Segunda-feira, Março 22, 2004
[ BOM DIA, MARIA NAZARÉ! ]
Estou me preparando para ir daqui a pouquinho à festa vip que JVC do Brasil vai oferecer para Bertrand Lira lá no Convento de São Francisco. O vídeo dele, Bom dia, Maria Nazaré foi premiado no último festival ocorrido em Tóquio. Bom, em 26 anos de história do JVC Tokyo Vídeo Festival Bertrand é o segundo brasileiro a conquistar tal premiação. É isso aí, viva a produção paraibana!
postado por Bárbara às 6:10 PM
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Sexta-feira, Março 19, 2004
[ HOMENAGEM A JEAN ROUCH NA ALIANÇA FRANCESA - JOÃO PESSOA ]
O cineasta francês Jean Rouch, recentemente falecido, será homenageado hoje, 19, às 19h00, nas dependências da Aliança Francesa - João Pessoa, com a exibição do filme O Sonho Mais Forte que a Morte, produção franco-nigeriana que realizou no ano 2000 em parceria com Bernard Suruge. Após a exibição será realizado um debate sobre sua vida e obra com os professores e cineastas João de Lima Gomes e Vânia Perazzo. A entrada é franca.
Nascido em Paris, em 31 de maio de 1917, Rouch é um dos nomes mais essenciais para a existência de tudo o que nós nos acostumamos chamar de cinema moderno. Seu cinema-verité (que buscava a "verdade do cinema e não a verdade no cinema" - conceito rouchiano que se popularizou com o gênio explosivo de Godard) foi o momento mais crucial para tudo o que hoje se pode pensar sobre os pactos de encenação no cinema e sua relação de "representação da vida" para com o espectador.
De Godard a Eduardo Coutinho, todo o cinema moderno deve muito à forma como Jean Rouch (um etnólogo decepcionado com a academia e com a frieza das pesquisas campais) ultrapassou os conceitos da ilusão e do real na construção do espaço cênico/narrativo e na descoberta do outro. Realizou uma obra de mais de uma centena de filmes, entre eles Chronique d'une Été , Moi un Noir, Pyramide Humaine e Dyonisios.
Em 1979 Rouch esteve na Paraíba, quando assinou uma Carta de Intenções junto à UFPB gerando uma cooperação internacional entre França e Brasil que resultou na formação de toda uma geração de cineastas paraibanos.
A homenagem a Jean Rouch faz parte das comemorações do dia 20 de março, dia da Francofonia, uma organização internacional de apoio e cooperação mútua entre a França e 51 Estados e governos, representando mais de 200 milhões de pessoas. Tem o apoio do Consulado da França em Recife, da Aliança Francesa - João Pessoa, e é realizada pela Associação Brasileira de Documentaristas - Seção Paraíba.
postado por Bárbara às 8:07 AM
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Quarta-feira, Março 17, 2004
[ CINEMA RUSSO: HOJE NÃO HAVERÁ SESSÃO ]
Não haverá exibição do filme Um homem com uma câmera (1929), de Dziga Vertov hoje, 17. A universidade estará fechada em função da paralização dos funcionários. Em breve divulgaremos nova data de exibição. A projeção de quinta, 18, está confirmada: às 19h30, A infância de Ivan, de Tarkovski(1962), no auditório 411 seguido de um debate.
postado por Bárbara às 8:14 AM
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Domingo, Março 14, 2004
[ MOSTRA DE CINEMA RUSSO ]
Por Francisco Sales
O Cinema Russo é, sem sombra de dúvidas, o cinema que mais influenciou e que mais influencia realizadores nos quatro do mundo, seja pelas suas teorias ou pela linguagem impressa nos seus filmes. Pensando em tornar acessível uma cinematografia tão rica, a ABD - PB (Associação Brasileira dos Documentaristas - Seção Paraíba), Olho-Poema Produções e o NEPAU (Núcleo de Estudos e Pesquisa do Audiovisual), do Departamento de Comunicação da UFPB, apresentam a Mostra de Cinema Russo no dias 15, 16, 17 e 18 deste mês, a ser realizado nos Auditórios 411 e 412 do CCHLA, na UFPB, às 19h30 no 411 e no dia 17, excepcionalmente, às 17h00 no 412. Com entrada franca.
