Sexta-feira, Agosto 27, 2004
[ BLUE NOTE ]

UM FESTIVAL COM CARA DE LUZINEIDE

Começou ontem, 26 o 3º Festival de Cinema de Varginha e vai até o dia 3 de setembro. Este ano foram selecionados 32 filmes, entre longas, curtas e vídeos, que concorrem ao ET de Ouro.

ET de Ouro é demais. Se eu soubesse da existência desse festival teria inscrito algum vídeo das Luzineides.


FESTIVAL MUNDIAL DO MINUTO

Quem tiver interesse em participar do Festival do Minuto este ano é bom ficar atento: as inscrições vão até 30 de outubro. A organização do evento, este ano traz uma novidade: 2 temas e duas mostras competitivas. Isso mesmo, se você quiser faz um vídeo com a temática da MINÍMA DIFERENÇA, se não faz um com TEMA LIVRE.

Os realizadores podem enviar trabalhos realizados em qualquer tipo de equipamento que produza imagens em movimento: câmeras de vídeo, câmeras de foto digital (seqüências de fotos) ou até mesmo animações em formato Flash feitas no computador. Para efeito de inscrição, os trabalhos poderão ser entregues em fita de vídeo vhs ou mini-dv, ou ainda em cd (para aqueles realizados em formato Flash).

Regulamentos e ficha de inscrição do Festival Mundial do Minuto estão disponíveis no website
www.festivaldominuto.com.br

FESTIVAL EVANGÉLICO

Dessa eu não sabia. Acontece em Brasília o FestiCurtas - Festival Nacional de Cinema Evangélico há seis anos. Quem tiver algum interesse e filmes que estejam de acordo com o regulamento do festival saiba que as inscrições já estão abertas. Este ano, a Mostra Competitiva acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de novembro de 2004, em Brasília. O FestiCurtas é o maior evento do cinema evangélico nacional e já exibiu mais de 35 filmes e atingiu mais de dez mil espectadores de todo o Brasil.

O principal objetivo do FestiCurtas é usar a sétima arte para entreter e transmitir o amor de Deus, usando uma linguagem diferente. Os filmes exibidos no Festival têm sido utilizados por igrejas, organizações missionárias e ministérios evangelísticos de todo o país.

Para participar da Mostra Competitiva, os filmes não precisam ser inéditos, mas devem ter até 30m, temática cristã e devem ser entregues até o dia 5 de novembro. Para informações sobre formato dos filmes e condições de inscrição, consulte o site: www.festicurtas.com.br.



Quinta-feira, Agosto 26, 2004

A p r e s e n t a


'RECORTES DO NOSSO CINEMA'
[4 curtas paraibanos em 16mm]

Quinta, 26 de agosto, às 19h30
Na Aliança Francesa, (Rua Bento da Gama, 396, Torre, João Pessoa-222-6565)
Entrada franca

VIAGEM A SAO SARUÊ
Direção: Everaldo Vaconcelos * Produção: João de Lima/NUDOC/NPT

NAU CATARINETA - 1987
Direção: Manfredo Caldas

A BOLANDEIRA - 1967
Direção: Vladimir Carvalho * Fotografia : Manuel Clemente

CAJUEIRO NORDESTINO - 1962
Direção: Linduarte Noronha * Fotografia: Rucker Vieira * Música de Pedro Santos

Realização:
Aliança Francesa
Le Petit Café

Apoio:
Nudoc - UFPB



Domingo, Agosto 22, 2004
[ MINC LEVA PROJETO DA ANCINAV PARA CONSULTA PÚBLICA ]

No início do mês de agosto muita gente deve ter se assustado com o bombardeio das TVs em torno do assunto Ancinav. Muito blá-blá-blá sobre a criação da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual e pouca discussão. A impressão que se tinha era que as TVs e os grandes jornais queriam apenas tumultuar o processo. O que não deixa de ser uma verdade. Por essas e outras é que o Ministério da Cultura colocou no ar o sitio
Projeto Ancinav , com todas as informações sobre a minuta preparada pelo MinC e o processo de discussão da proposta, incluindo a área para que a população participe da consulta pública ao tema e envie críticas e sugestões.

