Quarta-feira, Junho 18, 2008
[ PÓS-FILMES DE AMOR ]
A sessão lá no Casarão foi muito, muito boa. O público, os filmes e as comidinhas. Pra quem não foi deixo aí algumas imagens:
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Quinta-feira, Junho 12, 2008
Cineclube casarão 34 - junho
Filmes de amor
Programação especial para o dia dos namorados
Quinta| 12 de junho
19h. Kiss me - Alejandro Areal Vélez e Andrea Racciatti
Argentina, 2002 , 7 min.
Censura 18 anos
>> vídeo-dança. Beijos, beijos, beijos e beijos.
19h07 Amores Expressos. (Chung hing sam lam) de Wong Kar-wai.
Hong Kong, 1994. Com Takeshi Kaneshiro, Tony Leung Chiu Wai, Brigitte Lin e Faye Wong, legendas em português, cor, 102 min.
Censura 14 anos.
>> Dois policiais, duas mulheres solitárias, duas estórias sobre amor, nas suas mais estranhas e variadas manifestações. A primeira estória é do policial 223, que se encontra com uma viciada traficante de heroína, por quem se apaixona e guarda na memória. A segunda, do policial 633, que acaba de ser rejeitado de um romance de cinco anos e começa a ver em uma atendente de fast food uma nova possibilidade de relacionamento.
VAI LÁ:
Filmes de amor + distribuição de mimos gastro-amorosos para dividir com quem aparecer só ou acompanhado no Cineclube.
Casarão 34
Praça Dom Adauto, 34, Centro, João Pessoa - PB. Fone: 3218.9708
divisaodeaudiovisual@yahoo.com.br – entrada franca
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Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
[ TRÊS MANEIRAS DE VER A MORTE ]
Por Astier Basilio*
Bruno de Sales, Alex Camilo e Arthur Lins. Três cineastas de João Pessoa se reuniram em torno de uma idéia. Filmar juntos, em seqüência, três curtas-metragens. O projeto já tem nome: ‘Faça Você Mesmo’. O título é extremamente irônico, pois as produções têm em comum a temática do suicídio. As filmagens serão gravadas em 35 milímetros e acontecerão no final de março.
O curta de Bruno Sales será O Vendedor de Enciclopédia. Crime passional, seguido de suicídio. Um homem descobre que sua mulher o trai com um vendedor de enciclopédias, mata-a com um tiro e se suicida. “É uma história genuinamente nossa. Semana passada aconteceu algo semelhante em Patos”, conta o diretor. Bruno já dirigiu O Cão Sedento, curta metragem que foi premiado com a melhor direção e melhor montagem no Festival Cine PE, de 2005.
Alex Camilo, pernambucano radicado em João Pessoa, dirigirá Paz Sem Asas. O título é provisório. O curta é baseado em um relato verídico de um rapaz que se suicidou, sem motivos aparentes. “Vivia com a mãe, tinha 30 anos. No dia em que pulou da janela, passou o dia todo olhando para ela, contemplando a paisagem. O curta não vai ter fluxo de consciência, mas vamos tentar desvendar, através dos gestos, o que passava-se pela cabeça dele”, relata. Alex Camilo tem experiência como roteirista, é poeta e autor de contos, além de ter sido assistente de direção do curta Alma, dirigido por André Morais.
Nunca Mais Eu Vou Ficar Também tão só é o título do curta de Artur Lins. Conta a estória de um jovem entediado que acaba “brincando” com estilaços de vidro de sua janela, quebrada por uma bola de tênis e acaba se matando ao som de uma música de Roberto Carlos. “Tem uma cena com muito sangue mesmo”, adianta Lins, co-diretor do premiado documentário Um Fazedor de Filmes.
O projeto Faça Você Mesmo não conta com nenhum apoio governamental e será filmado com uma câmera de 35 milímetros, que vem de Recife ou do Rio de Janeiro. As negociações ainda estão em andamento. O grupo aposta muito no formato utilizado nos filmes. “É um formato que tem muita aceitação e a possibilidade de circularmos em festivais de todo o Brasil, além do exterior, é muito grande”, avalia Arthur.
Além das carreiras individuais que os filmes farão, será lançado um DVD com os três curtas. “Vimos que havia semelhanças em nossos roteiros e resolvemos unir esforços e trabalhar juntos”, explica Camilo. A mesma equipe de produção será utilizada nos três filmes, o mesmo diretor de fotografia, inclusive, que será João Carlos Beltrão.
Cooperativismo, guerrilha cultural. São estas algumas das palavras utilizadas pelos jovens cineastas paraibanos. “Os três filmes se encaixam numa equação simples de produção. Todo mundo vai trabalhar no filme de todo mundo”, relata Bruno. O orçamento do projeto é de R$ 5 mil. “O MinC avalia que o custo de um curta- metragem em 35 milímetros é estipulado em R$ 80 mil”, informa Arthur. “Muita gente vai trabalhar de graça, na brodagem”, revela Camilo.
Refletindo sobre o tema do suicídio, Bruno de Sales conta que a “pessoa só se mata por falta de senso de humor”. Camilo completa: “Quando o sujeito perde a capacidade de rir de si próprio”. O tema é tabu, Arthur Lins reconhece isso, “mas é importante quebrar esses tabus”, conclui Bruno. Outra característica comum dos filmes é o lugar onde serão filmados. Todos são curtas-metragens de temática urbana e filmados em locais fechados. “Outro ponto em comum aqui é que ninguém nunca vai fazer filme rural”, brincou Bruno Sales.
A inspiração para estes filmes, todos reconhecem, vem de um curta-metragem de Martin Scorcese, A Big Shave (1967), em que ao som de jazz, um homem barbeia-se, cria-se um clima e o final, como é de se esperar, tem muito sangue.
[* extraido do Jornal da Paraiba, 20.02.08]
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Quinta-feira, Outubro 18, 2007
Divisão de Audiovisual da Funjope
nº zero / 18 de Outubro de 2007
Alvo|visual: diálogos com a imagem
Quinta, dia 18/10, às 17h.
