produção de documentários e articular um circuito nacional de teledifusão a partir da Rede Pública de Televisão. O escolhido terá como prêmio um contrato de co-produção no valor de R$ 100 mil para realização do documentário, vindo a ser exibido em Rede Pública de Televisão no ano de 2005.
É uma realização da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, da Fundação Padre Anchieta e a da ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais) e da TV UFPB e conta com o apoio da ABD-PB - Associação Brasileira de Documentarista - Seção Paraíba e do Governo do Estado da Paraíba.

Maiores informações através dos telefones 216-7689 ou 216-7352 ou através do e-mail: abd_pb@yahoo.com.br.

Serviço:
Inscrições de 27 / 09 a 01/10
Coex-coordenadoria de extensão da UFPB - Prédio da reitoria
Fones: 216-7689 / 216-7352
Horário: das 9h às 11h30; 14h às 17h
abd_pb@yahoo.com.br





Sábado, Setembro 25, 2004

marcelo laffitte

[ REGIONALIZAÇÃO DA MÍDIA ]
por ZONDA BEZ

As propostas de regionalização de programas de televisão, rádio e outros meios de comunicação estão outra vez na pauta de discussões tanto no âmbito nacional quanto na Paraíba. Marcelo Laffitte, presidente da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD), esteve de passagem em João Pessoa esta semana e durante um dos encontros de avaliação do Fundo de Cultura Augusto dos Anjos (FIC) falou da retomada de esforços para que o projeto de regionalização da programação artística e cultural das emissoras de TV e rádio no Brasil seja aprovado no Senado, após tramitar por 13 anos na Câmara dos Deputados. "Programação regional não é só programa de auditório", dispara Laffitte sobre como vem sendo encarada a produção gerada fora do eixo Rio-São Paulo.

Criado pela deputada carioca Jandira Feghali, o projeto de lei 256/91 propõe que rádios e televisões ocupem pelo menos 30% de suas programações com conteúdos culturais, artísticos e jornalísticos "totalmente produzidos e emitidos no local de sua sede", como filmes, música e telenovelas. Para Laffitte, a produção desses programas localmente só trará geração de recursos para cada localidade, com o incremento do mercado para profissionais do audiovisual, pois 50% da mão-de-obra obrigatoriamente deve ser local. "Queremos que a lei seja aprovada e estamos articulando com os senadores para isso", diz, incentivando a classe artística paraibana a 'pressionar' os representantes do Estado no Senado Federal para ver a tão esperada proposta aprovada.

O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Sérgio Xavier, disse esta semana na capital que, entre as propostas de mudança na Lei Rouanet, financiamento de projetos culturais por empresas em troca de renúncia fiscal, está a criação de editais e tetos financeiros de acordo com cada região do País, além de uma maior qualificação de pessoal em cada região para que os projetos sejam melhores e despertem maior atenção dos empresários. Xavier citou a Petrobras como exemplo de empresa que já realiza ações regionais, mas que precisa ser incrementada, apostando ainda em um trabalho de sensibilização dos empresários para as vantagens de se investir em cultura, o que está programado para ocorrer em to-do o Nordeste até o final do ano.

Além da regionalização, Marcelo Laffitte aproveitou para falar sobre outro projeto polêmico: a criação da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav), cuja minuta do projeto está em discussão em todo o País há cerca de dois meses. "O projeto é bom e queremos mais", cita o slogan criado para defender a proposta. "A Ancinav atenderá reivindicações históricas do setor audiovisual, criando uma competição mais saudável entre o produto brasileiro e o norte-americano", compara. Contudo, acredita que a produção com teor cultural mais forte, que circula à margem da indústria, deve ser salvaguardada.

[texto publicado no Jornal da Paraíba no dia 24/09]


Sexta-feira, Setembro 24, 2004


[ PAOLA É PREMIADO EM RECIFE ]


Paola , de Eduardo Chaves leva prêmio de melhor filme escolhido pelo público (júri popular) e o prêmio especial do júri na primeira Mostra de Cinema Digital da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife.

O vídeo trata do cotidiano de José Bento dos Santos, mais conhecido como Paola. Rapaz de 21 anos que vive em Caldas Brandão, um aglomerado rural encravado no meio do nada e com um dos piores indicadores de desenvolvimento humano- IDH do Brasil. A população do lugarejo é de cerca de 1800 habitantes.