No sitio, os interessados encontrarão a versão oficial do projeto de lei que criará a Ancinav e que estabelecerá, se aprovado, uma série de regras para a exploração da atividade audiovisual, inclusive por empresas de telecomunicações e radiodifusão.

Todas as alterações sugeridas serão enviadas ao Conselho Superior de Cinema, onde o assunto está sendo tratado no momento. A minuta foi entregue ao Conselho no dia 6 de agosto. O órgão é formado por nove representantes da sociedade civil e nove ministros de Estado e tem a função de formular e implementar a política nacional do cinema.

A minuta do anteprojeto que cria a Ancinav foi elaborada pelo MinC ao longo de 14 meses, a partir de debates, reuniões e propostas recebidas de integrantes das diversas áreas do setor audiovisual - entre cineastas, distribuidores, exibidores e representantes de emissoras de televisão.

Além disso, a equipe estudou medidas adotadas no setor em países como França, Canadá, Austrália e Coréia. Nos próximos 60 dias, o texto estará aberto a discussões que visam seu aperfeiçoamento. Após examinado pelo Conselho Superior de Cinema, será enviado ao Congresso Nacional.




Sábado, Agosto 21, 2004

equipe do filme tentando esconder o maverick branco

[ FIC PREMIA ´O CÃO SEDENTO´ ]

Saiu o resultado do FIC - Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos semana passada e para nossa surpresa, dos 68 projetos aprovados, estava lá incluído O Cão Sedento, com proposta de finalização. Agora Bruno de Sales, diretor, vai deixar de jogar paciência no computador.

O Cão Sedento [16mm, cor] foi rodado em abril de 2003 no esquema punk "Do-it-Yourself", coisa que o diretor se arrepende até hoje. Sua sorte foi a colaboração de uma equipe bastante empenhada que costuma exercitar o desapego material.

O filme narra uma noite e um dia na vida de Miss Gasoline, interpretada por Liuba de Medeiros. Neste período ela rouba e vende num desmanche de quinta um Maverick branco gelo. No final, Tim Maia racional.

O responsável pela história base do filme é ninguém mais, ninguém menos que o artista plástico [ele vai odiar essa alcunha] Francisco José Leite, vulgo Shiko, que dedicava ao mofo das gavetas a história de Nina, uma puta-ladra-adolescente que rouba carros espaciais. Caso algum dia esse filme ganhe uma versão em dvd, o quadrinho, com certeza, será parte integrante da obra.


[ Á SOMBRA DE BLADE RUNNER ]
por Renato Felix

Não li Eu, Robô, o livro de Isaac Asimov. Mas o crédito "sugerido pelo livro" - ao invés de "baseado" ou "adaptado" - já mostra que fidelidade à obra não é um dos fortes de Eu, Robô (I, Robot, EUA, 2004). Então, resta o filme em si.

Eu, Robô é quase todo o tempo uma ficção científica de ação rotineira. É uma trama policial que se passa no futuro, mas está anos-luz de distância de um Blade Runner (1982): um detetive vai investigar um suicídio e desconfia que pode ter sido um assassinato cometido por um robô.

O filme entra muito pouco na discussão ética. Um robô poderia ser acusado de assassinato? Onde termina a máquina e começa o ser humano? Blade Runner já falou disso, e bem melhor. Com essa sombra pairando o tempo todo sobre o filme, Eu, Robô nunca decola totalmente.

Longe de mostrar um futuro razoavelmente crível, como o de Minority Report (2002), o filme ainda tem que ser um veículo para o astro Will Smith e se moldar ao que se espera de um filme dele. E nem sempre essas coisas combinam.

Seria uma diversão mediana, como qualquer outra, não fosse a tendência ao exagero do diretor egípcio Alex Proyas (que já a havia demonstrado em O Corvo, 1994), que transforma sua câmera numa montanha russa sem direção no clímax final. Aí, Eu, Robô deixa de ser razoável para ser irritante.


EU, ROBÔ (I, ROBOT)
EUA, 2004
Direção: ALEX PROYAS
Roteiro: JEFF VINTAR e AKIVA GOLDSMAN
Elenco: WILL SMITH, BRIDGET MOYNAHAN, BRUCE GREENWOOD
Duração: 115 min.