O projeto Alvo|visual: diálogos com a imagem se propõe a difundir conteúdos audiovisuais (filmes de curta, média e longa duração), fomentando o diálogo entre o audiovisual e outras linguagens artísticas - literatura, artes plásticas, teatro, artes gráficas, fotografia etc - dando acesso à população a filmes que pouco circulam nos meios de difusão tradicionais. O objetivo é a manutenção de um espaço aberto para troca de idéias e apresentação de filmes cujos temas sejam de interesse para o desenvolvimento da cultura audiovisual de João Pessoa.
Convidado: Daniel Araujo
Tema: Cinema e teatro
Daniel Araújo é mestrando em Letras pela USP e ator de teatro. Atualmente realiza o seu primeiro curta-metragem Escravos de Jô.
Programação mensal, sempre às quintas-feiras, às 17h.
Cineclube Casarão 34, no Casarão 34, Praça Dom Adauto, 34, Centro.
Aberto ao público.
Parceria: Cinemateca da Embaixada da França / ABD-PB
Cine Volante
Quinta, dia 18/10, às 19h30.
Projeto de circulação da produção audiovisual brasileira e em especial paraibana, junto à população dos bairros da cidade de João Pessoa.
Local: Atelier Multicultural Elioenai Gomes
Ladeira da Borborema – 101, Varadouro
Aberto ao público.
Filmes:
VELHA HISTÓRIA, de Claudia Jouvin
Animação, 6 min, 2004,Cor, 35mm
Um dia ao pescar na beira de um rio um homem pega um peixe. A partir de um gesto de afeto do pescador, os dois desenvolvem uma linda amizade que é admirada por todos na cidade. Do poema de Mário Quintana.
TEM BOI NO TRILHO, de Marcos Magalhães
Animação, 5 min, 1988, cor, 35mm
Um bezerro abandona a boiada, atraído pelo trem que passa pelo sertão em seca. O que parecia um trágico desastre, porém, cede lugar a um final inesperado.
O REINO AZUL, de Otto Guerra
animação, 14'20''/ 1989/ 35mm
As atribulações de um rei tirano que, para fugir do tédio, decide pintar todo o seu Reino de Azul.
NAVE MÃE, de Otto Guerra e Fábio Zimbres
animação, 12 min / 2004 /35mm
Uma espaçonave e sua tripulação perdem o controle sobre a nave e sobre si no espaço.
Parceria: SESC – João Pessoa
Oficina de Roteiro para Curta-Metragem
Ministrante| Fernando Bonassi
Período da oficina | 31 de outubro a 02 de novembro de 2007
Inscrição | Gratuita, devendo a ficha de inscrição preenchida, currículo e o PROJETO DE UM ROTEIRO PARA CURTA-METRAGEM ser enviados por email para divisaodeaudiovisual@yahoo.com.br / oficinasabdpb@yahoo.com.br
Realização: Funjope e Ponto de Cultura Urbe Audiovisual/ABD-PB
Patrocínio Ministério da Cultura (Programa Cultura Viva) e Funjope
Local de realização da oficina | CASARÃO 34 (Praça do Bispo, 34, Centro/ 3218.9708)
ficha de inscrição no www.abdpb.org.br
Período de inscrição| 16 a 22 de Outubro
Horários | 8h30 às 12h30 e 14h30 às 18h30
Carga horária | 24 horas
Número de participantes | 20
Critérios de seleção:
Apresentação de um projeto de curta-metragem; preenchimento da ficha de inscrição disponível no sítio www.abdpb.org.br e envio de currículo para os
Endereços: divisaodeaudiovisual@yahoo.com.br e oficinasabdpb@yahoo.com.br
Divulgação do resultado | 29 de Outubro de 2007
Fernando Bonassi (currículo resumido)
Fernando Bonassi nasceu em São Paulo, em 1962. É roteirista de cinema e TV, dramaturgo, cineasta e escritor de diversas obras, entre elas Um Céu de Estrelas (Ed Siciliano) Subúrbio; Crimes Conjugais e 100 Histórias Colhidas na Rua (Scritta); O Amor é Uma Dor Feliz (Moderna); Uma Carta Para Deus e Vida da Gente (Formato) O Céu e o Fundo do Mar (Geração Editorial); 100 Coisas (Angra). É co-roteirista de filmes como Os Matadores (de Beto Brant); Através da Janela (de Tata Amaral); Castelo Ra Tim Bum (de Cao Hamburguer ); Carandiru (de Hector Babenco – Prêmio TAM do Cinema Brasileiro para o melhor roteiro adaptado de 2003); Garotas do ABC (de Carlos Reichenbach), Cazuza (de Sandra Werneck- Prêmio TAM do Cinema Brasileiro para o melhor roteiro adaptado de 2004). Em 2006 é co-autor, com o cineasta chinês Yu Lik Way, do roteiro da co-produção Brasil/China Plastic City.
Contatos:
Divisão de Audiovisual da Funjope
Praça Antenor Navarro, 6, Varadouro
Fones: 83. 3218.9707 / 3218.9811
E-mail: divisaodeaudiovisual@yahoo.com.br
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Sábado, Agosto 18, 2007
[ SANEAMENTO BÁSICO ]
O filme Saneamento Básico, de Jorge Furtado entrou em cartaz na última sexta nos cinemas (Cine Mag 5 e Box Manaira) em João Pessoa. Uma oportunidade e tanto para conhecer o novíssimo filme de Furtado. Essa propaganda parece assim gratuita, mas não é. O fato é que esse filme entrou em cartaz nas salas de cinema do país afora no dia 20.07 e quase um mês depois vem parar aqui, obra do acaso? O que eu quero dizer mesmo é que por pouco esse filme não entra no circuito das salas paraibanas. Talvez não seja lá grande coisa o tal filme, mas a questão é uma só: as salas comerciais daqui teimam em deixar os espectadores paraibanos à mingua. Se reparar bem no que estava sendo exibido nas últimas duas semanas, entenderá a que me refiro. Resumindo, essa é uma divulgação desabafo de uma pobre pessoa sem-tela-com-diversidade-de-cinematografias.
Em tempo: aproveite para ir ver logo este filme, antes que um homem-aranha 3 ou um duro de matar cinco mil resolva permanecer em cartaz por cinco meses. Medo! Considerando que é um filme nacional deve ficar em cartaz apenas por uma semana.
Vá lá:
Saneamento Básico, de Jorge Furtado.