O que Paola tem de diferente dos outros habitantes da cidade é que "ele só conversa coisa de mulher...", nas palavras de Sonia, agricultora e sua vizinha.

Realizado entre julho e setembro de 2003, foi gravado nas cidades de Caldas Brandão e Mari, no estado da Paraíba. A equipe é composta ainda Por Ana Isaura Nogueira, produção e assistente de direção, Bruno de Sales, produção e assistente de câmera e Igor Cabral, câmera e editor. Paola foi finalizado em julho de 2004.

Mostra de Cinema Digital - Organizada pelo Cinema da Fundação, entre os dias 20 a 23 de setembro. Durante o evento competitivo, foram apresentados 31 trabalhos, de 96 vídeos inscritos.

Criatividade e um bom desempenho narrativo foram os critérios escolhidos na seleção. Gêneros como videoarte, videoclipe e documentários fizeram parte da competição, que tiveram entre seus realizadores estudantes, professores de Comunicação Social, produtores e jornalistas.

A coordenadora de Artes Plásticas da Fundaj, Cristiana Tejo, o professor da UFAL, Ronaldo Bispo, o jornalista e Dj Renato L, a jornalista e crítica de cinema Carol Ferreira e o designer e editor da newsletter Kinemail Fernando Vasconcelos integraram o júri.

VEJA OS OUTROS PREMIADOS:

1º lugar - Homine: Costurando Identidade Urbanas, de
Tuca Siqueira - R$ 1.500,00* + tróféu Cinema Digital da Fundação (conceito da artista plástica Beth da Matta)

2º lugar - Ninguém Está a Salvo, de Bruno Vieira, R$ 1000,00* + tróféu Cinema Digital da Fundação (conceito da artista plástica Beth da Matta)

3º lugar - Vâmo Fazer um Clipe, de Aroldo Araújo, Germano Rabello, Joli Campos - R$ 500,00* + tróféu Cinema Digital da Fundação (conceito da artista plástica Beth da Matta)

* prêmio em dinheiro patrocinado pela CHESF

Prêmio estímulo Casablanca - Contratempo, Daniel Bandeira (até 14 mil reais em serviços de pós produção na Casablanca

Vencedor Júri Popular - Com 62 votos
Paola, de Eduardo Chaves de Oliveira
recebe prêmio estímulo do Instituto de Cultura (40 horas de edição nos estúdios da Massangana Mutlimída da Fundação Joaquim Nabuco).

Prêmios especiais - (recebem passaporte dando acesso
gratuito ao cinema da fundação, válido por um ano)
- Untitled, de Matheus Araújo Mota e Albuquerque
- Paola, de Eduardo Chaves de Oliveira
- Pulga D'água, de Sérgio Ricardo Soares

Menção Honrosa do Júri Oficial
- Filme de Ação, de Diogo Almeida
- Toalete Zone, de André Pinto

Trófeu ABD
- Pulga D'água, de Sérgio Ricardo Soares

Prêmio Cineclube Revezes
(recebem acesso grátis na Socine, que acontece em novembro, e serão programados para exibição e debate em outubro no Cineclube Revezes)
- Contratempo, de Daniel Bandeira
- Fora da Cena - Filme Pernambucanos Inacabados, de Júlio Cavani
- Pulga D'água, de Sérgio Ricardo Soares

Prêmio Cineclube Barravento
(Recebem prêmio "Vá em Frente" - Teram exibição marcada no Cineclube Barravento seguida de debate).

- Contratempo, de Daniel Bandeira
- Homine: Costurando Identidade Urbanas, de Tuca
Siqueira
- Tá como o Diabo Gosta, de Antônio Flávio Tabosa
- Fora do Tom, de Bacco Andrade
- Pulga D'água, de Sérgio Ricardo Oliveira



Quarta-feira, Setembro 22, 2004


[ DOCTV II NO PARAHYBA CAFÉ ]

Lançamento oficial DOCTV II
Hoje, 22 de setembro de 2004
Parahyba Café, às 20h


DOCTV
É um Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário
Brasileiro, este ano ampliado para todos os estados da Federação, além do Distrito Federal.
Aqui na Paraíba será selecionado por concurso público um projeto. O autor receberá como
prêmio um contrato de co-produção no valor de R$ 100 mil para realização do documentário,
que será exibido em Rede Pública de Televisão no ano de 2005.