SEGUNDA, 15 - Aud. 411 A GRAVE (1924), de Serguei Eisenstein. Em sua primeira produção o cineasta já cria uma linguagem cinematográfica nova, cujas premissas básicas resumiu num artigo em que assinalava a importância de provocar tensão emocional no espectador mediante a justaposição dramática de imagens de forte conteúdo simbólico. Outro aspecto importante é o uso do "personagem coletivo", onde ele evidencia a luta dos trabalhadores contra a burguesia russa. A ação se desenrola numa das maiores fábricas da Rússia czarista quando os operários resolvem fazer greve e são fortemente reprimidos pela polícia.
TERÇA, 16 - Aud. 411 O filme exibido será A MÃE (1924), de Pudovkin, que faz uma severa crítica social ao mostrar uma mulher que luta durante uma greve de trabalhadores na Rússia, em 1905. Durante o terrível inverno deste ano, uma mãe se vê em doloroso conflito emocional quando seu marido e seu filho se acham em lados opostos de uma greve de trabalhadores. Apesar do gradual estado de aflição que segue a mãe por todo o filme, ela passa a apoiar os grevistas e põe todos os seus valores à prova, chegando até mesmo a resistir à polícia e ao exército em uma comovente demonstração de amor ao seu bem mais precioso: o filho.
QUARTA, 17 - excepcionalmente às 17h00 no Aud. 412 será exibido UM HOMEM COM UMA CÂMERA (1929), de Dziga Vertov, onde é apresentado os princípios do documentário experimental. Uma grande cidade no início do século XX, sob todos os seus aspectos, em um só dia, da madrugada à noite. Daí não haver atores, não haver cenário, assim o set de filmagem se constituía da própria cidade com seus habitantes. O som do filme também chama muita atenção, com auxílio de um fonógrafo ele registrou sons de vários lugares, depois os manipulou criando interessantes ambientações sonoras. Deste modo, Vertov apresenta um cinema como uma linguagem autônoma em processo permanente de construção de sentidos.
QUINTA, 18 - Aud. 411, o primeiro filme de Tarkovski, A INFÂNCIA DE IVAN (1962), baseado num conto de Vladimir Bogomolov, o filme foi premiado com o Leão d´Ouro no Festival de Veneza e ganhou grande reconhecimento internacional. A estória se passa quando Ivan, um menino de 12 anos, engaja-se na guerra contra os alemães depois que sua mãe é fuzilada pelos nazistas. Os soldados russos querem afastá-lo para a retaguarda, mas ele insiste em assumir missões suicidas. O filme foi defendido por alguns como um exemplar de "surrealismo socialista".
Assim, facilitar o acesso a este cinema, que muitas vezes só se encontra nos livros, ajuda para a formação de um público mais crítico e menos vulnerável às mega-produções bisonhas de Hollywood, sendo de fundamental importância para estudantes e pessoas interessadas pela atividade audiovisual não só para se analisar o contexto social em que ele estava inserido, como também para viajar na própria evolução da linguagem cinematográfica.
postado por Bárbara às 7:17 AM
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Sexta-feira, Março 12, 2004
[ "33", de KIKO GOIFMAN ENTRA EM CARTAZ HOJE ]
O lançamento em São Paulo é hoje, 12 de março (no Espaço Unibanco de Cinema, Arteplex Frei Caneca e Sala UOL de Cinema), o filme mistura diversos gêneros cinematográficos, entre eles o film noir.
O título do filme refere-se ao número de dias que o diretor se impôs para a investigação e, ao mesmo tempo, à sua idade então (33 anos). Goifman é filho adotivo e, no ano em que completou 33 anos, decidiu procurar sua mãe biológica. A partir de pistas dadas por detetives de São Paulo e Belo Horizonte, o cineasta parte nessa jornada, documentando com humor e ironia todo seu trajeto em um diário on-line que foi transformado em material para seu filme.
ficha técnica
33
(Brasil, 75min, documentário, 35mm, p&b, 2003)
direção: Kiko Goifman
roteiro: Kiko Goifman e Cláudia Priscilla
música: Tetine
produção: Jurandir Muller
www.33ofilme.com.br
sinopse: Documentário com atmosfera noir. 33 anos é a idade do diretor. 33 é o tempo limite para encontrar sua mãe biológica. Um road movie entre fumaça, parteiras, cartomantes, porteiros, médicos e detetives.
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