Com Fernanda Torres, Lazaro Ramos, Wagner Moura, Camila Pitanga, Paulo José, etc.
Sinopse:
Mobilização de uma comunidade por obras de saneamento básico se transforma na realização de um vídeo de ficção científica.
Cine Multiplex 5 Mag Shopping (ver horários), mas sugiro ir segunda-feira, pois é R$ 3,50 por pessoa..
Box Cinemas Manaíra Shopping (ver horários), na segunda-feira é R$ 5,00 por pessoa.
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Quarta-feira, Maio 30, 2007
ASSACINE 3x [filmes inéditos em João Pessoa ]
30.05.07 | quarta | 20h30
Núcleo de Arte Contemporânea UFPB - NAC
Rua das Trincheiras, 257 - Centro
< sessão gratuita >
Três curtas paraibanos recém-saídos do forno
1.
Instrumento detector de alguma coisa, de Otto Cabral
[PB, doc, 9min, 2007]
Sinopse: No mundo, tudo já está disseminado.
2.
Boca de Caera, de Nazareno Andrade
[PB, doc, 6min, 2007]
Sinopse: O samba, os versos e a história de João Honório: passista, poeta, político e dono de bar em Massaranduba.
3.
Mudanças, de Bruno de Sales
[PB, doc, 15min, 2007]
Sinopse: Migrações urbanas no interior da cidade de João Pessoa. São abordadas mudanças (deslocamentos físicos) de cidadãos pessoenses no momento em que decidem trocar de residência. À medida em que se mudam, falam sobre outros tipos de mudanças: pessoais, políticas, religiosas.
+ Presença dos realizadores;
+ Discotecagem e Bar em funcionamento até 2h;
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Sábado, Maio 19, 2007
Projeto leva cinema paraibano e cineclubismo para o interior do Estado
No dia em que o projeto Cinema Adentro chegou na pequena e cinematográfica Cabaceiras, no último feriado de Tiradentes, chovia na cidade como nunca se esperara. O contraponto da imagem sempre árida do Cariri Paraibano, a mesma preferida por vários realizadores do cinema nacional, com a chuva inesperada e sempre bem-vinda, inspira a acreditar que a proposta de interiorização audiovisual no Estado também pode ser uma grande surpresa para cidades onde os cinemas ficaram apenas na memória ou nunca chegaram a ter uma sala de exibição.
Realizado pela Associação Brasileira de Documentaristas - seção Paraíba (ABD-PB), através de financiado do Banco do Nordeste, o projeto propõe a interiorização da difusão audiovisual no Estado, através da realização de mostras de filmes paraibanos de curta e média-metragens e uma oficina de cineclubismo em três cidades do interior paraibano: Cabaceiras, Monteiro e Areia.
Durante os três dias em que o Cinema Adentro esteve em Cabaceiras, as sessões reuniram cerca de 250 pessoas - um número expressivo para uma cidade com cerca de 6 mil habitantes - e a oficina capacitou 15 jovens e adultos para desenvolverem o cineclube, por eles mesmos batizado de "Quebrando a cabaça", que fará uso do equipamento ganho do Ministério da Cultura, através do edital Ponto de difusão digital, para criarem uma realidade mais crítica para a agora conhecida "roliúde nordestina".
O projeto chega a Monteiro este fim de semana (18,19 e 20 de maio), realizando oficina no Grande Hotel e exibições na Praça João Pessoa, às 19h30. A última parada será a serrana Areia (1, 2 e 3 de junho), com oficina e sessões, sempre às 19h30, no histórico Teatro Minerva.
O objetivo do projeto Cinema Adentro é estimular a formação do olhar das populações locais a partir do universo regional apresentado nos filmes, dando assim passos iniciais para o conhecimento e a preservação do patrimônio cultural imaterial paraibano.
Além disso, o projeto pretende criar bases para a implantação de um cineclube em cada uma das cidades, onde possa ser discutido o fazer audiovisual, a formação de realizadores e público de forma continuada.
A oficina "Como criar e manter um cineclube na sua cidade", ministrada pelo cineclubista Zonda Bez, tem carga horária de 9h/aula e se propõe a dar informação indispensável para que os interessados em manter um espaço contínuo de exibição de filmes possam gerir o cineclube. Já a noite, o público das cidades tem acesso a filmes importantes e raros da cinematografia paraibana. Indo de "Aruanda" (Linduarte Noronha, 1960) a "Gadanho" (João de Lima e Pedro Nunes, 1979); de "Funesto" (Carlos Dowling, 1999) a "O meio do mundo" (Marcus Vilar, 2006), a mostra retrospectiva propõe um panorama do já quarentão cinema paraibano. Ao final, as cidades receberão uma caixa, ainda em protótipo, contendo os filmes exibidos e ainda muitos outros, mantendo assim um acervo mínimo do documentário e da ficção paraibanas.
Compõem a equipe do projeto o cineasta Bruno de Sales, o videasta e jornalista Chiquinho Sales e a produtora Cristhine Lucena.
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Quarta-feira, Maio 16, 2007
ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA PRÊMIO MACHADO BITENCOURT
Estão abertas desde o dia 21 de março as inscrições para o prêmio Machado Bitencourt, que ocorre durante o Comunicurtas - Mostra de Cinema de Campina Grande. Criado com o objetivo de homenagear um dos grandes nomes do cinema paraibano, o Prêmio busca incentivar, cada vez mais, a produção cinematográfica independente.
As categorias contempladas são Cinema Universitário, na qual concorrem produções feitas por estudantes universitários, e Cinema Experimental, que premia vídeos produzidos, por exemplo, com câmera de celular, câmeras fotográficas digitais, dentre outros modos alternativos de produção.
Para concorrer, os interessados deverão consultar o regulamento no link correspondente ao Prêmio e preencher a ficha de inscrição, que se encontram disponíveis no site http://br.geocities.com/comunicurtas/ . A ficha deve ser impressa e anexada à cópia do vídeo em DVD ou VHS e enviada, através de carta registrada ou sedex, para o Departamento de Comunicação Social da UEPB, localizado na Rua Pedro I, S/N - bairro São José - CEP 58.107-615 - Campina Grande - PB. O prazo de inscrição vai até 08 de junho do corrente ano.