Realização:
A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura
Fundação Padre Anchieta
ABEPEC
TV UFPB

Apoio:
ABD-PB
Governo do Estado da Paraíba

Vá lá:
Parahyba Café
Av. Juarez Távora, 243, Centro


Segunda-feira, Setembro 20, 2004

Paola única representante paraibana [ ? ]

[ PROGRAMAÇÃO DE HOJE ]

(32 filmes --- 4 Programas - Duração = 5h 30min 45 seg)

Segunda, dia 20

18h40 - Abertura

19h - Programa 1 - competitiva (duração: 1h31)

20h40 - Debate Com Realizadores

Terça, dia 21
18h - Programa 2 - competitiva (duração: 1h15)

19h15 - Debate

20h15 - Programa 3 - competitiva (duração: 1h19)

21h40 - Debate

Quarta, dia 22
19h - Exibição do longa-metragem: 33, de Kiko Goifmann (duração: 1h14)

20h15 - Debate

21h Programa 4 - competitiva (duração: 1h27)

22h30 - Debate



PROGRAMA 1 (Segunda, 19h)

1. Direita Esquerda - de Márcio Almeida. (2003, Mini-DV), 5´01.
Sinopse: História de cooperação e superação de dois amigos que dividem uma
bicicleta, deixando o bairro onde moram, em Olinda, até a esquina das Graças,Recife, onde são pedintes.
malmeid@terra.com.br

2. A Gente é Sem Vergonha - de Augusto Japiá (2004, Digital8), 9'22
Sinopse: Apresentação de uma ação do artista plástico Augusto Japiá.
augustojapia@hotmail.com

3. Contratempo - de Daniel Bandeira. Com João Lima (2004, Digital8), 9' 25
Sinopse: Numa manhã, homem descobre que o mundo funciona ao contrário do que imaginava.
danielbandeira@hotmail.com

4. Ninguém Está a Salvo.. - de Bruno Vieira (2004, "digital"), 2' 29
Sinopse: Imagens rápidas. bvieira@yahoo.com.br


5. O Livro de Areia - De Salmo Dansa (2004, VHS), 5´
Sinopse: Inspirado no conto de J.L. Borges, o trabalho aborda o tempo, tendo a areia como significante.
salmodansa@bol.com.br


6. Filme de Ação - de Diogo Almeida (2004, Digital8), 6' 15
Sinopse: Filme de ação, tiro e som.
diogoal@yahoo.com

7. Untitled - de Bafo (2003, Hi8), 13 min.
Sinopse: Depois de um fatídico jogo de cartas, alma penada se vinga dos que o desencarnaram (Versão Dublada).
bafomovies@hotmail.com / www.bafomovies.com.br

8. Vrummm... -de Ygor Gama Lopes (2003, Mini-DV), 11' 50
Sinopse: Crônica de uma cidade qualquer. Acontecimentos rápidos, estranhos, cotidianos que de tão rápidos, nem os vemos.
apesardavida@hotmail.com

9. Jenny - de Vicente Marinho, (2004, Mini-DV), 7'
Sinopse: Garoto de 19 anos encontra Jenny, boneca inflável, numa sex shop. Ele se apaixona imediatamente.
vmarinho@hotlink.com.br

10. Toalete Zone - de André Pinto (2004, Mini-DV), 3' 40
Sinopse: Dizem que o banheiro é a parte mais carregada de uma casa.
andregpinto@terra.com.br

11. Paola - de Eduardo Chaves de Oliveira (2004, Digital8), 17' 49
Sinopse: Filho de agricultores e morador de um pequeno vilarejo do sertão paraibano, José Bento é Paola. Seu cotidiano e as impressões dos moradores
sobre sua 'transformação'.
educhaves2001@yahoo.com.br

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Tempo Total: 1h 30min 51seg



[ MOSTRA DE CINEMA DIGITAL DA FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO ]

A Mostra de Cinema Digital, organizada pelo Cinema da Fundação, irá movimentar Recife entre os dias 20 a 23 de setembro. A abertura ocorrerá na segunda-feira, 20 de setembro, às 18h40, e toda a programação tem entrada franca.