[texto publicado no Jornal da Paraiba]


Quarta-feira, Agosto 11, 2004
a mostra 'luz na paraíba' continua, completando nesta sexta-feira sua primeira semana de exibições em joão pessoa. entre peças líricas e indispensáveis para se compreender a tradição do cinema paraibano, destaque para as obras magníficas produzidas nos anos 60, marcadas por uma forma própria de ver o mundo - uma tentativa de mudá-lo, sim - além de uma plasticidade que, ainda hoje, pode ser considerada referência para o [bom] fazer documental.
contudo, salta aos olhos o estado de muitas produções, desgastadas pelo tempo - quiçá pelo excesso de projeções!! os filmes em super-8, por exemplo, parecem muito mais velhos do que realmente são [anos 80] devido a sérios problemas de som - um mal que perseguiu o cinema nacional por tanto tempo....as produções da década passada deverão espantar os fantasmas sonoras dos primeiros dias...é esperar pra ver. vale lembrar que são cinco programas apresentados, um ao dia, de terça a sábado, sempre às 20 na usina cultural da saelpa. [por zonda bez]


Quarta-feira, Agosto 04, 2004
Luz na Paraíba > mostra de cinema paraibano
Cinco programas temáticos com filmes paraibanos, selecionados pelos cineastas Marcus Vilar e Torquato Joel, vão se revezar a partir de amanhã na Usina Cultural da Saelpa a partir das 20 horas. A mostra Luz na Paraíba, Imagens e Movimentos além da exibição de filmes, também trará uma exposição fotográfica sobre o cinema e os cineastas paraibanos. A mostra abre hoje às 19 horas com um coquetel, a apresentação do coral Voz Ativa e a exibição de Transubstancial, filme de Torquato Joel. A partir de amanhã, quinta-feira, começam a ser exibidos os programas sobre os ciclos documentais dos anos 60, a produção super 8 dos anos 80, outras produções do período, o cinema dos anos 90 e os novos filmes paraibanos.
O evento é organizado pela Coordenação de Extensão da UFPB (Coex) e a seção Paraíba da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD-Pb). [por Zonda Bez]


Segunda-feira, Agosto 02, 2004
Diário de um cinelover#1 [ trechos extraídos do original]
Passei uma semana na tara de assistir, assistir mesmo, não fazer uma análise
intelectual e cinéfila do filme, mas assistir "Benjamin", pois fiquei super curiosa
para ver a linda Cléo Pires, o livro de Chico Buarque nas telas, e principalmente como isso se daria...
Encontrei várias pessoas que fazem parte da minoria que gosta de FILMES,
fiquei meia inibida de fazer comentários, pois por razões alternativas
minha memória imediata não é lá essas coisas... Então não tenho a
maravilhosa capacidade de enumerar tudo o que não gostei no filme, mas
eu sei que não gostei, na hora em que estava assistindo me dava agonia, me
incomodava, como um ruído, uma imagem que choca...nesse caso o filme.
A Cléo, a linda Cléo, ficou tão feia, sua boca, de tão focada ficou
embaçada aos meus olhos. Excesso na vulgaridade que Chico Buarque
construiu tão bem. Excesso na falta de cuidado com o tratamento final.
Excessos....Um dos meus colegas que estava na mesma jornada disse que não
se pode comparar o livro e o cinema. A liberdade de criação, de adaptação,
enfim! O que eu quero dizer com essa conversa toda é que, Pelo Amor de
Deus, não confundam e não comparem mesmo!!
As pessoas não devem deixar de conhecer a obra literária em função da confusão eu foi o filme.
E olha que na hora eu cheguei a dizer que é impossível não comparar um ao outro!
Não digo que seja ruim, pelo contrário...Só que muita gente ainda está
fora, e também não quer entrar ¿ por direito e opção ¿ no circuito
¿Críticos e Militantes do Cinema Nacional¿, apenas querem assistir,
comentar, tomar uma cerveja e citar suas cenas, falas e personagens
preferidas. Para quem esta nesse time, é uma grande decepção, porque
viu algo que não gostou. Para quem faz parte do hall dos diretores,
produtores, atores, críticos e estudiosos, além da decepção ficou a
vergonha por ver nomes como Jorge Furtado, Elisa Tolomelli e Chico
Buarque envolvidos nisso que chamaram de ¿Benjamim¿.