Os vídeos inscritos serão examinados por uma banca julgadora formada por três integrantes especialistas em cinema, que indicará os quatro selecionados de cada categoria. A divulgação dos finalistas será feita até o fim de julho através do site http://br.geocities.com/comunicurtas/ e dos órgãos de imprensa da Paraíba e nacionais.
Os vídeos selecionados serão exibidos durante o evento, a premiação acontecerá na noite do dia 31 de agosto.
O vencedor de cada categoria irá receberá o troféu Machado Bitencourt, como reconhecimento pelo trabalho realizado. Maiores informações acesse o site do Comunicurtas.
Durante o evento ainda serão oferecidas oficinas gratuitas de cinema, palestras, mesas redondas, apresentações culturais, exposições, dentre outros.
CONHEÇA MAIS SOBRE MACHADO BITTENCOURT
Jureni Machado Bittencourt Pereira nasceu no Piauí em 1942, mas foi, como costumava dizer, "adotado" por Campina Grande.
O jornalista e fotógrafo instalou na cidade um dos raros estúdios cinematográficos na bitola 16 do país, a "Cinética Filmes Ltda". Ele era um publicitário nato que atuava em jornais, rádio, TV, revistas e na elaboração de dezenas de filmes.
A Concretização da Cinética, instalada na cidade em prédio próprio, só foi possível pela necessidade que Machado tinha de por em prática duas idéias que corriam juntas: equipar-se para produzir filmes para a TV e, eventualmente, documentários culturais, permitindo a existência de um local para o aprendizado dos seus alunos de Jornalismo Cinematográfico do curso de Comunicação Social da Universidade Regional do Nordeste. Dentre os vários filmes produzidos por Machado Bittencourt, destacam-se os longas MARIA CORAGEM e O CASO CARLOTA.
Em 27 de abril de 1999 o cineasta falece deixando um legado de muitas conquistas e servindo de inspiração até hoje para todos que, como Machado, sonham em fazer cinema.
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Quarta-feira, Abril 25, 2007
O SESC PARAIBA E O TINTIN CINECLUBE convidam
Quarta-feira, 25 de abril de 2007
19h: Mini-Auditório do Sesc
R. Des. Souto Maior, 281 - Centro - João Pessoa, PB
< entrada franca >
Sessão Especial>>
30 anos de MARIA CORAGEM
longa-metragem de MACHADO BITENCOURT [ficção, 110 min, 1977]
Baseado em uma ocorrência real em um sítio próximo a cidade de Remígio, PB, o filme conta a história de uma moça que atira no próprio pai no intuito de defender seu namorado. Realizado em 16mm pelos alunos do curso de Comunicação Social da então Universdidade Regional do Nordeste em Campina Grande.
+ Presenças de Humberto José e Levi Soares | integrantes do elenco original
+ Exposição fotográfica
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Terça-feira, Abril 24, 2007
Terça, 24.04, às 12h e 18h30 - Mini-auditório do Sesc
Av. Des. Souto Maior, 281 - Centro
House of Love, de Cécil Moller [França/África do Sul/Namíbia, 26'¿ , 2001]
Imprensado entre o mar e o deserto, sob um sol a pino, o porto de Welvis Bay na Namíbia é uma prisão a céu aberto para a pequena comunidade de mulheres obrigadas a prostituir-se. Isoladas, dependentes, à espera de marinheiros de passagem, seu único horizonte é a Aids. Com pudor, Cécil Moller colhe o depoimento dessas mulheres, suas histórias pessoais, sua luta diária e sua esperança de redenção, apoiadas por movimentos religiosos que pregam sua reabilitação. LEGENDAS EM PORTUGUÊS.
Rastros, Pegadas de Mulher, de Katy Léna Ndiaye
[Traces, Empreintes de Femmes: França/Bélgica/ Burkina Faso/Senegal, 52' , 2000]
As pinturas murais das mulheres kassenas de Burkina Faso, perto da fronteira com Gana, são famosas pela beleza do traçado e pela harmonia de cor. Interessada no assunto, Katy Léna Ndiaye escolhe comparar tradição e modernidade, através do retrato de três anciãs e da "neta" que elas iniciam nas técnicas ancestrais. Ela realiza um filme com maestria estética, verdadeiro retrato de uma comunidade artística, por onde se discute a transmissão de ensinamentos, a educação e a memória numa África em mutação. LEGENDAS EM PORTUGUÊS.
Terça, 24.04, às 17h - Aliança Francesa
Sessão especial em francês
Rua Gal. Bento da Gama, 256 - Torre
entrada franca
Si-Gueriki, Rainha-mãe, de Idrissou Mora Kpai
[Si-Gueriki, la reine mère :França/Alemanha/Benin/França, doc, 62' , 2002]
"Meu pai faleceu e com ele parte da minha infância, minhas certezas, minhas crenças e meus sonhos". Depois de dez anos de ausência, Idrissou Mora Kpai volta ao Benim para rever sua família. Contra qualquer expectativa essa viagem vai ser a ocasião de descobrir aquela que desde sempre, nada mais fez do que servir a seu pai: sua mãe. Herdeira do título real de seu marido, ela tornou-se uma autoridade na comunidade Wassangari, ao norte do país. Rapidamente, junto com a co-esposa do finado, corrigem a imagem do pai ideal que o jovem cineasta guardou na memória. Diretas e lúcidas, as duas denunciam, não sem humor, um sistema patriarcal do qual foram também vítimas as irmãs e sobrinhas do diretor. LEGENDAS EM FRANCÊS.
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Terça-feira, Abril 17, 2007
MOSTRA DO CINEMA AFRICANO | cineclubes em circuito
Abertura da mostra | edição especial + festa africana
18/04 | quarta-feira | 20h | entrada franca
cena de 'Abouna', filme integrante da mostra
Xalima la plume, de Ousmane William M´Baye [França/Senegal, doc., 51', 2003]
Sinopse: Precursor da música folk senegalesa, Seydina Insa Wade ficou famoso nos anos 70. Nos anos 80 mudou-se para a França, onde passou a apresentar-se em clubes de jazz, e aos poucos foi sendo esquecido por seus conterrâneos. Ao sentir que a juventude senegalesa o conhece mal, decide voltar a Dacar para gravar seus últimos trabalhos. Ousmane William M´Baye acompanhou durante dois anos essa volta ao lar, a amizade que surgiu entre os dois mostra um retrato sensível e pessoal do músico: através de suas confidências e canções, descobre-se um personagem multifacetado, e sempre em movimento. LEGENDAS EM PORTUGUÊS.