Segundo os organizadores do evento, jornalistas Kleber Mendonça Filho e Luiz Joaquim, coordenadores do Cinema da Fundação, 96 vídeos se inscreveram para a seleção. Do total de inscritos, 31 trabalhos foram selecionados para exibição.

Criatividade e um bom desempenho narrativo foram os critérios escolhidos na escolha. Gêneros como videoarte, videoclipe e documentários fazem parte da competição, que tem entre seus realizadores estudantes, professores de Comunicação Social, produtores e jornalistas.

A coordenadora de Artes Plásticas da Fundaj, Cristiana Tejo, o professor da UFAL, Ronaldo Bispo, o jornalista e Dj Renato L, a jornalista e crítica de cinema Carol Ferreira e o designer e editor da newsletter Kinemail Fernando Vasconcelos integram o júri que irá escolher os ganhadores entre os 31 selecionados à mostra.

Os vídeos que vencerem irão receber prêmios, como um ano de entrada livre no Cinema da Fundação e exibição do filme na reunião na Sociedade de Cinema, Socine, que ocorrerá em novembro. Os vendecores também receberão troféus, que estão sendo confeccionados pela artista plástica Beth da Mata. O primeiro lugar irá receber R$ 1.500,00, o segundo e o terceiro colocados receberão R$ 1.000,00 e R$ 500,00, respectivamente.

A programação da Mostra de Cinema Digital também conta com a inserção de um elenco de filmes que deverá atrair cinéfilos de várias procedências. Trata-se de trabalhos que integraram o Cine Esquema Novo, festival que ocorre em Porto Alegre, e do qual foi trazida ao Recife uma seleção especial.



Terça-feira, Setembro 14, 2004
[ DOC TV 2 ]

Ministério da Cultura, ABEPEC e TV Universitária abrem inscrições para Concurso de Documentários da Paraíba

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, a Fundação Padre Anchieta e a ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais) e a TV Universitária com o apoio da ABD-PB - Associação Brasileira de Documentarista-Seção Paraíba lançam a segunda edição do DOCTV - Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro, agora ampliado para todos os estados da Federação, além do Distrito Federal.

O DOCTV é um projeto pioneiro de fomento à parceria entre a tv pública e a produção independente, criado com o objetivo de promover a regionalização da produção de documentários e articular um circuito nacional de teledifusão a partir da Rede Pública de Televisão.

Concretizando o acesso às diferentes expressões regionais, a primeira edição do DOCTV têm oferecido aos brasileiros, desde o dia 26 de junho, documentários inéditos da série Brasil Imaginário, sempre às 21h de sábado, em programação que se estenderá até dezembro de 2004. estes documentários têm revelado jovens realizadores que têm pontuado uma nova geografia cultural brasileira.

No estado da Paraíba será selecionado por concurso público um projeto. O autor receberá como prêmio um contrato de co-produção no valor de R$ 100 mil para realização do documentário, que será exibido em Rede Pública de Televisão no ano de 2005.

Os interessados deverão encaminhar o projeto de documentário, com 55 minutos de duração, sobre temas relacionados à diversidade cultural paraibana para a TV Universitária.

O período de inscrições é de 15 de setembro a 30 de outubro.

Local de inscrições:
UFPB / COEX - 216-7689 / 216-7352
Horário: 8h às 12h - 14h às 17h30
www.birilo.blogger.com.br [ficha de inscrição e outras informações]

Maiores informações:
226-5409 - abd_pb@yahoo.com.br
216-7147 - editorufpb@aol.com




Sexta-feira, Setembro 10, 2004


[ O MONSTRO DE CARUARU ATACA NOVAMENTE ]

O que estava sendo uma cerimônia burlesca, porém regular, celebrando o nascimento de Macunaíma no cinema brasileiro, desandou quando ecoou da platéia, inesperadamente, uma sonora ofensa ao cineasta Hector Babenco ("Carandiru"), que subia ao palco para agradecer o prêmio de Melhor Direção -que dividiu com Jorge Furtado ("O Homem que Copiava"). "Imbecil", gritou o diretor de "Amarelo Manga", Cláudio Assis.

"E você é um escroto. Fodam-se vocês todos. Eu falo o que eu quiser falar. Tomem no cu", disse o diretor pernambucano, visivelmente embriagado e irritado com o resultado da competição na categoria em que também concorria.

Babenco não respondeu de imediato. Do microfone, somente perguntou se a ofensa era dirigida a ele, pediu que Assis o dirigisse diretamente a palavra e disse: "Eu gosto muito do seu filme ["Amarelo Manga"], mas não sabia que você era uma pessoa tão indelicada". Babenco Foi aplaudido de pé.

"Fora, babaca", gritou uma espectadora para Assis, que foi retirado só da sala de cinema do Odeon BR, onde aconteceu a cerimônia, mas permaneceu no local onde seria servido um coquetel após o evento.

Antes desse episódio, Babenco havia protagonizado outro momento infeliz da noite. Ao receber o primeiro prêmio, por Roteiro Adaptado (escrito por ele, Victor Navas e Fernando Bonassi), reviveu a antiga rixa cariocas x paulistas.

"A gente não estava preparado para isso", justificou, por não ter um discurso pronto e por estar ao lado de integrantes da equipe que fez o filme. "Lá em São Paulo a gente trabalha muito e não sabe fazer festa", disse, em alusão ao discurso de Rita Lee quando dos 450 anos de SP, e ouviu meia dúzia de vaias.

Discurso

"Faz 35 anos que faço cinema no Brasil. Às vezes fazemos filmes que agradam; outras não. Fiz um filme de um homem que se salvou do câncer, da maneira mais modesta possível, mostrando que o cinema brasileiro é feito por brasileiros. Rompemos o patamar de bilheteria... Talvez eu seja mais lembrado por este filme que por outros", disse Babenco em seu discurso de agradecimento.

O cineasta também criticou o governo federal, a quem acusou de dirigismo cultural. "Já passamos por censura, ditadura, agora por um potencial dirigismo, mas somos como uma peste, um vírus... Insistimos e fazemos cinema. Eles passam, a gente fica."

Atrás dele, recebendo o prêmio de Melhor Direção no lugar de Jorge Furtado por "O Homem que Copiava", que dividiu o troféu na categoria, o ator Lázaro Ramos permaneceu calado.

Depois, quando recebeu o prêmio por Melhor Filme, Ramos desabafou: "Todos os filmes que estão aqui merecem o prêmio. Somos apenas uma célula desta família que é o cinema brasileiro", afirmou.

No prêmio, considerado pelo patrocinador o "Oscar brasileiro", "Amarelo Manga" levou somente um prêmio, por Melhor Fotografia (Walter Carvalho). A noite consagrou "O Homem que Copiava", de Jorge Furtado, e deu dois prêmios a "Carandiru".

[Marcelo Bartolomei-UOL]




[ CINEMA DA FUNDAÇÃO AINDA É A MELHOR OPÇÃO ]

Estréia no Recife hoje o filme HISTÓRIAS MÍNIMAS, premiada produção argentina sobre os caminhos diferentes tomados por três personagens, na paisagem ampla da Patagônia. Maria e seu bebê vão a outra cidade concorrer a um multiprocessador num programa de TV, Roberto quer conquistar uma viúva levando um bolo meticulosamente elaborado para o filho dela, e Dom Justo, aos 80 anos, tenta recuperar um amigo perdido.
(Historias Mínimas, 2002, Argentina) De Carlos Sorin. Com Javier Lombardo, Antonio Benedicti.
TELA PLANA / 95 mins. / Dolby SR / Livre / INÉDITO

Sexta: 19h10 / 21h Sábado: 19h / 20h50 Domingo: 18h
Segunda: cinema não funciona
Terça: 18h30 / Quarta: 18h30 / 20h20 / Quinta: 18h30 / 20h20
______________________________________

E continua MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA [3ª semana]. Uma jovem camponesa trabalha para o pintor holandês Johannes Vermeer. A beleza dela o deixará fascinado, transformando-a na modelo do seu quadro mais famoso. Fotografia e composição criam relação estreita entre as artes plásticas e o cinema. Johansson fez O Homem Que Não Estava Lá e Lost in Translation.