+ festa africana com a presença da comunidade dos estudantes africanos da UFPB;
+ mostra de produtos e comidas africanas;
+ ritmos da África com o músico cabo-verdiano Maurício Mikinha;
+ discotecagem com os seletores Nazareno e Chico Correa.
Confira abaixo a programação completa da mostra nos cineclubes paraibanos:
Quinta-feira, 19.04, às 12h - Cinesocial
Auditório 411 | CCHLA-UFPB
Contos Cruéis de Guerra, de Ibea Atondi, Karim Miské (Contes Cruels de la Guerre: França/Congo/França/Mauritânia, doc, 51¿, 2002)
Através da narração de uma volta ao Congo-Brazzaville, seu país natal, Ibea Atondi lança um olhar singular sobre as guerras da África contemporânea. Fascinada com a loucura assassina de Mignon, um miliciano destruído pelo álcool e pela droga, a narradora tenta descobrir os mecanismos que o levaram, ele e seus companheiros, a perder toda a dignidade humana. Para evocar o horror da guerra, não há imagens de violência, mas um trabalho metafórico apoiado pelos depoimentos de vítimas e carrascos. LEGENDAS EM PORTUGUÊS.
Quinta-feira, 19.04, às 19h - Cineclube Para´iwa
Rua Edmundo Filho 605 - Bairro São José
Abouna, de Mahamat-Saleh Haroun [França, 81´, 2002]
Com Ahidjo Mahamat Moussa, Garba Issa, Hamza Moctar Aguid, Koulsy Lamko, Mounira Khalil, Zara Haroun. Tahir (15 anos) e Amine (8 anos) descobrem ao acordar que seu pai foi embora misteriosamente. A frustração é maior, porque naquele dia, ele devia ser árbitro do jogo de futebol entre os garotos do bairro. Decidem, portanto, sair à sua busca pela cidade, em todos os lugares em que costumava ir. Cansados, acabam refugiando-se em salas de cinema, onde um dia, acreditam reconhecer seu pai na tela e roubam as latas do filme¿LEGENDAS EM PORTUGUÊS.
Sexta-feira, 20.04, às 19h
Sessão especial comunidade quilombola Paratibe
Bairro Valentina de Figueiredo
Rabelados no fim dos tempos, de Jorge Murteira [Cabo Verde, doc., 52', 2002]
O filme acompanha o quotidiano e as expectativas de três rebelados que esperam o fim do mundo, anunciado pelos mais velhos quando do fim do milênio. Durante um ciclo agrícola, a câmera percorre o dia a dia de três personagens, um pai e dois filhos. Na noite de 31 de Dezembro, reunem-se em oração e batizam os mais novos antes que chegue o dia do Juízo final. LEGENDAS EM PORTUGUÊS
+ Convidados da noite | Débora Sanches e Zonda Bez
Segunda, 23.04, às 12h e 18h30 - Mini-auditório do Sesc
Av. Des. Souto Maior, 281 - Centro
Nhá Fala, de Flora Gomes
[França/França/Guiné Bissau/Luxemburgo/Portugal, fic., 90', 2002]
Com Ângelo Torres, Bia Gomes, Danielle Evenou, Fatou Ndiaye, François Hadji-Lazaro, Jean-Christophe Dollé, Jorge Biague, José carlos Imbombo. Em Cabo Verde, todos os acontecimentos que regem a vida social viram música. Mas na família da jovem Vita, uma lenda promete a morte a quem tentar. Na França, onde Vita estuda, ela encontra Pierre, músico, por quem se apaixona. Ela canta e Pierre descobre a beleza de sua voz, convencendo-a a gravar um disco que se torna sucesso. Mas Vita desafiou a tradição e decide voltar para casa para confessar à sua família e receber o castigo. LEGENDAS EM PORTUGUÊS.
+ Convidados da noite | Débora Sanches e Zonda Bez
Terça, 24.04, às 17h - Aliança Francesa
Sessão especial em francês
Rua Gal. Bento da Gama, 256 - Torre
Si-Gueriki, Rainha-mãe, de Idrissou Mora Kpai
[Si-Gueriki, la reine mère :França/Alemanha/Benin/França, doc, 62', 2002]
¿Meu pai faleceu e com ele parte da minha infância, minhas certezas, minhas crenças e meus sonhos¿. Depois de dez anos de ausência, Idrissou Mora Kpai volta ao Benim para rever sua família. Contra qualquer expectativa essa viagem vai ser a ocasião de descobrir aquela que desde sempre, nada mais fez do que servir a seu pai: sua mãe. Herdeira do título real de seu marido, ela tornou-se uma autoridade na comunidade Wassangari, ao norte do país. Rapidamente, junto com a co-esposa do finado, corrigem a imagem do pai ideal que o jovem cineasta guardou na memória. Diretas e lúcidas, as duas denunciam, não sem humor, um sistema patriarcal do qual foram também vítimas as irmãs e sobrinhas do diretor. LEGENDAS EM FRANCÊS.
Terça, 24.04, às 12h e 18h30 - Mini-auditório do Sesc
Av. Des. Souto Maior, 281 - Centro
House of Love, de Cécil Moller [França/África do Sul/Namíbia, 26', 2001]
Imprensado entre o mar e o deserto, sob um sol a pino, o porto de Welvis Bay na Namíbia é uma prisão a céu aberto para a pequena comunidade de mulheres obrigadas a prostituir-se. Isoladas, dependentes, à espera de marinheiros de passagem, seu único horizonte é a Aids. Com pudor, Cécil Moller colhe o depoimento dessas mulheres, suas histórias pessoais, sua luta diária e sua esperança de redenção, apoiadas por movimentos religiosos que pregam sua reabilitação. LEGENDAS EM PORTUGUÊS.