(Girl With a Pearl Earring, Inglaterra, 2003)
De Peter Webber. Com Colin Firth e Scarlett Johansson.
TELA LARGA / 95 mins. / Dolby SR / Livre / INÉDITO
Sexta: 17h30
Domingo: 20h
Terça: 20h20

vá lá:

CINEMA da FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO
Promoção: Instituto de Cultura - Rua: Henrique Dias, 609, Derby
- 3483.0500 -3421.3266 r-426 - cinema@fundaj.gov.br
Ingressos: R$ 6,00 (inteira) - R$ 3,00 (acima de 60 anos/estudantes)
Promoção por tempo limitado: 3ª-feira, meia entrada para todos
Programação válida de sexta (10 de Setembro) a Quinta-feira (16 de setembro) de 2004


Quinta-feira, Setembro 09, 2004
[ O PROJETO É BOM E QUEREMOS MAIS ]

As entidades afiliadas à Associação Brasileira de Documentaristas e Curtas-Metragistas - a ABD Nacional -, reunidas em seu Encontro Anual durante o 5o Festival de Curtas de São Paulo, estudou, debateu e formulou propostas visando o aperfeiçoamento do projeto de lei que propõe a criação da Ancinav e a regulação de toda a atividade audiovisual no Brasil. Cabe ressaltar que a ABD congrega as entidades estaduais que representam cerca de 1.200 realizadores e técnicos de 24 estados brasileiros.

Ao final de três dias de reuniões e debates abertos ao público, os representantes das entidades e os demais realizadores presentes reafirmaram seu apoio ao projeto por entender que ele:

1) garante o crescimento constante da atividade produtiva cinematográfica brasileira, notadamente das obras de maior apelo popular;

2) cria condições para o aumento significativo da visibilidade do produto audiovisual brasileiro, tanto no Brasil quanto no exterior;

3) aponta para o ressurgimento da distribuição nacional, setor praticamente inexistente na nossa cadeia produtiva;

4) permite aos exibidores nacionais a retomada do mercado que perdemos nos últimos anos;

5) insere a televisão brasileira, juntamente com o cinema, nos debates estratégicos sobre os controles que visam a garantia da soberania nacional;

6) busca o equilíbrio das forças e a competitividade do conteúdo nacional na regulação das novas mídias; e, finalmente,

7) garante o desenvolvimento sistêmico, auto-sustentável e independente de todos os setores nacionais do audiovisual.

Em outras palavras, o projeto é bom e queremos mais. Entendemos ser fundamental a inserção de mecanismos legais que assegurem uma distribuição mais justa e planejada de recursos objetivando o desenvolvimento do setor por todas as regiões do pais, bem como o fortalecimento do cinema dito cultural e de outras atividades correlatas (formação, difusão, preservação, etc), sem as quais ficará inviável a renovação e o surgimento de novos talentos no cenário artístico e cultural nos próximos anos. Infelizmente, estas são ainda grandes lacunas do Projeto de Lei.

Cientes de que este debate está apenas no seu início, estaremos divulgando nos próximos dias um documento que contenha as propostas gerais e específicas deliberadas pela plenária do Encontro, com as justificativas e detalhamentos pertinentes.

Finalizando, conclamamos a união de todos os setores do audiovisual brasileiro para a defesa do nosso conteúdo cultural, e gostaríamos de citar o francês Lacordaire quando diz que "Entre o forte e o fraco, a liberdade escraviza e a lei liberta".

Marcelo Laffitte

Presidente Nacional da ABD



Terça-feira, Setembro 07, 2004


[ A ESCOLHA DO PÚBLICO ]

O Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo promoveu este ano a exibição de 437 filmes, representando 49 países dos cinco continentes e teve seu Foco dedicado às Megacidades. Ampliando seu perfil, o festival inaugurou a seção Curta o Formato Brasil e, pela primeira vez, exibiu trabalhos finalizados em suporte eletrônico e digital, tendo recebido o recorde de inscrições nacionais: mais de quatrocentos títulos. O público total estimado do evento foi de mais de vinte e cinco mil pessoas.

Na noite de encerramento do evento, foram anunciados os dez títulos internacionais e os dez brasileiros favoritos do público, num levantamento que serve de base para que parceiros do festival escolham os títulos para suas premiações. Na ocasião, anunciou-se, também, as datas de sua 16ª edição: de 18 a 27 de agosto de 2005.