Rastros, Pegadas de Mulher, de Katy Léna Ndiaye
[Traces, Empreintes de Femmes: França/Bélgica/Burkina Faso/Senegal, 52', 2000]
As pinturas murais das mulheres kassenas de Burkina Faso, perto da fronteira com Gana, são famosas pela beleza do traçado e pela harmonia de cor. Interessada no assunto, Katy Léna Ndiaye escolhe comparar tradição e modernidade, através do retrato de três anciãs e da "neta" que elas iniciam nas técnicas ancestrais. Ela realiza um filme com maestria estética, verdadeiro retrato de uma comunidade artística, por onde se discute a transmissão de ensinamentos, a educação e a memória numa África em mutação. LEGENDAS EM PORTUGUÊS.
Quinta-feira, 26.04, às 10h - Faculdade de Direito
Praça João Pessoa - Centro
Memória Entre Duas Margens, de Frédéric Savoye, Wolimité Sié Palenfo [Mémoire Entre Deux Rives: França/Burkina Faso/França, doc, 90´, 2002]
Os realizadores revisitam a história da colonização francesa na região Lobi, a sudoeste de Burkina Faso. Nessa região, aldeias e famílias ainda estão marcadas pela lembrança desse período doloroso. Comparada aos arquivos dos administradores coloniais, a tradição oral permite restaurar cerca de um século de história, desde a chegada dos primeiros brancos até os dias de hoje. Através de depoimentos transmitidos de geração em geração, o filme desenvolve uma reflexão crítica a respeito da colonização e suas conseqüências individuais, sociais e religiosas. LEGENDAS EM PORTUGUÊS.
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Terça-feira, Março 20, 2007
CINEMA
Um outro olhar sobre nossa Roliúde
Publicado em 18.03.2007 Jornal do Commércio
Diretora quer mostrar que Cabaceiras tem mais a oferecer do que o cenário para filmes que retratam um Nordeste árido e atrasado
KLEBER MENDONÇA FILHO
Um dos filmes que poderá gerar relevante discussão na próxima edição do Cine PE, que acontece no próximo mês, vem da vizinha Paraíba. Cabaceiras (2007, 15 mins.), primeiro filme de Ana Bárbara Ramos, foi selecionado para a competição nacional de curta-metragem 35mm do festival pernambucano, e lá terá a sua estréia. Com clara inquietação e senso crítico, questiona uma certa identidade cultural confirmada repetidamente em relação à imagem do Nordeste e, por tabela, da idéia de ser nordestino. O foco é o cinema e a personagem principal é a localidade de Cabaceiras, no Sertão paraibano, que virou espécie de cenário favorito do cinema e TV brasileiros quando o assunto é retratar o Nordeste dentro da sua imagem folclórica.
Ana Bárbara, que é jovem e mora em João Pessoa, faz parte de uma geração que não aceita tão positivamente a idéia de uma representação monocultural que há muito é discutida, especialmente na área de cinema. Da mesma maneira que esperam-se filmes urbanos de São Paulo, há uma tendência (que já se dissipa, felizmente) de se esperar filmes com cabras e chão rachado do Nordeste, idéia estabelecida logo na abertura do filme, onde um jornal televisivo de abrangência nacional anuncia que "em Cabaceiras a grande estrela é o bode".
Essa questão da representação via cinema e TV é um tema quente para observadores mais atentos da produção audiovisual. Num mundo onde a globalização consiste de os grandes enviarem informações massificadas para os pequenos (e quase nunca no sentido oposto), um filme como Cabaceiras tenta questionar este sistema de representação que vê no lugar, localizado no chamado Cariri paraibano, e com 4.275 habitantes, um estúdio a céu aberto, ou uma "roliúde nordestina".
O curta-metragem lida com o que alguns vêem como a realidade, outros como a projeção de estereótipos para exportação via imagem, algo que pode ser sentido na forma como, por exemplo, uma novela feita no Sudeste retrata o Nordeste, ou como um filme americano refere-se ao Brasil, vide o recente Turistas, obra de terror onde estrangeiros perdiam órgãos vitais (sem anestesia) em praias paradisíacas brasileiras.
Em entrevista ao JC, Ana Bárbara nos disse que "nos últimos nove anos, Cabaceiras transformou-se na locação perfeita para se falar de um Nordeste rachado pelo sol". É uma idéia bem tradicional de Nordeste, que ignora o lado urbano da região e mesmo as mudanças que tem sacudido esse cenário social e cultural.Sem entrar nos méritos ou deméritos das obras, ela cita os filmes São Jerônimo (RJ, 1999), de Júlio Bressane, Eu sou o servo (PB, 1998), de Eliézer Rolim, O auto da Compadecida (RJ, 2000), de Guel Arraes, Viva São João! (RJ, 2001), de Andrucha Waddington, Tempo de ira (RJ, 2003), de Gisella de Mello e Marcélia Cartaxo, Madame Satã (20022), de Karim Aïnouz, Cinema, aspirinas e urubus (PE, 2005), de Marcelo Gomes, Canta Maria, (SP, 2006, Francisco Ramalho Jr), e Romance (2007, em produção), de Guel Arraes, todos filmados em Cabaceiras e que abordam temas como o cangaço, a seca, a pobreza e o folclore. "Com as exceções de Bressane e Waddington, os filmes retratam um Nordeste que parou no tempo, até 1940 "Tempo de ira se passa em dois momentos: 1940 e 1970", enfocam as secas que assolaram a região, a idéia de que sair é a melhor solução", observa.
A realizadora aponta que "o povo de Cabaceiras gosta muito desse assédio cinematográfico, é motivo de orgulho ser locação constante, com a presença de atores globais na cidade. A prefeitura faz a sua parte, apoiando os que querem filmar", continua Ana Bárbara, lembrando ainda que o cinema movimenta financeiramente a localidade. Um dos personagens entrevistados no filme, Paulinho de Cabaceiras, diz que "a indústria do cinema retrata a indústria da seca para obter benefícios próprios", sugerindo simetria entre o antigo sistema de perpetuar a idéia de flagelo subsidiado, nesse caso relacionado à representação filmada da pobreza.
Cabaceiras foi realizado com dinheiro do Ministério da Cultura, e rodado com uma câmera Panasonic 24p. "O projeto mudou muito da idéia inicial. Antes pretendia entrevistar os diretores dos filmes (fiz entrevistas por telefone), os figurantes e moradores, talvez colocar a voz de Durval Muniz, nosso guru e origem da idéia pro filme a partir do livro A invenção do Nordeste e outras artes. Depois, optei por me concentrar num pequeno grupo de personagens e tirar os diretores."
ROLIÚDE - Curiosamente, o projeto Roliúde nordestina que está sendo implantado com apoio do Banco do Nordeste, Ministério da Cultura e Saelpa (companhia de energia elétrica) trabalha no lado oposto do retrato crítico apresentado pelo filme Cabaceiras. Criado pelo professor aposentado da UFPB e cronista do cenário cinematográfico paraibano, Wills Leal, Roliúde nordestina prevê estabelecer Cabaceiras como locação definitiva de filmes que precisem dos cenários naturais da localidade, "que tem o menor índice pluviométrico do Brasil", como bem informa Leal, "perfeito para filmar".
Idéia semelhante levou a indústria do cinema nos EUA a Los Angeles, na Califórnia, no início do século 20. Para selar a referência, uma placa será inaugurada em Cabaceiras no próximo dia 5 de maio medindo, segundo Leal, 80 metros de comprimento por cinco de altura, reproduzindo as palavras "Roliúde nordestina", alusão à famosa placa "Hollywood" instalada nos morros de Los Angeles.
Orçado em cerca de R$ 400 mil, o projeto prevê não apenas uma sede (no extinto Cine Ideal, da localidade), mas também a preservação, documentação e análise dos filmes feitos em Cabaceiras. "Queremos também criar condições reais para os que quiserem filmar na região e estudar as temáticas do cinema nordestino, do folclore e da história".
Leal, que tem também a função de "consultor turístico", informa que faz parte do projeto ainda a iniciativa "Seja artista por um dia", que objetiva estimular o turismo através do cinema. "Vamos encenar cenas famosas de filmes feitos em Cabaceiras com figurantes da cidade. Algumas pessoas já trabalharam em dez filmes seguidos", diz.
CINEMA II
Dilema "regionalista" aflige quem faz e assiste cinema
Publicado em 18.03.2007
Dez anos atrás, Baile perfumado, filme de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, ficou pronto, e muita gente achou interessante um aspecto específico da obra. Com ação na caatinga e temática "cangaço", a paisagem filmada, na verdade, mostrou-se verde florestal, e não o seco amarelado que alguns esperavam. O filme, com trilha pop para ação ambientada nos anos 20 e 30, retomava a idéia de um cinema feito Em Pernambuco depois de 18 anos sem um longa, foi um ponto de partida para representações que têm sido curiosas naquilo que se espera de um cinema dito "nordestino", ao longo dos últimos dez anos, nesta filmografia pernambucana.
Do Baile perfumado ao mais recente Deserto Feliz, este também de Caldas, passando por Amarelo manga e Baixio das bestas, de Cláudio Assis, Árido movie, de Ferreira, Orange de Itamaracá, de Franklin Jr., e O rap do pequeno príncipe, de Caldas e Marcelo Luna, percebe-se um desprendimento para com essas amarras estéticas e temáticas que anexariam os filmes a uma certa escola regionalista, algo bem mais recorrente no cinema do Ceará, ou mesmo na Bahia.
Temáticas podem ser locais, mas os tratamentos geralmente não são, e isso inclui Cinema, aspirinas e urubus, de Marcelo Gomes, que contém seca, flagelados e caatinga, filmado quase todo na Cabaceiras registrada no curta metragem de Ana Bárbara Ramos. É o filme mais "regional" da leva pernambucana dos últimos dez anos, mas é também um dos melhores. A interação do seu afiado personagem local com um estrangeiro parecem dar ao filme um ar de releitura.
Curiosamente, dois anos depois de Baile perfumado, surgiu um curta metragem local intitulado Chega de cangaço, dirigido por Marcos Hanois, exibido na televisão, satirizando exatamente essa tendência que filmografias regionais têm de filmar o regional. É uma questão que sempre gera debates e/ou discussões entre os que fazem e consomem cinema. Qual seria a maneira mais verdadeira de representar uma cultura? Seria através do folclore e das tradições (o rural)? Ou através do moderno (urbano)? Paulistas filmam em cidades e nordestinos no Sertão? (K.M.F)
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Quarta-feira, Março 14, 2007
[ ELLES ]
Tintin Cineclube | programação semanal
Cine-Teatro Lima Penante | Av. João Machado, 67 - Centro
14/03 | quarta | 19h30| SELECTA | Grátis
Elles > mulheres e curtas franceses
Apresentação: Estelizabel Bezerra | Coordenadora de Políticas para as Mulheres: João Pessoa | e Marine Corde | Estudante da Universidade de Lyon 2, França.
1.
Jeanne, bem devagar [Négar Djavadi, França, 15', 2005]
Jeanne já passou dos 60 anos e foi abandonada no acostamento de uma estrada. Ela vaga através das paisagens, até um acampamento deserto,no qual, uma caravana branca encontra-se parada no meio. A caravana carrega dois irmãos setuagenários, Émile e Louis.
2.
O novelo de lã [Fatma Zohra Zamoun, França, 14', 2005]
No ínicio dos anos 70, Mohamed leva Fatiha e seus dois filhos para viver com ele em um subúrbio operário francês. Todo dia o marido sai para trabalhar trancando a casa com chave. Fatiha inventará então meios insólitos para comunicar-se com o exterior.
3.
O número certo [Aurélie Charbonnier, França, 4', 2005]
Uma jovem procura sua alma gêmea em um parque público. Com seu celular na mão ela recebe uma estranha mensagem de texto.
4.
Rosa [Blandine Lenoir, França, 23', 2005]
"Minha querida Rosa, não é contra você, mas veja bem: todos os dois, nós não trabalhamos bastante. Então vamos arrumar uma dama formidável que irá se ocupar de você. Tudo dará certo, você verá..."
Excepcionalmente a exibição acontece no NAC, ao lado do cine-teatro Lima Penante.
A sessão é gratuita e promovida pela Associação Brasileira dos Documentaristas - seção Paraíba (ABD/PB), em parceria com o Núcleo de Arte Contemporânea (NAC), Aliança Francesa, UFPB, Funjope e Cinemateca da Embaixada da França.