Os dez filmes internacionais mais votados pelo público, em ordem alfabética, foram os seguintes:

(A) Torção, de Stefan Aesenjevic (Eslovênia);
A História de Todos, de Blanca Aguerre (México);
Harvie Krumpet, de Adam Elliot (Austrália);
Hino à Gazela, de Stéphanie Duvivier (França);
Manian, de Frederic Jofre (França);
Meus Pais, de Neele Leana Vollmar (Alemanha);
Minha Maior Preocupação, de Carine Tardieu (França);
O Cometa, de Johan Löfstedt (Suécia);
Pequeno Terrorista, de Ashvin Kumar (Índia);
Uma Viagem, de Gabriela Monroy (México).

Também em ordem alfabética, os curtas brasileiros eleitos pela audiência:

A Espera, de Ernesto Solis (RJ);
A Figueira do Inferno, de Raoni Vale & Ernesto Teodósio (PE);
Clandestinidade, de Rodrigo Gueron (RJ);
Curta-Metragem Metalinguístico de Baixo Orçamento ou Aceita Mais Café?, de Byron O'Neil (MG);
Narciso Rap, de Jeferson De (SP);
O Curupira, de Humberto Avelar (RJ);
Território Vermelho, de Kiko Goifman (SP);
Uninverso, de Marcos DeBritto (SP);
Velha História, de Cláudia Jouvin (RJ);
Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (PE);

O Prêmio Revelação - voltado para a renovação de talentos provenientes de escolas e cursos de cinema no país - é resultado da parceria entre uma série de empresas atuantes no setor audiovisual e se constitui em reconhecimento a um jovem autor e, ao mesmo tempo, uma contribuição significativa na viabilização de seu próximo projeto. Nele, a resposta à pergunta Por que você fez esse curta?, enviada a todos os realizadores concorrentes, é levada em conta na avaliação e o vencedor recebe latas de negativo Kodak; diárias de câmera Aaton; horas de edição de som na Effects; mixagem na JLS; equipamentos de luz e maquinaria da Quanta; revelação de negativo, copião e cópia da MegaColor; uso de telecinagem dos EstudiosMega; e licença para uso de sistema sonoro Dolby. O júri, indicado pelas empresas parceiras que oferecem o prêmio, foi formado pelos críticos Neusa Barbosa, Luiz Joaquim e Reinaldo Cardenuto Filho. O vencedor Saia Santa, de Mauro D'Addio (SP), com menção honrosa para Ventilador, de Leonardo Lacca (PE).

Este ano, apontando o reconhecimento internacional do Festival de Curtas de São Paulo, o evento integrou o prestigioso circuito do Jameson Short Film Awards . Patrocinada pela marca internacional de uísque, essa iniciativa acontece em dezoito paises durante o ano e premia o melhor curta nacional em cada festival no qual o circuito Jameson participa. Os contemplados recebem seis mil euros cada e em São Paulo um júri composto por curadores internacionais - Calmin Borel (do Festival de Clermont-Ferrand, França), Stavros Chassapis (Festival de Drama, Grécia) e Torunn Nyen (Festival de Grimstad, Noruega) elegeu como vencedor A Idade do Homem, de Afonso Nunes (MG).

Os filmes das seções Curta o Formato Brasil e Panorama Brasil foram analisados por um júri formado por profissionais da TV Cultura, que escolheu um título para receber o prêmio TV Cultura de Curta-Metragem, no valor de cinco mil reais. O vencedor foi Território Vermelho', de Kiko Goifman (SP).

O Prêmio de Aquisição Canal Brasil de Incentivo ao Curta-Metragem contemplou dois filmes brasileiros (escolhidos pelo Canal Brasil entre os mais votados pelo público nas mostras Curta o Formato Brasil e Panorama Brasil) com cinco mil reais cada um. Os vencedores foram Narciso Rap, de Jeferson De (SP), e Uninverso, de Marcos DeBritto (SP).

O Prêmio Aquisição Curta STV , destinado a um filme exibido nas seções Curta o Formato Brasil e Panorama Brasil e escolhido por um júri nomeado pela Rede SescSenac de Televisão. O contemplado, que recebeu cinco mil reais, foi Concerto Número Três, de Marco Dutra (SP)

Espaço pioneiro para o curta-metragem brasileiro na internet, o Porta Curtas Petrobras premiou com mil reais três curtas de até quinze minutos de duração, escolhidos pelos internautas no site www.portacurtas.com.br: Mina de Fé, de Luciana Bezerra (RJ), Velha História, de Cláudia Jouvin (RJ), e O Fantasma da Ópera, Alê McHaddo (SP).