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Segunda-feira, Março 05, 2007
Tintin Cineclube | quarta | 20h30
Cine-Teatro Lima Penante | Av. João Machado, 67 - Centro
cena do curta 'esperança' de ivo lopes araújo
Assacine - filmes inéditos em João Pessoa
Ingressos | 2 reais (inteira) 1 real (estudantes e abedistas)
07.03.07 | quarta | 20h30
Curtas-metragens de Ivo Lopes Araújo - Ceará
1. Uma folha que cai
[RJ,16mm, 14 min, Fic., 2003]
Sinopse: Um homem de meia idade decide deixar pra trás a cidade grande onde vive.
2. Esperança
[CE,Digital 8, 10 min, 2001]
Sinopse: A trajetória poética de um homem, e sua relação com o sol, a terra, o tempo e o trabalho.
3. Enquadros
[CE,DV, 11 min, 2003]
Sinopse: Um dia na vida de um pintor.
+ Presença do realizador;
+ Discotecagem e Bar em funcionamento até 2h;
Três filmes em curta-metragem do videasta e fotógrafo cearense Ivo Lopes, será a atração do Tintin Cineclube desta quarta-feira, dia 7, a partir das 20h30. O realizador estará presente e debaterá com o público após a exibição de seus curtas 'Esperança' (CE, 2001), 'Enquadros' (CE, 2003) e 'Uma folha que Cai' (RJ, 2003).
Promovido pela Associação Brasileira dos Documentaristas - seção Paraíba, em parceria com o Núcleo de Arte Contemporânea (NAC), Aliança Francesa e Funjope, os filmes serão exibidos dentro do 'Assacine', sessão mensal do Tintin Cineclube onde ocorre o lançamento de curtas inéditos em João Pessoa. A entrada custa dois reais, sendo que estudantes e abdistas pagam um real. Como de costume, haverá festa com discotecagem até 2h.
Formado em cinema pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, Ivo Lopes desenvolve um trabalho autoral com forte inclinação para as artes plásticas e narrativas experimentais.
'Esperança', curta filmado no Ceará em 2001, acompanha a trajetória poética de um homem, e sua relação com o sol, a terra, o tempo e o trabalho. Neste filme, o crítico carioca Marcelo Ikeda identificou um "diálogo direto com o atual cinema nordestino e especialmente com Passadouro, de Torquato Joel, sendo um vídeo no limite entre a ficção e o documentário".
Em seguida, será exibido 'Enquadros', vídeo que mostra um dia na vida de um pintor. A relação com as artes plásticas porém, não fica apenas no âmbito do personagem, e o próprio filme surge como um quadro em movimento, uma construção delicada e consistente sobre o tempo e a expressão artística.
Já 'Uma folha que cai', curta de ficção realizado em 2003 no Rio de Janeiro, lança o olhar para um homem de meia idade que decide deixar para trás a cidade grande onde vive. Rodado em película 16mm, o filme foi premiado no 8º Festival Brasileiro de Cinema Universitário.
A sessão acontece excepcionalmente no NAC, ao lado do Cine-Teatro Lima Penante. Mais informações pelo telefone 3221-8450, no período da tarde.
Mais informações no site www.abdpb.org.br
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Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
[ CINEMA E OUTRAS LINGUAGENS SE ENCONTRAM
A PARTIR DE AMANHÃ NO PROJETO ALVO|VISUAL ]
O projeto Alvo|visual: diálogos com a imagem quer difundir conteúdos audiovisuais de interesse para as pesquisas dos alunos e professores universitários, fomentando o diálogo entre o audiovisual e outras artes - literatura, artes plásticas, teatro etc - além de também dar atenção ao público extra-universitário, que terá acesso a filmes que pouco circulam nos meios de comunicação tradicionais. O objetivo é a manutenção de um espaço aberto para troca de idéias e apresentação de filmes cujos temas sejam de interesse para o desenvolvimento da cultura audiovisual na cidade.
Serão duas sessões por mês nas quais os filmes selecionados são 'defendidos' por convidados. Estes abordarão aspectos relevantes do texto fílmico, fazendo correlações com temas ligados ao universo de suas pesquisas, no caso de professores e estudantes, ou que acreditem serem relevantes para o conhecimento do público. Após a exibição do filme, acontece a 'defesa' por parte do convidado e, na seqüência, o público é chamado a intervir.
O projeto é organizado por Zonda Bez e tem apoio da Biblioteca Central, do Programa de Pós-Graduação em Letras: PPGL/UFPB e ABD-PB.
+ informações e comentários: www.alvovisual.blogspot.com
Alvo|visual: diálogos com a imagem
Sala de Multimeios Biblioteca Central, Campus I: UFPB
Das 15 às 18h : entrada franca
+ terça-feira, 13 de fevereiro
Zonda Bez apresenta "O homem do ano", de José Henrique Fonseca [Brasil, 2003, 113']
+ quinta-feira, 22 de fevereiro
Leandro Cunha apresenta "Blow up" , de Michelangelo Antonioni [Inglaterra, 1966, 114']
+ terça-feira, 6 de março
Ana Bárbara Ramos apresenta "Eu, você e todos nós", de Miranda July [EUA/Reino Unido, 2005, 91']
+ quinta-feira, 22 de março
Marta Penner apresenta "Satyricon", de Federico Fellini [Itália, 1969, 128']
+ terça-feira, 3 de abril
Guto di Bessa e Leonardo Soares apresentam "Waking Life", de Richard Linklater [EUA, 2001, 100']
+ quinta-feira, 19 de abril
Genilda Azerêdo apresenta "Narradores de Javé", de Eliane Caffé [Brasil, 2003, 100']
+ terça-feira, 8 de maio
Anacã Agra apresenta "2001: uma odisséia no espaço", de Stanley Kubrick [Inglaterra, 1968, 141']
+ quinta-feira, 24 de maio
Cícera Antonielle apresenta "A queda da casa de Usher", de Jean Epstein [França, 1928, 66']
+ terça-feira, 5 de junho
Sandra Luna apresenta "Medéia", de Pier Paolo Pasolini [Itália/França/Alemanha, 1969, 110']
+ quinta-feira, 21 de junho
Edvânea Maria apresenta "Shrek 2", de Andrew Adamson [EUA, 2004, 92']
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