Selecionados entre os favoritos da audiência, quatro filmes brasileiros receberam o Prêmio Espaço Unibanco de Cinema, para compor um programa a ser exibido na temporada 2005 do projeto Curta Petrobras às Seis: Narciso Rap, de Jeferson De SP), O Curupira, de Humberto Avelar (RJ), A Espera, de Ernesto Solis (RJ), e A Figueira do Inferno, de Raoni Vale & Ernesto Teodósio (PE).

A ABD ofereceu este ano dupla premiação: um troféu foi oferecido ao curta de maior destaque na mostra latino-americana (com júri formado pelos abedistas Celso Gonçalves, Eduardo Abad e Maýra Lucas; outro para o curta de maior destaque nas seções Panorama Brasil e Curta o Formato Brasil (com júri composto pelos cineastas e Marcos Fábio Katudjian, Romeu di Sessa e Tereza Cavalcanti. O vencedor latino-americano foi o mexicano Trumpete de Ouro, de Patrício Serna, com menções honrosas outorgadas a A História de Todos, de Blanca Aguerre (México), 303, de Eduardo Mendonza (Peru), e De Como Buckowiski, de Diego Nuñez Irigoyen (Argentina). O Prêmio ABD para curta nacional foi para TheLastNote.com, de Leo Falcão (PE), com duas menções honrosas: O Curupira, de Humberto Avelar (RJ), e Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (PE).

O Troféu Coelho de Prata / Prêmio Mix Brasil, oferecido ao curta de maior destaque na temática da diversidade sexual, foi para Bikini, de Lasse Persson (Suécia).

Iniciativa que une exibição cinematográfica e ambiente de festa, o Cachaça Cinema Clube é evento de sucesso no Rio de Janeiro e este ano selecionou três curtas brasileiros, que serão exibidos em um programa especial no Cine Odeon BR: Felicidade, de Emerson Schmidlin (PR), Imprescindíveis, de Carlos Magno (MG), e Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (PE).

[texto extraído do site kinoforum.org]


Sábado, Setembro 04, 2004


[ VÍDEOS, VÍDEOS & FESTA ]

Hoje é dia de video-lançamento na Usina Cultural com a exibição de PAOLA, estréia de Eduardo Chaves e [finalmente] o making of da CANGA, de Marcus Vilar. A projeção está marcada para às 20h30, um tanto quanto cedo, mas tudo bem. Após a projeção vai ter uma festinha, porque ninguém é de ferro, no Parahyba Café com discotecagem de Dowling & convidados. Tudo de graça.

Vá la:
Usina Cultural
Av. Juarez Távora, 243, Centro


Sexta-feira, Setembro 03, 2004


[ EMOÇÃO, APESAR DOS EXCESSOS ]
por Renato Félix

Mal comparando, Olga (Brasil, 2004) está mais para ...E o Vento Levou (1939) do que para Cidadão Kane (1941). Ou seja, é puro folhetim, onde não faltam cenas de Camila Morgado olhando para o infinito, a trilha sonora sublinhando cada momento de emoção, diálogos declamatórios e personagens maniqueístas.
Mas é um folhetim de primeira, que, apesar de forçar um pouco a barra para emocionar o espectador, consegue seu objetivo. A história é irresistível, o elenco está bem, e a produção impressionante transporta o espectador para a Europa e o Brasil dos anos 1930.

O filme não entra em questionamentos políticos e prefere se ater ao romance de Olga Benário e Luís Carlos Prestes e à sua luta por um mundo melhor, sem deixar nem mesmo claro que mundo melhor seria esse. E isso é uma das maiores qualidades de Olga.

Mas a partir da chegada de Olga ao Brasil, o filme vai melhorando cada vez mais. Entram os bastidores da fracassada Insurreição Comunista, a grande interpretação de Osmar Prado como Getúlio Vargas e a deportação de Olga e seus dias no campo de concentração nazista.

Problema mesmo só na opção do diretor Jayme Monjardim em misturar frases isoladas em alemão e russo,com os diálogos totalmente em português. Mas nada que tire o brilho de um filme que é ótimo - apesar de seus excessos.

[texto publicado no Jornal da Paraíba do dia 29 /08]